quinta-feira, 14 de março de 2019

TRANSFIGURAÇÃO

Logo antes da transfiguração, Jesus havia dito aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz, cada dia, e siga-me” (Lc 9,23). 

Palavras terríveis, imagina eles viam os mestre curando os enfermos, limpado leprosos, fazendo cego enxergar, paralitico andar, multiplicando o pão para matar a fome de multidões, mandado no ventos e nas tempestade, andando sobre as águas, transformando água em vinho sem falar das pescas milagrosas e tentas outras coisas. Aí do nada Jesus, vem falar da cruz, da renúncia das coisas que eu gosto. Ninguém gosta da cruz, na verdade eles esperavam que o mestre os aliava-se da cruz, e não o contrário. 

Imagina o drama, eles estavam caminhando para Jerusalém, onde o próprio Jesus havia dito que seria preso e condenado à morte. Na verdade a vontade deles é fugir de Jerusalém, ir noutra direção, escapar da cruz. 

Tudo isso causou uma enorme decepção e desânimo nos discípulos. 

Todos nós já pensamos ao menos uma vez de lar tudo, lavar a mãos, não largamos, não abandonamos, mas que já pensamos, isso sim. 

Jesus, sentiu o ânimo abatido deles, o andar temeroso e titubeante, e quis dar a eles motivos de esperança. 

Calma lá, depois da cruz vem a vitória. Venham subamos o monte vejam a quem vocês estão seguindo, confiem em mim, não desanime que a vitória e certa. 

A transfiguração veio dar-lhes ânimo e esperança. 

Primeiro Jesus se manifesta revestido de glória, e depois apoiado pelo dois principais líderes do antigo testamento, Moises e Elias, e avalizado pelo próprio Deus Pais: “Este é o meu Filho, o escolhido. Escutai o que ele diz.” 

Com essa frase, Deus Pai disse aos discípulos, e a nós, que tudo o que Jesus falou e fez, ele assina em baixo. 

É Pouca coisa? Não mesmo, o apoio que Jesus recebeu foi pesado. 

Pedro gostou tanto sugeriu fazer três tendas para ficar por lá mesmo. Claro que quem tem a felicidade de experimentar o céu, quer ficar lá. Quantos de nós quando estamos fazendo um retiro desejamos que nunca termine. 

Mas para chegar lá, primeiro, precisamos passar por essa vida, carregar a nossa cruz e seguir o bom Senhor sendo fiel até o fim. 

Jesus desceu do monte com os discípulos para ensiná-los a caminhar na vida. Jesus também está conosco para nos ajudar a vencer o medo e a indecisão, e principalmente o pecado que nos desfigura. 

Existem tantas coisas que nos desfigura, o cansaço, o desanimo, a frustação, a gula, a ira, as mágoas, a preguiça, a vaidade o orgulho pai de todos os pecados, e a tristeza filha predileta de satanás. 

Por isso precisamos estar com Jesus na oração, estar com Jesus na Eucaristia, estar com Jesus na penitência. A nossa busca por Jesus, nos transfigura; nos liberta dos efeitos do pecado e devolve a nossa beleza diante de Deus, fazendo resplandecer em nós a luz da bondade, da paciência, da temperança e de todas as virtudes. 

São Carlos de Foucauld, antes de ser padre era cartografo, e viajou pelo Norte da África fazendo mapas, convivendo com anos com radicais muçulmanos, voltou a Paris cheio de duvidas de fé. Procurou o padre, querendo resolver umas dúvidas de fé. O padre levou-o para a sala de atendimento, os dois se sentaram e o padre foi logo perguntando: “Quanto tempo faz que você não se confessa?” O rapaz respondeu: “Não é isso, padre, o meu problema são dúvidas de fé!” “Sim, respondeu o padre, mas eu gostaria que você antes se confessasse. Depois a gente conversa sobre a fé”. 

Ele se confessou, e imediatamente o levou para o sacrário e lhe deu a comunhão. Depois o padre lhe disse: “Agora vamos pode apresentar as suas dúvidas”. Carlos respondeu: “Não tenho mais dúvidas”. “Diante de um Deus de amor não encontro outro sentido na minha vida do que dedicar a minha vida a ele.” 

Queridos irmãos e irmãs, vamos nos transformar neste tempo de quaresma pela oração, pela caridade e penitência. Quaresma é tempo de graça e conversão, no qual a Igreja nos convida a refletirmos sobre nós mesmos, e insiste que é preciso haver transformação. 

Voltemos o nosso olhar para, Maria Santíssima ela nunca foi desfigurada pelo pecado. E ela é, depois de Jesus, a maior agente de transfiguração do mundo. Santa Maria, rogai por nós!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

UM CEGO NÃO PODE GUIAR OUTRO CEGO


Como um cego pode guiar outro cego? Caem os dois no buraco. Ou como pode um açougueiro se meter a fazer uma cirurgia no coração de alguém? Não basta ter facas afiadas. Ou que tal sujeito que joga videogame de aviação se meter a pilotar um avião de verdade sem ter praticado com um instrutor muito horas antes? Imaginem a tragédia!

O mesmo vale para o Evangelho: como pregar se não procuramos viver? Ninguém pode dar aquilo que não tem. 

Quem prega o que não vive, está cometendo o pecado da HIPOCRISIA, pois se apresenta de pessoas, querendo iluminá-las com a luz que não temos. 

Jesus não esta afirmando que pessoas pecadoras não podem trabalhar na evangelização. O que Senhor diz é que quem não busca a sua própria conversão, quem não batalha pela sua santificação pessoal, não tem condições de ajudar os outros a encontrar o caminha da salvação. 

