sexta-feira, 5 de abril de 2019

QUEM ATIRARÁ A PRIMEIRA PEDRA?

Levaram a Jesus uma mulher surpreendida em adultério. Eles queriam saber qual seria a atitude de Jesus. Não era a mulher a ser julgada mas Nosso Senhor. 


Se Jesus perdoasse a mulher iria contra a Lei, se Jesus condenasse, eles o acusariam de crueldade, e estaria indo contra sua própria pregação de perdão e misericórdia. 

Com certeza passam boas horas mais ocupados em preparar armadilhas e emboscadas para pegar Nosso Senhor em alguma contradição do que em praticar o bem. 

Como no caso, sobre pagar imposto a César: Se Jesus responde-se tanto sim ou não estaria perdido, pois ou estaria contra o Império Romano ou contra o seu povo. Mas Jesus não responde nem sim e nem não, mas, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. 

Outro caso foi quando Jesus curou um homem em dia de sábado quando pela lei era proibido fazer qualquer obra. Eles se reúnem para planejar uma forma de mata-lo, e Jesus denuncia a hipocrisia deles perguntando: no sábado é permitido fazer o bem ou o mal? 

Jesus sabia que estavam armando mais uma arapuca para Ele. Pois não estavam preocupado com a moralidade ou com a justiça mas apenas buscavam uma forma de acusa-lo. As pedras que eles carregavam não eram para a mulher mas para Jesus. 

Mas uma vez Jesus desmascara a hipocrisia deles dizendo: “Quem estiver sem pecado pode atirar a primeira pedra.” 

Ninguém atirou pedra nem uma, apenas envergonhados retiram-se em silencio. 

Quando Jesus ficou só com a mulher. Não lhe chama atenção, não pede explicações. Nosso Senhor apenas disse: Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou? Eu também não te condeno. Poder ir, e de agora em diante não peques mais. 

Alguém pode perguntar: 
Então não temos de combater o mal? 
Não temos de denunciar as coisas erradas? 

Sim. Mas façamos isso com Jesus nos ensinou. A correção fraterna deve ser feita com caridade. Corrigir o irmão sem querer acabar com ele. Condenar o pecado e não o pecador. 

Deus está mais interessado no perdão do que no castigo, ele não quer a morte do pecador mas que se converta e viva. O que para nós é uma ótima notícia uma vez que somos todos pecadores! 

Já conheci muitas pessoas que julgam seus pecados serem imperdoáveis, pensam que por terem cometido barbaridades não têm mais chances com Deus. 

Jesus Cristo, vem nos dizer justamente o contrário: “eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”. Ele compara o pecador a alguém que está doente e, por isso, precisa de médico. 

Ora, quanto mais enfermo alguém está mais precisa do médico, assim também, quanto mais afundado no pecado mais precisamos de Jesus. 

Para Jesus, não importa o nosso passado, o que vale é a nossa disposição para a mudar de vida!

sexta-feira, 29 de março de 2019

O FILHO PRÓDIGO

A grande lição da parábola do filho pródigo é que Deus está mais empenhado em nos salvar do que em nos castigar. 

O pai que todo dia olhava o caminho esperando ver o seu filho voltar, representa Deus que todo dia nos oferece uma nova chance de nos arrepender e deixar o pecado que nos humilha. 

O amor de Deus é imenso. Ele está sempre disposto a nos perdoar, e esperando para nos abraçar, como aquele pai da parábola. 

Quando nos afastamos da presença de Deus somos invadidos por uma sensação de VAZIO e TRISTEZA, que os prazeres da vida não podem preencher. 

A herança que o Pai do Céu nos deu, é a nossa vida. Uma herança de valor inestimável. Quem oferecesse uma grande fortuna em troca da nossa vida seria tratado com desprezo. Desperdiçar a herança e viver longe de Deus, gastando a nossa vida com egoísmos e vaidades, que não constroem nada, nem amizades, muito menos uma família. Até que um dia a pessoa descobre que é tão pobre que não tem mais nada na vida só dinheiro. E dinheiro não o consolará nas aflições. 

