sexta-feira, 5 de abril de 2019

QUEM ATIRARÁ A PRIMEIRA PEDRA?

Levaram a Jesus uma mulher surpreendida em adultério. Eles queriam saber qual seria a atitude de Jesus. Não era a mulher a ser julgada mas Nosso Senhor. 


Se Jesus perdoasse a mulher iria contra a Lei, se Jesus condenasse, eles o acusariam de crueldade, e estaria indo contra sua própria pregação de perdão e misericórdia. 

Com certeza passam boas horas mais ocupados em preparar armadilhas e emboscadas para pegar Nosso Senhor em alguma contradição do que em praticar o bem. 

Como no caso, sobre pagar imposto a César: Se Jesus responde-se tanto sim ou não estaria perdido, pois ou estaria contra o Império Romano ou contra o seu povo. Mas Jesus não responde nem sim e nem não, mas, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. 

Outro caso foi quando Jesus curou um homem em dia de sábado quando pela lei era proibido fazer qualquer obra. Eles se reúnem para planejar uma forma de mata-lo, e Jesus denuncia a hipocrisia deles perguntando: no sábado é permitido fazer o bem ou o mal? 

Jesus sabia que estavam armando mais uma arapuca para Ele. Pois não estavam preocupado com a moralidade ou com a justiça mas apenas buscavam uma forma de acusa-lo. As pedras que eles carregavam não eram para a mulher mas para Jesus. 

Mas uma vez Jesus desmascara a hipocrisia deles dizendo: “Quem estiver sem pecado pode atirar a primeira pedra.” 

Ninguém atirou pedra nem uma, apenas envergonhados retiram-se em silencio. 

Quando Jesus ficou só com a mulher. Não lhe chama atenção, não pede explicações. Nosso Senhor apenas disse: Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou? Eu também não te condeno. Poder ir, e de agora em diante não peques mais. 

Alguém pode perguntar: 
Então não temos de combater o mal? 
Não temos de denunciar as coisas erradas? 

Sim. Mas façamos isso com Jesus nos ensinou. A correção fraterna deve ser feita com caridade. Corrigir o irmão sem querer acabar com ele. Condenar o pecado e não o pecador. 

Deus está mais interessado no perdão do que no castigo, ele não quer a morte do pecador mas que se converta e viva. O que para nós é uma ótima notícia uma vez que somos todos pecadores! 

Já conheci muitas pessoas que julgam seus pecados serem imperdoáveis, pensam que por terem cometido barbaridades não têm mais chances com Deus. 

Jesus Cristo, vem nos dizer justamente o contrário: “eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”. Ele compara o pecador a alguém que está doente e, por isso, precisa de médico. 

Ora, quanto mais enfermo alguém está mais precisa do médico, assim também, quanto mais afundado no pecado mais precisamos de Jesus. 

Para Jesus, não importa o nosso passado, o que vale é a nossa disposição para a mudar de vida!

sexta-feira, 29 de março de 2019

O FILHO PRÓDIGO

A grande lição da parábola do filho pródigo é que Deus está mais empenhado em nos salvar do que em nos castigar. 

O pai que todo dia olhava o caminho esperando ver o seu filho voltar, representa Deus que todo dia nos oferece uma nova chance de nos arrepender e deixar o pecado que nos humilha. 

O amor de Deus é imenso. Ele está sempre disposto a nos perdoar, e esperando para nos abraçar, como aquele pai da parábola. 

Quando nos afastamos da presença de Deus somos invadidos por uma sensação de VAZIO e TRISTEZA, que os prazeres da vida não podem preencher. 

A herança que o Pai do Céu nos deu, é a nossa vida. Uma herança de valor inestimável. Quem oferecesse uma grande fortuna em troca da nossa vida seria tratado com desprezo. Desperdiçar a herança e viver longe de Deus, gastando a nossa vida com egoísmos e vaidades, que não constroem nada, nem amizades, muito menos uma família. Até que um dia a pessoa descobre que é tão pobre que não tem mais nada na vida só dinheiro. E dinheiro não o consolará nas aflições. 

Há quem se sinta como o irmão injustiçado pela reação do pai de fazer uma festa para o vagabundo do filho que voltou para casa depois de gastar toda a sua parte na herança, em vez de bater-lhe a porta na cara. 

Tem gente que fica revoltado com Deus por Ele não castigar os malvados, enquanto nós que damos uma dura, trabalhando honestamente, continuamos passando às vezes por dificuldades e necessidades... São pessoas mais a favor da justiça do que da misericórdia. São pessoas que só enxergam o tempo presente. Porém, não é assim. Quem acredita na eternidade, sabe que tempo presente deve ser vivido como preparação para o céu, sem apegos exagerados, sem magoas, sem ressentimento. O tempo presente deve ser vivido como tempo de perdão e misericórdia. Pois ajustiça de Deus é muito superior mais perfeita que a humana. 

Esta parábola nos mostra que a justiça de Deus é a misericórdia! Misericórdia que nós não podemos quere somente para nós. 

Nós queremos sempre o perdão dos nossos pecados e erros, como poderemos querer somente o castigo para os demais. Todos que erram devem ser condenados, não podemos esquecer que estamos no mesmo barco. 

