Dizem que quando Deus criou o mundo e achou que “tudo era bom”, um anjo partilhou seu entusiasmo, mas à sua maneira, pois enquanto contemplava maravilha após maravilha, ia exclamando?
“-Como é bom! Vamos organizá-lo!”
E Deus respondeu: “E tirar todo o prazer dele!”
Já tentou organizar algo como a paz? No momento em que o faz há conflitos de poder e guerras de grupos dentro da organização. O único caminho para se obter a paz é deixá-la crescer ao acaso.
O sol, a lua, as estrelas, o leão, a baleia, as árvores e as flores põem-nos continuamente diante dos olhos das infinitas perfeições de Deus, principalmente seu poder, sua bondade e sua sabedoria. A ordem do mundo revela-nos a sabedoria divina; o oceano exalta a imensidade de Deus; os campos repletos de flores e as árvores carregadas de frutos falam-nos de sua bondade e sua generosidade infinita.
As criaturas não podem ter o mesmo principio que os homens têm. São para o homem, para ajudá-lo a conseguir sua finalidade.
As criaturas privadas de razão não podem, por si mesmas, glorificar a Deus; são criaturas para servir o homem. Depois que Deus levantou os montes, nivelou os vale, formou os céus, prodigalizou a vida , depois que acabou o palácio para o homem morar, disse: “Façamos o homem à nossa imagem, Segundo a nossa semelhança, e que ele submeta os peixes do mar, os pássaros do céu, os animais grandes, toda a terra e todos os animais que rastejam sobre a terra”(Gn 1,26). Nós somos para Deus, e as criaturas para nós, para nos ajudarem a servir à Deus.
As criaturas foram criadas por Deus para ajudar o homem a conseguir o seu fim, que é louva-Lo, reverencia-Lo e servi-Lo.
Ajudam-nos a louvar a Deus, segundo o que se lê na Escritura: “Os céus narram a Gloria de Deus, e o firmamento proclama a obra de suas mãos” (Sl 19 [18], 2).
Ajudam-nos a reverenciar a Deus, que está presente em todas elas nas racionais, por sua imagem e sua sanidade; nas irracionais, por sua atividade em conservá-las no ser. Umas nos fazem tremer diante de sua presença, como as tempestades do ar, da terra e dos mares, e outras nos fazem ajoelhar perante sua infinita majestade, que se nos revela nessas manifestações de poder.
Havia, certa vez, uma mulher que era religiosa, devota e cheia de amor a Deus. Toda manhã ela ia à igreja. E no caminho crianças a chamavam, mendigos a abordavam, mas ela estava tão imersa em suas devoções que nem ao menos os notava.
Ora, um dia, foi pela rua do modo costumeiro e chegou à igreja em cima da hora do culto. Empurrou a porta, mas não conseguiu abrí-la. Empurrou com mais força e percebeu que a porta estava trancada. E lá, bem à sua frente, achou um bilhete pregado à porta que dizia: “-Estou lá fora!”
segunda-feira, 31 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
A TERRA É MINHA
Para sobreviver, uma igreja precisa levantar dinheiro. Certa vez havia um templo onde não passavam a bandeja como fazem nas igrejas cristãs. A forma de arrecadar dinheiro era vender ingressos para assentos reservados, nos dias santos solenes, pois era quando a congregação era maior e as pessoas mais generosas.
Em um desses dias santos, um garoto veio ao templo à procura do pai, mas os porteiros não queriam deixá-lo entrar porque ele não tinha ingresso.
“-Olhem” disse o jovem. “Este é um assunto muito importante.”
“-É isso o que todos dizem” disse o porteiro, impassível.
O garoto ficou desesperado e começou a implorar: “-Por favor, senhor, deixe-me entrar. É uma questão de vida ou morte, só me demorarei um minuto.”
O porteiro cedeu: “- Está bem, se é tão importante... - disse. - “Mas que eu não o apanhe rezando.”
Que pena que a religião organizada tenha suas limitações.
O homem vem de Deus e vai para Deus. O homem, porém, não vive sozinho na terra; rodeiam-no muitas outras criaturas sem as quais não pode viver. Depois de entender nosso próprio destino e origem, cabe-nos perguntar “Qual é a origem, qual é o fim das outras criaturas?”. Santo Inácio escreve: As outras coisas sobre a face da terra são criadas para o homem, para que o ajudem a alcançar a sua felicidade e salvação para que é criado. Donde se segue que há de usar delas tanto quanto o ajudem a atingir o seu fim, e há de privar-se delas tanto quanto dele o afastem.