Há quem se sinta como o irmão injustiçado pela reação do pai de fazer uma festa para o vagabundo do filho que voltou para casa depois de gastar toda a sua parte na herança, em vez de bater-lhe a porta na cara. 

Tem gente que fica revoltado com Deus por Ele não castigar os malvados, enquanto nós que damos uma dura, trabalhando honestamente, continuamos passando às vezes por dificuldades e necessidades... São pessoas mais a favor da justiça do que da misericórdia. São pessoas que só enxergam o tempo presente. Porém, não é assim. Quem acredita na eternidade, sabe que tempo presente deve ser vivido como preparação para o céu, sem apegos exagerados, sem magoas, sem ressentimento. O tempo presente deve ser vivido como tempo de perdão e misericórdia. Pois ajustiça de Deus é muito superior mais perfeita que a humana. 

Esta parábola nos mostra que a justiça de Deus é a misericórdia! Misericórdia que nós não podemos quere somente para nós. 

Nós queremos sempre o perdão dos nossos pecados e erros, como poderemos querer somente o castigo para os demais. Todos que erram devem ser condenados, não podemos esquecer que estamos no mesmo barco. 

Vejamos, como Jesus retratou o Pai do Céu nesta parábola! Um Deus que nos ama, um Pai que espera todo dia que voltemos para Ele. 

O Evangelho nos chama a reconhecer os nossos pecados, e buscar o perdão de Deus através de uma confissão. 

A alegria na recuperação do filho morto que voltou a viver, a alegria de ter de volta o que se perdeu. Também nós experimentamos pela absolvição dos pecados. 

Porém, para experimentar essa alegria não podemos nos esquecer do propósito de uma mudança radical da nossa vida, como o fez aquele filho errante: 

“Tendo-me levantado, irei a meu pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti. E de modo algum sou digno de ser chamado teu filho, aceita-me como um de teus empregados.” 

Arrependimento é o sincero desejo de mudança, comprometimento de esforçar-se de fato em mudar de comportamento. Acho estranho quando alguém toda a semana vem confessar o mesmo pecado. Não seria mais verdadeiro, fazer um esforço real de evitar o pecado ao menos por 30 dias, para provar para sí mesmo seu real arrependimento, para depois buscar a graça da reconciliação sacramental. Confessar repetidamente os mesmo pecado pode ser uma até uma acomodação, tipo: “tanto faz, depois eu vou lá e me confesso.” 

Devemos mudar a nossa visão de Deus, e consequente devemos mudar também a nossa relação com o Pai. A parábola do Filho Pródigo nos lembra que Deus não é um Juiz impiedoso, e que nossa convivência com Ele e com o irmão deve pode ser melhorada diariamente.

sexta-feira, 22 de março de 2019

TRAGÉDIAS - CONVITES A CONVERSÃO

Nesse período de preparação para a Páscoa a Igreja nos propõe um tempo de penitência que nos ajude em nossa conversão pessoal. Quanto à essas penitências precisamos entender que se está sendo fácil é porque não estamos fazendo direito. Pois se não exige esforço, renúncia, mudança de hábitos, não é penitência. 

Viver de fato a Quaresma nunca é fácil porque exige mudar tudo aquilo que precisa ser mudado em nós.

Mudanças de comportamento sempre é difícil, pois, o modo de agir, é parte de quem somos de nossa personalidade, e tem gente que diz “eu sou assim mesmo, quem quiser gostar de mim tem que me aceitar como eu sou”. Mas na verdade nós não somos assim, nós estamos assim, sempre podemos mudar para ficar mais de acordo com o que Deus nos pede. 

O Evangelho nos fala de tragédias que aconteceram com alguns galileus. Nós brasileiros também passamos por tragédias terríveis esse ano: Brumadinho, os meninos do flamengo, os 14 que se afogaram com as enxurradas em São Paulo, as vítimas na escola de Suzano... 

Vemos muita gente querendo achar os culpados. Mas se pararmos para pensar achar o culpado vai reparar as perdas? Aliviar o sofrimento? Prevenir que isso não se repita? Será? Será que é possível fazer justiça nesses casos?