Vejamos, como Jesus retratou o Pai do Céu nesta parábola! Um Deus que nos ama, um Pai que espera todo dia que voltemos para Ele. 

O Evangelho nos chama a reconhecer os nossos pecados, e buscar o perdão de Deus através de uma confissão. 

A alegria na recuperação do filho morto que voltou a viver, a alegria de ter de volta o que se perdeu. Também nós experimentamos pela absolvição dos pecados. 

Porém, para experimentar essa alegria não podemos nos esquecer do propósito de uma mudança radical da nossa vida, como o fez aquele filho errante: 

“Tendo-me levantado, irei a meu pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti. E de modo algum sou digno de ser chamado teu filho, aceita-me como um de teus empregados.” 

Arrependimento é o sincero desejo de mudança, comprometimento de esforçar-se de fato em mudar de comportamento. Acho estranho quando alguém toda a semana vem confessar o mesmo pecado. Não seria mais verdadeiro, fazer um esforço real de evitar o pecado ao menos por 30 dias, para provar para sí mesmo seu real arrependimento, para depois buscar a graça da reconciliação sacramental. Confessar repetidamente os mesmo pecado pode ser uma até uma acomodação, tipo: “tanto faz, depois eu vou lá e me confesso.” 

Devemos mudar a nossa visão de Deus, e consequente devemos mudar também a nossa relação com o Pai. A parábola do Filho Pródigo nos lembra que Deus não é um Juiz impiedoso, e que nossa convivência com Ele e com o irmão deve pode ser melhorada diariamente.

sexta-feira, 22 de março de 2019

TRAGÉDIAS - CONVITES A CONVERSÃO

Nesse período de preparação para a Páscoa a Igreja nos propõe um tempo de penitência que nos ajude em nossa conversão pessoal. Quanto à essas penitências precisamos entender que se está sendo fácil é porque não estamos fazendo direito. Pois se não exige esforço, renúncia, mudança de hábitos, não é penitência. 

Viver de fato a Quaresma nunca é fácil porque exige mudar tudo aquilo que precisa ser mudado em nós.

Mudanças de comportamento sempre é difícil, pois, o modo de agir, é parte de quem somos de nossa personalidade, e tem gente que diz “eu sou assim mesmo, quem quiser gostar de mim tem que me aceitar como eu sou”. Mas na verdade nós não somos assim, nós estamos assim, sempre podemos mudar para ficar mais de acordo com o que Deus nos pede. 

O Evangelho nos fala de tragédias que aconteceram com alguns galileus. Nós brasileiros também passamos por tragédias terríveis esse ano: Brumadinho, os meninos do flamengo, os 14 que se afogaram com as enxurradas em São Paulo, as vítimas na escola de Suzano... 

Vemos muita gente querendo achar os culpados. Mas se pararmos para pensar achar o culpado vai reparar as perdas? Aliviar o sofrimento? Prevenir que isso não se repita? Será? Será que é possível fazer justiça nesses casos?

Concordo que temos que responsabilizar os verdadeiros culpados, mas o importante é enxergar a realidade como sinal, como aviso. Assim além de procurar culpados, deveríamos nos ocupar mais com a nossa conversão, estar preparados como nos aconselha Jesus. Pois quem está livre de uma tragédia como essa? Quem pode dizer que está seguro? Quem pode dizer que comigo não vai acontecer?

Foi nesse contexto que Jesus contou a parábola da figueira, para ensiná-los a se preocuparem mais em fazer o bem, produzir bons frutos.

A parábola da figueira quer mostrar como Deus é solidário e paciente. A figueira é uma árvore comum na Palestina, que produz quase o ano todo, naquele clima.

Nessa parábola a figueira representa o povo, todos nós. Quem Plantou a figueira, no caso o patrão é Deus Pai. O agricultor é Jesus. Os três anos é o período da pregação de Jesus, da qual se esperava frutos em abundância. O patrão é rigoroso na sua decisão, se não produzir frutos, vai arrancar a figueira, arvore ociosa que não produz frutos, não merece viver.

O mesmo vale para quem ouve a palavra de Jesus, mas não muda seus comportamentos, continua egoísta, impaciente, agressivo, intolerante, imoral, ou seja não produz frutos de conversão de vida nova, não merece a vida eterna no céu, como a figueira estéril será arrancado e lançado no fogo. 

No entanto o agricultor intervém, ele pede mais um tempo, vai adubar, vai cuidar, afofar a terra. Jesus é o agricultor, aposta nas pessoas, dando-lhe mais uma oportunidade de mudança. Deus é solidário e misericordioso, quer a salvação para todos. 

Estamos vivendo a quaresma, tempo de conversão, todos somos convidados mudanças para melhor. Infelizmente a maioria das pessoas passam pela quaresma sem mudar em nada. Ir à Igreja e não praticar a fé, e não produzindo frutos bons, conforme a vontade de Deus é ser igual à figueira que não dava frutos.

Vamos aproveitar esse tempo da quaresma, que é o tempo certo para mudanças. É o agricultor Jesus que com sua palavra e com seu corpo e sangue na Eucaristia aduba nossa vidas na fé, na esperança e no amor, para que possamos nos alimentar dele e ser também mais amorosos, mais fraternos, mais justos, mais solidários e misericordiosos.

Ainda é tempo vamos aproveitar esse tempo favorável.
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