quinta-feira, 10 de setembro de 2020

PERDÃO LIBERTA


Para Jesus, o amor é um mandamento, mas o perdão uma condição. Ele nos ensinou a rezar assim: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. ” Esta foi a condição que nos foi deixada por Jesus. 

Está bem claro que, se não perdoamos, não seremos perdoados. Se não estamos dispostos a perdoar nossos agressores, Deus não nos dará o perdão de nossos pecados. 

E mais que isso, em primeiro lugar o perdão faz bem a quem perdoa, pois, guardar rancores só faz mal, causa insônia, dor de estomago, gastrite e até ulcera, pressão alta e problemas de coração. Quem perdoa se livra de males emocionais e físicos também. 

Depois meus irmãos, a falta de perdão não passa de uma vingança. Queremos nos vingar de quem nos ofendeu, endurecendo com a pessoa, cortando o contato, lhe negando a amizade. E a vingança meus irmãos, é a coisa mais inútil que existe, não corrige, não repara, e não evita que esse mal se repita contra nós. 

O ódio, causa mal ao nosso emocional, embrutece o semblante, nos deixa de cara feia. Mas muito pior que a cara feia o rancor causa um grande dano a nossa alma. 

O ódio é a ferramente de satanás para o mal, haja vista que, muitos crimes são provocados pelo ódio. Ódio do concorrente, ódio de quem te traiu, ódio de quem te enganou, mentiu, ódio de alguém que nos causou grande mal... 

O ódio nos transforma de tal modo que não somos mais donos dos nossos atos. É até comum se dizer: Eu não respondo pelos meus atos... 

Precisamos urgentemente, nos livrar dessa artimanha de satanás, o ódio que nos cega e nos faz agir de maneira maligna, e o Bom Deus nos ensina como: PERDOANDO 70 X 7. 

Já o perdão faz muito bem para todos mundo para quem perdoa e para quem foi perdoado. Em geral o perdoando reflete sobre o mal que fez e se esforça para não o repetir. Sem falar que sentir-se perdoado é um grande alívio. É motivo de alegria, e nos faz sentir novamente incluído na amizade com Deus e com o irmão. 

Infelizmente existem pessoas que não conseguem perdoar facilmente, talvez tenham algum trauma de infância, o problema é que tais pessoas ficam remoendo as mágoas, relembrando as ofensas, de forma que são incapazes de dizer: você está perdoado, ou, eu te perdoo, ou simplesmente, não dizer nada e deixar as diferenças de lado e voltar a sorrir, a brincar com quem lhe maltratou um dia. E isso é o mesmo que dizer: eu te perdoei. 

Carregar magoas pela vida é uma insanidade, se você tem esse problema procure ajuda. Carregar mágoas é como alguém que um dia levou uma pedrada, e invés de se livrar da pedra, deixar a pedra de lado, amarrou a pedra no pescoço, e todos os dias atira novamente a pedra contra si. 

Deixemos as ofensas do passado no passado, esvazia a tua sacola não fica carregando as magoas que iram te ferir repetidas vezes por toda a tua vida. 

A paz interior, meus irmãos, só é alcançada por aqueles e aquelas que deixam “pra lá”, as ofensas do passado. Não se trata de ser bobo, mas sim, de ser um sábio. Pois perdoar nos devolve a paz e a felicidade! 

O Evangelho nos ensina que, para entrar no reino dos céus, não basta apenas ter boa vontade e boa intenção, mas necessário viver misericórdia. 

Vamos acrescentar a nossa oração e devoção, o serviço aos necessitados, a nossa participação na Igreja, e o perdão até 70 x 7 assim encontraremos a paz interior, a certeza do dever cumprido e um dia seremos acolhidos pelo Pai na mesa do Reino dos céus.

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

DIA DOS PAIS

O segundo domingo de agosto é dedicado aos pais. Um dia para nós manifestarmos nossa gratidão, admiração, respeito, amor e oração pelos nosso pais, mas, também um dia para refletirmos sobre a importância do pai, da figura paterna na vida de cada um de nós. 

Não é nada fácil ser pai. Pensar que basta ter um filho para ser pai, é como imaginar que basta compra um violão para ser musico. 

Sabemos que não é assim, entre comprar um violão e tocar uma música decentemente, são precisas muitas tentativas, ensaios e erros, e além disso tocar violão é uma arte que nunca se termina o aprendizado, pois precisa ser estudado e praticado por toda a vida. 