Concordo que temos que responsabilizar os verdadeiros culpados, mas o importante é enxergar a realidade como sinal, como aviso. Assim além de procurar culpados, deveríamos nos ocupar mais com a nossa conversão, estar preparados como nos aconselha Jesus. Pois quem está livre de uma tragédia como essa? Quem pode dizer que está seguro? Quem pode dizer que comigo não vai acontecer?

Foi nesse contexto que Jesus contou a parábola da figueira, para ensiná-los a se preocuparem mais em fazer o bem, produzir bons frutos.

A parábola da figueira quer mostrar como Deus é solidário e paciente. A figueira é uma árvore comum na Palestina, que produz quase o ano todo, naquele clima.

Nessa parábola a figueira representa o povo, todos nós. Quem Plantou a figueira, no caso o patrão é Deus Pai. O agricultor é Jesus. Os três anos é o período da pregação de Jesus, da qual se esperava frutos em abundância. O patrão é rigoroso na sua decisão, se não produzir frutos, vai arrancar a figueira, arvore ociosa que não produz frutos, não merece viver.

O mesmo vale para quem ouve a palavra de Jesus, mas não muda seus comportamentos, continua egoísta, impaciente, agressivo, intolerante, imoral, ou seja não produz frutos de conversão de vida nova, não merece a vida eterna no céu, como a figueira estéril será arrancado e lançado no fogo. 

No entanto o agricultor intervém, ele pede mais um tempo, vai adubar, vai cuidar, afofar a terra. Jesus é o agricultor, aposta nas pessoas, dando-lhe mais uma oportunidade de mudança. Deus é solidário e misericordioso, quer a salvação para todos. 

Estamos vivendo a quaresma, tempo de conversão, todos somos convidados mudanças para melhor. Infelizmente a maioria das pessoas passam pela quaresma sem mudar em nada. Ir à Igreja e não praticar a fé, e não produzindo frutos bons, conforme a vontade de Deus é ser igual à figueira que não dava frutos.

Vamos aproveitar esse tempo da quaresma, que é o tempo certo para mudanças. É o agricultor Jesus que com sua palavra e com seu corpo e sangue na Eucaristia aduba nossa vidas na fé, na esperança e no amor, para que possamos nos alimentar dele e ser também mais amorosos, mais fraternos, mais justos, mais solidários e misericordiosos.

Ainda é tempo vamos aproveitar esse tempo favorável.

quinta-feira, 14 de março de 2019

TRANSFIGURAÇÃO

Logo antes da transfiguração, Jesus havia dito aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz, cada dia, e siga-me” (Lc 9,23). 

Palavras terríveis, imagina eles viam os mestre curando os enfermos, limpado leprosos, fazendo cego enxergar, paralitico andar, multiplicando o pão para matar a fome de multidões, mandado no ventos e nas tempestade, andando sobre as águas, transformando água em vinho sem falar das pescas milagrosas e tentas outras coisas. Aí do nada Jesus, vem falar da cruz, da renúncia das coisas que eu gosto. Ninguém gosta da cruz, na verdade eles esperavam que o mestre os aliava-se da cruz, e não o contrário. 

Imagina o drama, eles estavam caminhando para Jerusalém, onde o próprio Jesus havia dito que seria preso e condenado à morte. Na verdade a vontade deles é fugir de Jerusalém, ir noutra direção, escapar da cruz. 

Tudo isso causou uma enorme decepção e desânimo nos discípulos. 

Todos nós já pensamos ao menos uma vez de lar tudo, lavar a mãos, não largamos, não abandonamos, mas que já pensamos, isso sim. 

Jesus, sentiu o ânimo abatido deles, o andar temeroso e titubeante, e quis dar a eles motivos de esperança. 

Calma lá, depois da cruz vem a vitória. Venham subamos o monte vejam a quem vocês estão seguindo, confiem em mim, não desanime que a vitória e certa. 

A transfiguração veio dar-lhes ânimo e esperança. 

Primeiro Jesus se manifesta revestido de glória, e depois apoiado pelo dois principais líderes do antigo testamento, Moises e Elias, e avalizado pelo próprio Deus Pais: “Este é o meu Filho, o escolhido. Escutai o que ele diz.” 