Todas as criaturas foram criadas por Deus; assim o provam a razão e a fé! “No principio, criou Deus o céu e terra”, lê-se no Gênesis. As criaturas são, pois, de Deus; não há poder humano que possa dar o ser a menor delas. Consulte o mais eminente botânico do mundo, e peca-lhe que faca, uma arvore gigantesca, ou uma florzinha rasteira e singela, que cresce no campo. Nem o zoólogo pode criar um leão ou uma baleia, ou um inseto. Todos os astrônomos não podem produzir uma estrela de pequena grandeza, ou mesmo um meteoro ou um átomo perdido no mundo das nebulosas.
Estão clamando que são de Deus os peixes dos mares, os animais da terra e as aves do céu. Estão clamando que são de Deus os montes coroados de eternas neves, os rios com suas cataratas, as fontes rebentando ao sopé das serras. É imperdoável o lavrador que depende dos céus da terra, das chuvas e das neves, e não reconhece o seu Criador.
E o astrônomo que estuda o curso dos planetas; o naturalista que investiga os segredos da vida; e o teólogo que penetra os mistérios do Espírito Divino Trino e Uno; todos os sábios, todos os povos e todas as raças, todos os homens, enfim, são imperdoáveis se não reconhece na natureza o nosso Deus.
Em um desses dias santos, um garoto veio ao templo à procura do pai, mas os porteiros não queriam deixá-lo entrar porque ele não tinha ingresso.
“-Olhem” disse o jovem. “Este é um assunto muito importante.”
“-É isso o que todos dizem” disse o porteiro, impassível.
O garoto ficou desesperado e começou a implorar: “-Por favor, senhor, deixe-me entrar. É uma questão de vida ou morte, só me demorarei um minuto.”
O porteiro cedeu: “- Está bem, se é tão importante... - disse. - “Mas que eu não o apanhe rezando.”
Que pena que a religião organizada tenha suas limitações.
O homem vem de Deus e vai para Deus. O homem, porém, não vive sozinho na terra; rodeiam-no muitas outras criaturas sem as quais não pode viver. Depois de entender nosso próprio destino e origem, cabe-nos perguntar “Qual é a origem, qual é o fim das outras criaturas?”. Santo Inácio escreve: As outras coisas sobre a face da terra são criadas para o homem, para que o ajudem a alcançar a sua felicidade e salvação para que é criado. Donde se segue que há de usar delas tanto quanto o ajudem a atingir o seu fim, e há de privar-se delas tanto quanto dele o afastem.
Todas as criaturas foram criadas por Deus; assim o provam a razão e a fé! “No principio, criou Deus o céu e terra”, lê-se no Gênesis. As criaturas são, pois, de Deus; não há poder humano que possa dar o ser a menor delas. Consulte o mais eminente botânico do mundo, e peca-lhe que faca, uma arvore gigantesca, ou uma florzinha rasteira e singela, que cresce no campo. Nem o zoólogo pode criar um leão ou uma baleia, ou um inseto. Todos os astrônomos não podem produzir uma estrela de pequena grandeza, ou mesmo um meteoro ou um átomo perdido no mundo das nebulosas.
Estão clamando que são de Deus os peixes dos mares, os animais da terra e as aves do céu. Estão clamando que são de Deus os montes coroados de eternas neves, os rios com suas cataratas, as fontes rebentando ao sopé das serras. É imperdoável o lavrador que depende dos céus da terra, das chuvas e das neves, e não reconhece o seu Criador.
E o astrônomo que estuda o curso dos planetas; o naturalista que investiga os segredos da vida; e o teólogo que penetra os mistérios do Espírito Divino Trino e Uno; todos os sábios, todos os povos e todas as raças, todos os homens, enfim, são imperdoáveis se não reconhece na natureza o nosso Deus.
Os efeitos do crack no organismo
Forma menos pura da cocaína, o crack tem um poder infinitamente maior de gerar dependência, pois a fumaça chega ao cérebro com velocidade e potência extremas. Ao prazer intenso e efêmero, segue-se a urgência da repetição. Além de se tornarem alvo de doenças pulmonares e circulatórias que podem levar à morte, os usuários se expõem à violência e a situações de perigo que também podem matá-lo.
O usuário aquece a lata de refrigerante para inalar o crack. Além do vapor da droga, ele aspira o alumínio, que se desprende com facilidade da lata aquecida. O metal se espalha pela corrente sanguínea e provoca danos ao cérebro, aos pulmões, rins e ossos.
