sábado, 8 de dezembro de 2018

Natal e o Dizimo

Quando os Reis Magos acharam o menino com Maria sua mãe, prostraram-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra. 

Ao saberem do nascimento de Jesus, magos do oriente e foram até Jerusalém, para ver Rei dos Reis, bem como honrá-lo com seus tesouros, ouro, incenso e mirra. 

Estes 3 elementos nos ensinam como deve ser o nosso dízimo: 

1) OURO : Sabe-se que quanto mais maleável for mais puro será. Da mesma forma quanto mais maleável for nosso coração a palavra de Deus mais puro será o nosso dizimo. 

2) INCENSO: O incenso é muito mais do que pequenas tiras que exalam cheiros. O incenso é antes de tudo uma arvore, que pode alcançar 15 metros de altura, e devido a este tamanho é por vezes utilizada como abrigo, onde as diversas aves encontram segurança. Nosso dízimo nos aproxima de Deus porque nele está nossa segurança. 

3) MIRRA: Semelhante ao incenso a Mirra também é uma arvore que possui muitos espinhos. A mirra é a resina extraída de seu caule. Esta resina possui várias propriedades, porém a mais marcante é a de conservar as coisas. Nosso dizimo servem para conservar nossa vida financeira, para que tenhamos prosperidade. 

Pense nisso: Sua oferta deve ser pura como o ouro e agradável como o incenso para que tenhamos uma vida financeira conservada diante de Deus. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Casa de mãe depois que os filhos se vão é um oratório. Amanhece e anoitece, prece. Já não temos acesso àquelas coisinhas básicas do dia a dia, as recomendações e perguntas que tanto a eles desagradavam e enfureciam: com quem vai, onde é, a que horas começa, a que horas termina, a que horas você chega, vem cá menina, pega a blusa de frio, cadê os documentos, filho.

Impossibilitados os avisos e recomendações, só nos resta a oração, daí tropeçamos todos os dias em nossos santos e santas de preferência, e nossa devoção levanta as mãos já no café da manhã e se deita conosco.

Casa de mãe depois que os filhos se vão é lugar de silêncio, falta nela a conversa, a risada, a implicância, a displicência, a desorganização. Falta panela suja, copos nos quartos, luzes acesas sem necessidade…

Aliás, casa de mãe, depois que os filhos se vão, vive acesa. É um iluminado protesto a tanta ausência.

Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre o mesmo cheiro. Falta-lhe o perfume que eles passam e deixam antes da balada, falta cheiro de shampoo derramado no banheiro, falta a embriaguez de alho fritando para refogar arroz, falta aroma da cebola que a gente pica escondido porque um deles não gosta ( mas como fazer aquele prato sem colocá-la?), falta a cara boa raspando o prato, o “isso tá bão, mãe”. O melhor agradecimento é um prato vazio, quando os filhos ainda estão. Agora, falta cozinha cheia de desejos atendidos.

Casa de mãe depois que os filhos se vão é um recorte no tempo, é um rasgo na alma. É quarto demais, e gente de menos.

É retrato de um tempo em que a gente vivia distraída da alegria abundante deles. Um tempo de maturar frutos, para dá-los a colher ao mundo. Até que esse dia chega, e lá se vai seu fruto ganhar estrada, descobrir seus rumos, navegar por conta própria com as mãos no leme que você , um dia, lhe mostrou como manejar.

Aí fica a casa e, nela, as coisas que eles não levam de jeito nenhum para a nova vida, mas também não as dispensam: o caminhão da infância, a boneca na porta do quarto, os livros, discos, papéis e desenhos e fotografias – todas te olhando em estranha provocação.

Casa de mãe depois que os filhos se vão não é mais casa de mãe. É a casa da mãe. Para onde eles voltam num feriado, em um final de semana, num pedaço de férias.

Casa de mãe depois que os filhos se vão é um grande portão esperando ser aberto. É corredor solitário aguardando que eles o atravessem rumo aos quartos. É área de serviço sem serviço.

Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre alguém rezando, um cachorrinho esperando, e muitos dias, todos enfileirados, obedientes e esperançosos da certeza de qualquer dia eles chegam e você vai agradecer por todas as suas preces terem sido atendidas.

Por que, vamos combinar, não é que você fez direitinho seu trabalho, e estava certo quem disse que quem sai aos seus não degenera e aqueles frutos não caíram longe do pé?