Com essa frase, Deus Pai disse aos discípulos, e a nós, que tudo o que Jesus falou e fez, ele assina em baixo. 

É Pouca coisa? Não mesmo, o apoio que Jesus recebeu foi pesado. 

Pedro gostou tanto sugeriu fazer três tendas para ficar por lá mesmo. Claro que quem tem a felicidade de experimentar o céu, quer ficar lá. Quantos de nós quando estamos fazendo um retiro desejamos que nunca termine. 

Mas para chegar lá, primeiro, precisamos passar por essa vida, carregar a nossa cruz e seguir o bom Senhor sendo fiel até o fim. 

Jesus desceu do monte com os discípulos para ensiná-los a caminhar na vida. Jesus também está conosco para nos ajudar a vencer o medo e a indecisão, e principalmente o pecado que nos desfigura. 

Existem tantas coisas que nos desfigura, o cansaço, o desanimo, a frustação, a gula, a ira, as mágoas, a preguiça, a vaidade o orgulho pai de todos os pecados, e a tristeza filha predileta de satanás. 

Por isso precisamos estar com Jesus na oração, estar com Jesus na Eucaristia, estar com Jesus na penitência. A nossa busca por Jesus, nos transfigura; nos liberta dos efeitos do pecado e devolve a nossa beleza diante de Deus, fazendo resplandecer em nós a luz da bondade, da paciência, da temperança e de todas as virtudes. 

São Carlos de Foucauld, antes de ser padre era cartografo, e viajou pelo Norte da África fazendo mapas, convivendo com anos com radicais muçulmanos, voltou a Paris cheio de duvidas de fé. Procurou o padre, querendo resolver umas dúvidas de fé. O padre levou-o para a sala de atendimento, os dois se sentaram e o padre foi logo perguntando: “Quanto tempo faz que você não se confessa?” O rapaz respondeu: “Não é isso, padre, o meu problema são dúvidas de fé!” “Sim, respondeu o padre, mas eu gostaria que você antes se confessasse. Depois a gente conversa sobre a fé”. 

Ele se confessou, e imediatamente o levou para o sacrário e lhe deu a comunhão. Depois o padre lhe disse: “Agora vamos pode apresentar as suas dúvidas”. Carlos respondeu: “Não tenho mais dúvidas”. “Diante de um Deus de amor não encontro outro sentido na minha vida do que dedicar a minha vida a ele.” 

Queridos irmãos e irmãs, vamos nos transformar neste tempo de quaresma pela oração, pela caridade e penitência. Quaresma é tempo de graça e conversão, no qual a Igreja nos convida a refletirmos sobre nós mesmos, e insiste que é preciso haver transformação. 

Voltemos o nosso olhar para, Maria Santíssima ela nunca foi desfigurada pelo pecado. E ela é, depois de Jesus, a maior agente de transfiguração do mundo. Santa Maria, rogai por nós!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

UM CEGO NÃO PODE GUIAR OUTRO CEGO


Como um cego pode guiar outro cego? Caem os dois no buraco. Ou como pode um açougueiro se meter a fazer uma cirurgia no coração de alguém? Não basta ter facas afiadas. Ou que tal sujeito que joga videogame de aviação se meter a pilotar um avião de verdade sem ter praticado com um instrutor muito horas antes? Imaginem a tragédia!

O mesmo vale para o Evangelho: como pregar se não procuramos viver? Ninguém pode dar aquilo que não tem. 

Quem prega o que não vive, está cometendo o pecado da HIPOCRISIA, pois se apresenta de pessoas, querendo iluminá-las com a luz que não temos. 

Jesus não esta afirmando que pessoas pecadoras não podem trabalhar na evangelização. O que Senhor diz é que quem não busca a sua própria conversão, quem não batalha pela sua santificação pessoal, não tem condições de ajudar os outros a encontrar o caminha da salvação. 

Como um cego guiando outro cego os dois acabaram caindo no buraco. 

Evangelização é em primeiro lugar testemunho e depois pregação, o cristão precisa primeiro se esforçar para viver o evangelho para depois anuncia-lo. 

Como a história do monge que foi convidado a orientar uma criança com diabete. Ele primeiro ficou um mês sem consumir açúcar e desvirados para só depois se atrever a orientar a criança. 