O mesmo podemos dizer de ser pai, e ainda mais, é muito mais fácil tocar violão do que ser pai. Pai acerta e erra, tenta de novo, e continua aprendendo essa difícil e nobre missão por toda a vida. 

Ninguém nasce sabendo ser pai, nem mesmo é fácil assumir esta missão. Trata-se de uma arte, uma sabedoria, uma tarefa marcada por sacrifícios e alegrias. Quantas vezes já conversei com pais preocupados com o futuro de seus filhos, se perguntando se os estão criando direito, se não os mimam demais, ou se não são duros demais com eles. 

É cada vez mais raro e comovente ver o pai ao lado da mãe e perto dos filhos. O pai livra o filho da dependência da mãe, indica rumo e direção na vida, o pai é o esteio, o ponto de referência da família. Sem pai, as crianças crescem inseguras, tímidas, indecisas. 

No entanto, “pai” tem se tornado um artigo de luxo em nossa sociedade, muitas casas, objetivamente, nem homens tem mais, e em muitas que ainda tem a figura masculina esses homens não são pais. Claro que existem mulheres que têm feito com muito sucesso o papel do pai da mãe, mas se lhes perguntássemos com certeza diriam que gostariam de ter o pai por perto para dividir essa responsabilidade. 

Como é necessário o colo do pai, o abraço do pai, a presença pai, o tempo pai, o carinho do pai, o testemunho de fé do pai, e a orientação paterna. 

Não vale a pena um homem ter sucesso financeiro e fracasso familiar. O nosso maior tesouro e o capital mais precioso serão sempre a nossa família. 

No passado tivemos pais proibitivos, duros de mais, hoje temos pais permissivos e facilitadores de mais, mas precisamos mesmo é de pais participativos, que se façam presentes na vida da família e dos filhos, mais do que dinheiro e presentes, os filhos e a família precisam da presença do pais, do interesse e do cuidado do pais. 

Pai, como faz bem sua presença em casa e como prejudica a sua superproteção, presentes e liberdades sem limites aos filhos. O amor de pai tem que ser é exigente. 

Pai, não troquem o lar pelo bar, pelo campo de futebol, pelo trabalho, pela internet ou pela televisão. A atual geração está crescendo com a ausência, e distância do pai. Pai não é apenas um cara que pagas as contas. Quantos pais já desabafaram comigo, o tudo é mãe, só a mãe, a mim só me procuram para pagar as contas. 

Pais não precisam ser perfeitos, mesmo porque ninguém é, pai precisa estar ali, por perto, celebrando as alegrias e vitórias dos seus filhos, e partilhando os momentos difíceis de suas vidas. Façam isso serão a fascinação dos filhos, esse é o verdadeiro pai herói. Façam isso e um dia ouviram os filhos dizerem: “Eu quero ser como meu pai”. Para mim, esse é o maior presente que um filho pode dar ao seu pai, dizer: “eu quero ser como o meu pai. ” 

Está mudando o jeito de ser pai, mas em nada diminui a sua importância. 

Repito, gerar um filho é fácil, difícil é ser pai. A verdade é que:  
- Pai ausente, filho carente. 
- Pai permissivo, filho prepotente. 
- Pai irreligioso, filho incrédulo. 
- Pai que trabalha de mais, filho consumista e folgado. 
- Pai fraco, filho desnorteado. 

Cada pessoa leva dentro de si o pai que a gerou ou criou. Queremos abraçar afetuosamente neste dia o pai migrante, o padrasto, o desempregado, o doente, o viúvo, o separado. Tanto o pai que alcançou a terceira idade, como o pai ainda adolescente, necessitam de nosso apoio e compreensão. 

Lembremos, o mandamento das leis de Deus, inclusive o único mandamento que vem acompanhado de uma benção: “Aquele que respeita o pai obtém o perdão dos pecados, aquele que honra o pai, viverá muito tempo. Filho cuida de teu pai na velhice. O amor para com o pai, nunca será esquecido” (Eclo. 3). 