E saudade, afinal, não é mesmo uma casa que se chama mãe?

(Texto atribuído a Miryan Lucy Rezende)

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

1º Domingo do ADVENTO

Aproxima-se o Natal, por a Igreja nos convida a reflexão, penitência e oração, fortalecendo assim a fé, a esperança e a caridade em preparação para o nascimento de Jesus. 

Essa preparação para o Natal tem três dimensões: 

- Primeiro a celebração o aniversário de Jesus, ou seja, sua primeira vinda; 

- Segundo despertar para a experencia cotidiana com Jesus, ou seja, a sua presença entre nós. Pois é Ele que bate a nossa porta diariamente querendo entrar em nossas vidas. 

- A preparação para o nosso encontro definitivo com o Senhor, no dia de nossa morte, ou na sua segunda vinda no final dos tempos quando voltará para julgar. 

Quando esperamos chegada de uma pessoa querida, a alegria se espalha por toda a casa, por todos os que moram nela, e os preparativos são feitos com amor e carinho. Não recebemos os amigos com a casa suja, e tudo bagunçado, muito menos com a geladeira vazia. 

Da mesma forma precisamos prepara o Natal. Não apenas com preparativos exteriores. Lavar as cortinas e compre um Chester, mas providenciar uma boa limpeza em nossa alma para que ela seja digna da presença de Jesus. Que tal começar com uma confissão bem-feita, com propósito de evitar o pecado futuramente. 

Outra comparação que gosto muito é: 

- Podemos esperar o natal como uma pessoa na parada de ônibus, não tem nada que fazer além de ficar esperando. Essa não representa a esperança cristã 

- Ou podemos esperar como uma mulher esperando o filho que vai nascer. Preparativos, cuidados com cada detalhe, felicidade, alegria pela nova vida que virá. 

Para festejar o aniversário daquele que quer transformar a vida de cada um de nós, é preciso que estejamos preparados, e dispostos a aceitar Jesus, aceitar suas palavras, seus ensinamentos. 

Jesus usa uma linguagem forte para mostrar que o mundo, está de cabeça para baixo, as pessoas vivem angustiadas e amedrontadas. 

Jesus insiste na oração, pois só mesmo com muita oração poderemos escapar da grande tribulação. A oração nos mantém vigilantes e nos dará a força necessária para permanecer de pé. 

Jesus nos fala de coisas assustadoras, mas veja se não é mesmo para ficar assustado no mundo em que vivemos, desordem para todo lado, perde de valores, a família em segundo plano, ninguém respeita ninguém. Egoísmo, ódio, injustiça. Desempregados, idosos abandonados, jovens perdidos nas drogas, por todos os lados. 

Nem tudo são más notícias. A Palavra de Deus anuncia que o Senhor virá para resgatar todo aquele que nele confia. 

Iniciamos hoje o tempo preparação para o Natal do Senhor. 

Esperar alguém requer cuidadosa, amorosa e alegre preparação... É assim que devemos esperar o Natal, a chegada de Jesus. Preparando o nosso coração para acolher Jesus. Ficar alertas e vigilantes para perceber a presença de Deus em nossa vida. 

A partir do momento que Jesus subiu ao céu nós temos que viver esperando a sua volta não com medo, mas com alegria e esperança. Não sabemos quando, nem como, mas devemos viver como se Ele fosse voltar agora. 

É bom para nós esperarmos Jesus, com a alma limpa de pecado, com as mãos cheias de boas obras, com o coração repleto de amor, misericórdia, perdão. Assim poderemos levantar a cabeça sem medo. Devem ficar com medo àqueles que rejeitam a palavra de Deus. 

Os que são fieis a Cristo não devem temer nada, porque a misericórdia de Deus se manifesta a todos que se preocupam com o bem do próximo. 

Devemos por tanto, ficar vigilantes, atentos através da oração constante, para que tenhamos forças para vencer o pecado, e permanecermos puros e dignos da presença de Jesus. 

Prezados irmãos. Para nós que cremos em Deus por Jesus, o fim dos tempos não é uma ameaça, mas sim, a esperança de que todo aquele que crer e tiver praticado a palavra, será salvo. O fim não será o FIM. Mais sim, o início de uma nova vida, a vida eterna.
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