Devemos catequisar através do nosso exemplo de vida, pois o nosso testemunho fala mais alto do que as nossas palavras.

Acho errado beber bebidas alcoólicas e fumar, ninguém vai ver-me falando contra quem bebe ou fuma, mas eu garanto que nunca alguém vai ver-me beber, ou fumar. Esse é o meu testemunho. 

Imaginem uma nutricionista obesa, ou um dentista desdentado. São no mínimo Ridículos. a mesma coisa, aquele que não se esforça para viver o Evangelho, não tem autoridade para ensiná-lo aos demais. Pois ninguém botará fé no que ele diz.

Antes de tirar o cisco do olho do irmão tire a trave do seu olho, ou seja, antes de julgar o irmão, corrija-se a si mesmo.

A trave no nosso olho é a nossa arrogância, a qual nos faz pensar que somos melhores que os outros. A arrogância se não combatida nos deixa cegos, e incapazes de guiar a nós mesmos que dirá ajudar os outros. Se não nos preocupamos em corrigir nossos próprios defeitos, como podemos nos achar no direito de corrigir os dos outros. 

Corremos o risco de humilhar o nosso próximo, revelando os seus defeitos, sob a desculpa de que estamos “só querendo ajudar.”

O Senhor Jesus, ainda nos diz, árvore boa da frutos bons, arvore má da frutos maus... Assim como toda a árvore é conhecida por seus frutos, pelas obras podemos distinguir os cristãos autênticos dos que desejam apenas se aproveitar das pessoas. 

Vejam, não são pelas palavras que conhecemos uma pessoa, mas pelo bem que ela faz, ou deixa de fazer, pelas obras a que essa pessoa se dedica. 

Com diz o ditado falar bonito até papagaio fala. A pessoa reta e justa produz frutos de santidade para o próximo e para si próprio. 

Uma pessoa pode esquecer o que você disse para ela na hora da dor e da dificuldade, mas ela não vai esquecer que você esteve lá ao seu lado, não vai esquecer que você lhe estendeu a mão, ou lhe enxugou uma lagrima. 

Queridos irmãos, quem sabe vamos falar menos e fazer mais gestos de amor ao próximo. Essa é a linguagem do coração, que é compreendida por todos e toca até os corações mais duros.

BODAS DE CANÁ

Qual é a maior festa da Igreja? 

Quem aqui gostaria de ter ao menos uma provinha desse vinho? 

Esse milagre de Nosso Senhor assinala dois casamentos: 

- um casamento que realmente aconteceu historicamente em Caná da Galileia, do qual o Evangelista não diz o nome dos noivos...; 

- o outro espiritual, onde o noivo é o Cristo e sua esposa é Igreja. 

O que era necessário? 

Qual é a coisa mais importante num casamento? 

O AMOR – o vinho na cultura da época simbolizava o amor. Na celebração do hebraico, o ponto alto acontece quando os noivos bebem vinho da mesma taça e depois lança por terra, rompendo-a. Tal ação expressa que ninguém poderá interferir no amor que une o casal. 

Na antiga aliança o que contava não era o amor, mas pureza, que não gerava comunhão, mas divisão entre puros e impuros. Onde o sofrimento e a doença eram considerados castigos de Deus, e sinal de pecado. 

Se uma pessoa estivesse doente, estava sendo castigada pelos seus pecados, se uma pessoa esta saudável, deve ser muito santa, pois esta sendo abençoada por Deus. 

Nosso Senhor não concorda com a lei da pureza ele vem ensinar a lei do amor. 

No relado diz que as seis talhas usadas para a purificação dos judeus estavam vazias, isso diz que a lei da pureza vazia, não é eficaz, não salva ninguém. 

Jesus transforma a água em vinho, transforma a lei da pureza ineficaz na lei do amor, redentora da humanidade. Notemos que Jesus, não fez pouco vinho cerca de 600 litros, ou seja, Jesus nos da muito amor. Para que aprendamos a amar muito, sem limites. 