Fome e sono
O organismo passa a funcionar em função da droga. O dependente quase não come ou dorme. Ocorre um processo rápido de emagrecimento. Os casos de desnutrição são comuns. A dependência também se reflete em ausência de hábitos básicos de higiene e cuidados com a aparência.
Pulmões
A fumaça do crack gera lesão nos pulmões, levando a disfunções. Como já há um processo de emagrecimento, os dependentes ficam vulneráveis a doenças como pneumonia e tuberculose. Também há evidências de que o crack causa problemas respiratórios agudos, incluindo tosse, falta de ar e dores fortes no peito
Coração
A liberação de dopamina faz o usuário de crack ficar mais agitado, o que leva a aumento da presença de adrenalina no organismo. A consequência é o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Problemas cardiovasculares, como infarto, podem ocorrer
Ossos e músculos
O uso crônico da droga pode levar à degeneração irreversível dos músculos esqueléticos, chamada rabdomiólise.
Sistema neurológico
Oscilações de humor: o crack provoca lesões no cérebro, causando perda de função de neurônios. Isso resulta em deficiências de memória e de concentração, oscilações de humor, baixo limite para frustração e dificuldade de ter relacionamentos afetivos. O tratamento permite reverter parte dos danos, mas às vezes o quadro é irreversível
Prejuízo cognitivo: pode ser grave e rápido. Há casos de pacientes com seis meses de dependência que apresentavam QI equivalente a 100, dentro da média. Num teste refeito um ano depois, o QI havia baixado para 80
Doenças psiquiátricas: em razão da ação no cérebro, quadros psiquiátricos mais graves também podem ocorrer, com psicoses, paranoia, alucinações e delírios
Sexo
O desejo sexual diminui. Os homens têm dificuldade para conseguir ereção.
Há pesquisas que associam o uso do crack à maior suscetibilidade a doenças sexualmente transmissíveis, em razão do comportamento promíscuo que os usuários adotam
Morte
Pacientes podem morrer de doenças cardiovasculares (derrame e infarto) e relacionadas ao enfraquecimento do organismo (tuberculose).
A causa mais comum de óbito é a exposição à violência e a situações de perigo, por causa do envolvimento com traficantes, por exemplo.
O usuário aquece a lata de refrigerante para inalar o crack. Além do vapor da droga, ele aspira o alumínio, que se desprende com facilidade da lata aquecida. O metal se espalha pela corrente sanguínea e provoca danos ao cérebro, aos pulmões, rins e ossos.
Fome e sono
O organismo passa a funcionar em função da droga. O dependente quase não come ou dorme. Ocorre um processo rápido de emagrecimento. Os casos de desnutrição são comuns. A dependência também se reflete em ausência de hábitos básicos de higiene e cuidados com a aparência.
Pulmões
A fumaça do crack gera lesão nos pulmões, levando a disfunções. Como já há um processo de emagrecimento, os dependentes ficam vulneráveis a doenças como pneumonia e tuberculose. Também há evidências de que o crack causa problemas respiratórios agudos, incluindo tosse, falta de ar e dores fortes no peito
Coração
A liberação de dopamina faz o usuário de crack ficar mais agitado, o que leva a aumento da presença de adrenalina no organismo. A consequência é o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Problemas cardiovasculares, como infarto, podem ocorrer
Ossos e músculos
O uso crônico da droga pode levar à degeneração irreversível dos músculos esqueléticos, chamada rabdomiólise.
Sistema neurológico
Oscilações de humor: o crack provoca lesões no cérebro, causando perda de função de neurônios. Isso resulta em deficiências de memória e de concentração, oscilações de humor, baixo limite para frustração e dificuldade de ter relacionamentos afetivos. O tratamento permite reverter parte dos danos, mas às vezes o quadro é irreversível
Prejuízo cognitivo: pode ser grave e rápido. Há casos de pacientes com seis meses de dependência que apresentavam QI equivalente a 100, dentro da média. Num teste refeito um ano depois, o QI havia baixado para 80
Doenças psiquiátricas: em razão da ação no cérebro, quadros psiquiátricos mais graves também podem ocorrer, com psicoses, paranoia, alucinações e delírios
Sexo
O desejo sexual diminui. Os homens têm dificuldade para conseguir ereção.
Há pesquisas que associam o uso do crack à maior suscetibilidade a doenças sexualmente transmissíveis, em razão do comportamento promíscuo que os usuários adotam
Morte
Pacientes podem morrer de doenças cardiovasculares (derrame e infarto) e relacionadas ao enfraquecimento do organismo (tuberculose).
A causa mais comum de óbito é a exposição à violência e a situações de perigo, por causa do envolvimento com traficantes, por exemplo.
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