Meu pai pode fazer tudo 
4 anos - Meu pai pode fazer tudo. 
5 anos - Meu pai sabe muitas coisas. 
6 anos - Meu pai é mais esperto do que o seu pai. 
8 anos - Meu pai não sabe exatamente tudo. 
10 anos - No tempo antigo, quando o meu pai foi criado, as coisas eram muito diferentes. 
12 anos - Ah, é claro que o papai não sabe nada sobre isso. É muito velho para se lembrar da sua infância. 
14 anos - Não ligue para o que meu pai diz. Ele é tão antiquado! 
21 anos - Ele? Meu Deus, ele está totalmente desatualizado! 
25 anos - Meu pai entende um pouco disso, mas pudera! É tão velho! 
30 anos - Talvez devêssemos pedir a opinião do papai. Afinal de contas, ele tem muita experiência. 
35 anos - Não vou fazer coisa alguma antes de falar com o papai. 
40 anos - Eu me pergunto como o papai teria lidado com isso. Ele tem tanto bom senso, e tanta experiência! 
50 anos - Eu daria tudo para que o papai estivesse aqui agora e eu pudesse falar com ele sobre isso. É uma pena que eu não tivesse percebido o quanto era inteligente. Teria aprendido muito com ele. 
A você papai, parabéns, benção e gratidão.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

5 PÃES e 2 PEIXES


Com 5 pães e 2 peixes Jesus alimentou 5 mil homens sem contar mulheres e crianças, e sobraram doze cestos. 

Queridos irmãos, o relato da multiplicação dos pães, nos traz duas grandes lições, uma sobre a Eucaristia, outra sobre a solidariedade. 

Primeiro, esse relato nos ensina que Jesus é o único alimento completo, o único que serve ao corpo, à alma e ao espírito. 

Como descreve Mateus, primeiro Ele curou os doentes, livrando-os do mal do corpo. Depois com a sua Palavra de Vida, alentou a fé deles. Finalmente lhes saciou a fome com pão e peixe. 

Jesus é o Pão da vida, o único que alimenta o corpo, a alma e o espírito, o pão que liberta de todos os vícios, o pão que cura, o pão que salva, e dá a vida eterna. 

E mais meus irmãos, na multiplicação dos pães Jesus demonstrou o seu cuidado, a sua atenção e o seu amor por aquelas pessoas que o seguiam. Esse mesmo cuidado, atenção e amor, Nosso Senhor oferece a cada um de nós que vem ao seu encontro na Santa Missa. 

A Eucaristia é o grande tesouro da Igreja, e o centro da vida do cristão. A Eucaristia não apenas maravilhoso que Jesus nos oferece, mas Ele próprio, que se oferece a nós. É o próprio Jesus. Deus vivo que se faz presente no nosso meio, próximo de nós e acessível a todos aqueles que O buscam. Por isso que a cada Missa saímos com as forças renovadas, e com a fé alimentada, para seguir nossa jornada em meio as cruzes e provações dessa vida. 

Em segundo lugar o relato da multiplicação dos pães nos ensina sobre a solidariedade cristã. 

Vejam, os discípulos lhe pediram “despede a multidão. Quantas vezes nós, como os discípulos de Jesus, também queremos nos ver livres das pessoas quem veem ao nosso encontro pedindo ajuda? 

Todos os dias nos deparamos com alguém em dificuldade, e pesamos: “ não tem nada que eu possa fazer”. 

Os discípulos de Jesus também pensaram, não temos como alimentar tanta gente. Mas Jesus não esperava que eles resolvessem os problemas dos outros, Jesus perguntou: 

- O que vocês podem fazer? 

- Olha temos aqui 5 pães 2 peixes. 

- Ótimo, façam o que puderem. 

Tantos passam fome, outros tantos estão doentes, precisando de remédios e exames, não temos como resolver isso, mas, se engana quem “diz não posso fazer nada”. Sempre tem algo que podemos fazer, mesmo que sejam apenas uma palavra de conforto. 

Jesus ensina que, não podemos simplesmente nos livrar, de quem nos pede ajuda, e que também não basta sentir pena, mas é preciso ação. 

Jesus, não quer que resolvamos os problemas dos outros, mas Ele espera que façamos o que estiver ao nosso alcance e o resto ele fará. 

Mas, como vemos no Evangelho, não é só de pão que o as pessoas precisam. Jesus lhes oferece também a Palavra, mais do que dar pão como igreja devemos mostrar Jesus, o Verdadeiro Pão do Céu. 

Se fizermos a nossa parte, e confiarmos em Deus, e veremos os milagres acontecer.
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