Como um cego guiando outro cego os dois acabaram caindo no buraco. 

Evangelização é em primeiro lugar testemunho e depois pregação, o cristão precisa primeiro se esforçar para viver o evangelho para depois anuncia-lo. 

Como a história do monge que foi convidado a orientar uma criança com diabete. Ele primeiro ficou um mês sem consumir açúcar e desvirados para só depois se atrever a orientar a criança. 

Devemos catequisar através do nosso exemplo de vida, pois o nosso testemunho fala mais alto do que as nossas palavras.

Acho errado beber bebidas alcoólicas e fumar, ninguém vai ver-me falando contra quem bebe ou fuma, mas eu garanto que nunca alguém vai ver-me beber, ou fumar. Esse é o meu testemunho. 

Imaginem uma nutricionista obesa, ou um dentista desdentado. São no mínimo Ridículos. a mesma coisa, aquele que não se esforça para viver o Evangelho, não tem autoridade para ensiná-lo aos demais. Pois ninguém botará fé no que ele diz.

Antes de tirar o cisco do olho do irmão tire a trave do seu olho, ou seja, antes de julgar o irmão, corrija-se a si mesmo.

A trave no nosso olho é a nossa arrogância, a qual nos faz pensar que somos melhores que os outros. A arrogância se não combatida nos deixa cegos, e incapazes de guiar a nós mesmos que dirá ajudar os outros. Se não nos preocupamos em corrigir nossos próprios defeitos, como podemos nos achar no direito de corrigir os dos outros. 

Corremos o risco de humilhar o nosso próximo, revelando os seus defeitos, sob a desculpa de que estamos “só querendo ajudar.”

O Senhor Jesus, ainda nos diz, árvore boa da frutos bons, arvore má da frutos maus... Assim como toda a árvore é conhecida por seus frutos, pelas obras podemos distinguir os cristãos autênticos dos que desejam apenas se aproveitar das pessoas. 

Vejam, não são pelas palavras que conhecemos uma pessoa, mas pelo bem que ela faz, ou deixa de fazer, pelas obras a que essa pessoa se dedica. 

Com diz o ditado falar bonito até papagaio fala. A pessoa reta e justa produz frutos de santidade para o próximo e para si próprio. 

Uma pessoa pode esquecer o que você disse para ela na hora da dor e da dificuldade, mas ela não vai esquecer que você esteve lá ao seu lado, não vai esquecer que você lhe estendeu a mão, ou lhe enxugou uma lagrima. 

Queridos irmãos, quem sabe vamos falar menos e fazer mais gestos de amor ao próximo. Essa é a linguagem do coração, que é compreendida por todos e toca até os corações mais duros.

BODAS DE CANÁ

Qual é a maior festa da Igreja? 

Quem aqui gostaria de ter ao menos uma provinha desse vinho? 

Esse milagre de Nosso Senhor assinala dois casamentos: 

- um casamento que realmente aconteceu historicamente em Caná da Galileia, do qual o Evangelista não diz o nome dos noivos...; 

- o outro espiritual, onde o noivo é o Cristo e sua esposa é Igreja. 

O que era necessário? 

Qual é a coisa mais importante num casamento? 

O AMOR – o vinho na cultura da época simbolizava o amor. Na celebração do hebraico, o ponto alto acontece quando os noivos bebem vinho da mesma taça e depois lança por terra, rompendo-a. Tal ação expressa que ninguém poderá interferir no amor que une o casal. 

Na antiga aliança o que contava não era o amor, mas pureza, que não gerava comunhão, mas divisão entre puros e impuros. Onde o sofrimento e a doença eram considerados castigos de Deus, e sinal de pecado. 

Se uma pessoa estivesse doente, estava sendo castigada pelos seus pecados, se uma pessoa esta saudável, deve ser muito santa, pois esta sendo abençoada por Deus. 

Nosso Senhor não concorda com a lei da pureza ele vem ensinar a lei do amor. 

No relado diz que as seis talhas usadas para a purificação dos judeus estavam vazias, isso diz que a lei da pureza vazia, não é eficaz, não salva ninguém. 

Jesus transforma a água em vinho, transforma a lei da pureza ineficaz na lei do amor, redentora da humanidade. Notemos que Jesus, não fez pouco vinho cerca de 600 litros, ou seja, Jesus nos da muito amor. Para que aprendamos a amar muito, sem limites. 

Na antiga aliança eram com água que se realizavam os rituais de purificação, agora essa água é transformada em vinho, pois é com vinho que celebramos a Nova Aliança, no sangue do Senhor. Irmãos, cada santa missa que participamos, estamos mais uma vez celebrando este matrimônio e bebendo novamente esse mesmo vinho, e sendo mais uma vez purificados de nossos pecados. 

Não podemos deixar de notar o papel decisivo da Virgem Maria, nesses acontecimentos. Como intercessora e medianeira, a Mãe pede o necessário, mas Jesus dá em superabundância. 

O milagre das bodas de Caná mostra que se Virgem Maria pedir a Jesus, ele entenderá; pois Ela sabe pedir aquilo que está de acordo com a vontade de Deus e o nosso bem. Para nosso bem que ela nos ensina: “Fazei tudo que ele vos disser”. 

Basta visitarmos um santuário mariano para velo repleto de testemunhos de milagres alcançados pela interseção de Maria. 

Maria é a Medianeira de todas as graças de Deus, por ser Mãe de Deus; por meio dela Deus uniu o Céu e a Terra. 

Desde o século II a igreja reza aquela famosa oração: “Debaixo da Vossa proteção nos refugiamos Santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, Virgem gloriosa e Bendita”.
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