Na antiga aliança eram com água que se realizavam os rituais de purificação, agora essa água é transformada em vinho, pois é com vinho que celebramos a Nova Aliança, no sangue do Senhor. Irmãos, cada santa missa que participamos, estamos mais uma vez celebrando este matrimônio e bebendo novamente esse mesmo vinho, e sendo mais uma vez purificados de nossos pecados. 

Não podemos deixar de notar o papel decisivo da Virgem Maria, nesses acontecimentos. Como intercessora e medianeira, a Mãe pede o necessário, mas Jesus dá em superabundância. 

O milagre das bodas de Caná mostra que se Virgem Maria pedir a Jesus, ele entenderá; pois Ela sabe pedir aquilo que está de acordo com a vontade de Deus e o nosso bem. Para nosso bem que ela nos ensina: “Fazei tudo que ele vos disser”. 

Basta visitarmos um santuário mariano para velo repleto de testemunhos de milagres alcançados pela interseção de Maria. 

Maria é a Medianeira de todas as graças de Deus, por ser Mãe de Deus; por meio dela Deus uniu o Céu e a Terra. 

Desde o século II a igreja reza aquela famosa oração: “Debaixo da Vossa proteção nos refugiamos Santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, Virgem gloriosa e Bendita”.

VER A VERDADE

Quanto mais conhecemos A PALAVRA DE DEUS, mais sentimos a necessidade de mudar, deixando de viver do nosso jeito, para viver do jeito de Dele! 

Jesus nos ensina o caminho que leva a felicidade e a paz. Para seguir esse caminho precisamos vencer o egoísmo e a vaidade e a prepotência em nossas vidas, pois essa coisa nos desvia do caminho ensina por Jesus. 

O evangelho, nos alerta sobre o perigo da inveja, e do ciúme, dois sentimentos diferentes, mas com a mesma origem, que nos deixam cegos, incapazes de ver a verdade dos fatos. 

Quando nos fecharmos nas nossas verdades, não vivermos a verdade que é Jesus. 

Precisamos ficar alerta o todo o moralismo, o perigo de vivermos uma religião onde escolher escolhemos quem entra e quem sai. 

Essa é uma religião falsa, que prega o amor, mas que na prática. 

A cima de tudo. Ninguém pode sentir no direito de impedir alguém de fazer o bem. A prática do bem é sinal de amor, ou seja, qualquer atitude que venha fazer o bem, partindo de quem quer que seja, deve ser acolhida por todos.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

BEM AVENTURANÇAS

Conta à história da África do Sul que um inglês estava visitando algumas tribos Das savanas, quando viu as crianças brincando com pedrinhas brilhantes. Observando melhor, ele notou que eram diamantes. O inglês ofereceu trocar um punhado de pedrinhas por um saco de tabaco, aceitaram na mesma hora. 

O Inglês vendeu aqueles diamantes e, comprou toda aquela região, tornando-se o maior comerciante de diamantes do mundo. Os primeiros donos perderam toda a sua riqueza porque não souberam valorizar o que tinham debaixo de seus pés. 

Estamos vivendo sobre uma mina de diamantes e nem sabemos. 

Temos a beleza das flores o nascer do sol, o sorriso das crianças, o azul dos céus, a imensidão dos mares. Temos apenas que abrir nossos olhos para vermos a beleza da criação. O valor de nossa família dos amigos, da vida em comunidade, a felicidade em participar da Igreja. 

Para o mundo, felicidade, é ter isso ou aquilo, é poder fazer o que se quer; pura mentira, felicidade não é ter ou poder, felicidade é ser. Ser pai, ser mãe, ser amigo, ser irmão. Que adiante ter um celular moderno se ninguém me ligar; um caro de luxo se não me levar ao encontro de ninguém, uma mansão se ninguém me visitar. Não existe felicidade fora do calor das relações humanas. 

Infeliz daquele que tem a si mesmo com centro da sua vida. Quem vive somente para si tem muito pouco motivo para viver, viverá insatisfeito, angustiado, deprimido. 

Feliz daquele que vive para os irmãos e para Deus. Nunca lhe faltaram amigos ao seu lado, contará com uma família e uma comunidade. Viver para Deus e para os irmãos não é um caminho fácil, mas sem dúvida é o caminho da felicidade. 

Ser feliz é tudo o que mais desejamos, e também o maior desejo de Deus para nós. Pena que muitos busquem a felicidade fora dos planos de Deus onde nunca vamos encontrá-la. 

Precisamos nos conscientizar, de que a felicidade, não é algo que podemos comprar, nem significa ausência de problemas. Pois mesmo em meio a dores e sofrimentos podemos amar, ser amador, e ser feliz. 

O sofrimento faz parte da vida, assim como nascemos, e um dia morreremos, assim temos dias maravilhosos e dias difíceis. É preciso para de lamber as feridas e olhar ao redor quem esta precisando de você, do seu sorriso do seu carinho da sua mão amiga. 

Quando o casal de recém-casados entrou em casa, e o marido falou: “Querida, vou trabalhar muito até que um dia sejamos ricos”. A esposa respondeu: “Mas nós já somos ricos, pois temos um ao outro; o que é possível é que, um dia, se tenha algum dinheiro”.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

LANÇAI AS REDES



Pedro, e os outros pescadores, estavam cansados, desanimados, eles haviam tentado a noite toda e não pescaram nada. 

Quantas vezes nós também nos achamos assim, cansados com uma situação difícil que assola nossa vida, uma doença, um problema familiar, um empreendimento que não prospera, uma questão financeira que não se resolve... 

Eis que Jesus, se aproxima e lhes ordena: “joguem as redes em águas mais profundas”. Pedro, talvez já não esperasse mais nada, porém atendendo a palavra do mestre jogou as redes. 

E eis que aconteceu o milagre, foram tantos os peixes que as redes quase se romperam. 

Vejo aqui duas grandes lições:

- primeiro que é preciso ouvir e fazer o que Jesus nos pede. Se lançar as redes não haveria milagre. Precisamos fazer a nossa parte, fazer o que está a nosso alcance. Muitas vezes pode ser que não alcançamos o nosso milagre porque ainda não fizemos a nossa parte. 

- segundo que: sem Deus nunca atingimos bons resultados. Podemos até fazer muita coisa, mas produzimos pouco e nada que permanece para a vida eterna. 

Precisamos estar com Deus, na oração, na eucaristia, ouvindo a sua palavra e praticando a caridade, pois coisas boas acontecem quando estamos perto de Deus.

Mas não podemos ficar no raso, nos contentar com o mínimo, devemos ir as águas mais profundas, ou seja, aprofundar nossa vida espiritual. 

Vemos muitas pessoas que são cristãs apenas em eventos sociais: batizados, casamentos e funerais. Pessoas que dizem “sou católico, mas não sou praticante”. Da onde? 

Precisamos ser católicos de verdade, cristãos que ouvem, praticam e anunciam a palavra de Deus. Ser cristão autêntico é dar a Deus, resposta prática de fé.

Desde que decidimos caminhar com Jesus fomos recebendo convites para avançar para águas mais profundas. Seja um problema familiar que exige nossa atenção dentro de nossa própria casa, na nossa família, que pede de nós amor / doação, ou quem sabe aquele convite que te fizeram para assumir alguma missão na Igreja. 

“Ser cristão” e “não querer assumir compromisso” são duas coisas que não combinam. 

Quando damos o nosso sim, Deus não nos abandona. O bom Deus sustenta e ampara aquele que se dispõe a trabalhar na Sua obra.

O Senhor nos pede obediência, humildade, e fé, mas oferece a abundancia das graças para quem atende ao seu chamado. Enquanto nós não confiarmos plenamente na Palavra do Mestre, não vamos conseguir pescar nada. 

Que nós possamos responder como Pedro: “em atenção à Sua Palavra nós lançamos as redes”, e com certeza o milagre irá acontecer.

sábado, 26 de janeiro de 2019

VAMOS APENAS IR


VÁ  AOS ENCONTROS FELIZES!
😍🤩🎉🎊✨😍🤩

-Pode ser complicado, difícil e caro. 
Vá!
-Pode ser uma viagem longa.
Vá!
-Tem festa de 85 anos da tia?
Vá!
-Aniversário do filho do amigo? 
Vá!
-Encontro de 20 anos da formatura? 
Vá!
-Amigo secreto?
-casamento do primo?
Vá!

Pegue o carro, 
o ônibus, 
o avião... 
pegue uma  carona!
  ... Vá!

Fica no hotel,
na tia, 
na pensão! 
... Vá! 

Parcela a passagem! 
Dê um jeito, mas
... Vá!

SABE POR QUÊ?
    *Porque nos encontros tristes você irá.
    *Quando alguém morre todos vão. 
    *Por protocolo, por obrigação ou por dor, você irá.

"As pessoas vão.
 Se esforçam pra ir
 aos enterros"...

    *Pedem folga. 
    *Cancelam a reunião.
    *Transferem as entregas...

         "E todos se reunem e se abraçam e choram juntos". 
        "E é bonito isso." 
        "E é bom que seja assim!"

    Mas é bom que seja assim também nos momentos felizes!

É bom estarmos junto nas comemorações,
 nas conquistas,
 nas festas que brindam a vida!

-Dando risada. 
-Relembrando histórias.
-Deixando-nos levar pela alegria despretensiosa dos momentos bons!

Assim, vamos juntando as peças na melhor coleção que a vida tem a oferecer: 

DOS
ENCONTROS 
FELIZES!”
🤩😍✨🎊🎉😍🤩

sábado, 19 de janeiro de 2019

BODAS DE CANÁ

Esse milagre de Nosso Senhor assinala dois casamentos: 

- um casamento que realmente aconteceu historicamente em Caná da Galileia, do qual o Evangelista não diz o nome dos noivos...; 

- o outro espiritual, onde o noivo é o Cristo e sua esposa é Igreja. 

O que era necessário? Qual é a coisa mais importante num casamento? 

O AMOR – o vinho na cultura da época simbolizava o amor. Na celebração do hebraico, o ponto alto acontece quando os noivos bebem vinho da mesma taça e depois lança por terra, rompendo-a. Tal ação expressa que ninguém poderá interferir no amor que une o casal. 

Na antiga aliança o que contava não era o amor, mas pureza, que não gerava comunhão, mas divisão entre puros e impuros. Onde o sofrimento e a doença eram considerados castigos de Deus, e sinal de pecado. 

Se uma pessoa estivesse doente, estava sendo castigada pelos seus pecados, se uma pessoa esta saudável, deve ser muito santa, pois esta sendo abençoada por Deus. 

Nosso Senhor não concorda com a lei da pureza ele vem ensinar a lei do amor. 

No relado diz que as seis talhas usadas para a purificação dos judeus estavam vazias, isso diz que a lei da pureza vazia, não é eficaz, não salva ninguém. 

Jesus transforma a água em vinho, transforma a lei da pureza ineficaz na lei do amor, redentora da humanidade. Notemos que Jesus, não fez pouco vinho cerca de 600 litros, ou seja, Jesus nos da muito amor. Para que aprendamos a amar muito, sem limites. 

Na antiga aliança era com água que se realizava os rituais de purificação, agora essa água é transformada em vinho, pois é com vinho que celebramos a Nova Aliança, no sangue do Senhor. Irmãos, cada santa missa que participamos, estamos mais uma vez celebrando este matrimônio e bebendo novamente esse mesmo vinho, e sendo mais uma vez purificados de nossos pecados. 

Não podemos deixar de notar o papel decisivo da Virgem Maria, nesses acontecimentos. Como intercessora e medianeira, a Mãe pede o necessário, mas Jesus dá em superabundância. 

O milagre das bodas de Caná mostra que se Virgem Maria pedir a Jesus, ele entenderá; pois Ela sabe pedir aquilo que está de acordo com a vontade de Deus e o nosso bem. Para o nosso bem ela nos ensina "fazei tudo que ele vos disser."

Basta visitarmos um santuário mariano para velo repleto de testemunhos de milagres alcançados pela interseção de Maria. 

Maria é a Medianeira de todas as graças de Deus, por ser Mãe de Deus; por meio dela Deus uniu o Céu e a Terra. 

Desde o século II a igreja reza aquela famosa oração: “Debaixo da Vossa proteção nos refugiamos Santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, Virgem gloriosa e Bendita”. 

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