quinta-feira, 11 de outubro de 2018

APARECIDA

O povo brasileiro tem uma bela relação com Maria, a mãe de Jesus, seja como pelo titulo de Aparecida, nossa padroeira que há mais de 300 anos veio morar conosco, seja pelo titulo da Boa Viagem primeira Imagem de Nossa Senhora que atracou em terras Brasileiras, seja pelo titulo de Fátima que falou em nossa língua portuguesa. 

A figura de Nossa Senhora Aparecida, com seu lindo manto e coroa nos lembra a sua vitória, nos lembra vencidas todas as tribulações hoje ela reina gloriosa nos Céus, junto de Deus. Olhando essa imagem lembramos que o nosso destino é o céu. E lá chegaremos com certeza: FAZENDO TUDO QUE ELE NOS DISSER, como nos ensina como mãe amorosa, nos chamando a fazer a vontade de Deus. Dando-nos a certeza que a melhor coisa que pode nos acontecer é a vontade de Deus. 

Gosto sempre de imaginar a cena daquele casamento em Caná da Galileia. Deve ter sido um casamento de pessoas simples, pobres, como humilde e pobre era Maria. Porque para que Maria e Jesus fossem convidados, o casal nubente só poderia ser pobre, já que a disparidade entre as pessoas era tamanha, que ricos e pobres jamais se misturavam, especialmente em festas. Hoje, na verdade não é muito diferente! 

Maria, que é mãe, e mãe sempre esta atenta, percebe que os noivos pobres poderiam passar vergonha, já que o vinho começava a faltar. A mãe chama o filho e intercede. Jesus não parecer dar uma resposta muito amigável. Mas a mãe conhece o filho que tem. Maria vai aos serventes e lhes diz: “fazei o que ele vos disser!” A confiança no filho é maior que sua preocupação. O milagre acontece justamente pela fé de Maria em Jesus. 

No evangelho vemos Maria nos ordenar: “FAZEI TUDO QUE ELE VOS DISSER”. A boa mãe nos ensina que todos os discípulos de Jesus somos chamados a fazer sua vontade, transformando, por nossas ações, as realidades de morte em vida, de trevas em luz, de em violência em PAZ. 

Quando digo por nossas ações, lembro-me da história do devoto de Aparecida que todos os dias se ajoelhava aos pés da Santinha pedido paz e união em sua família tão dilacerada pro rancores e brigas egoístas, depois de muito pedir, um dia enfrentando a santinha grita: Mãezinha tu não ouve minha prece, não te importa com minha família, não vai fazer nada? Uma suave vós, é ouvida na capelinha: “mas meu filhinho eu já fiz, eu fiz você”. 

Todos nós que aqui estamos, como esse devoto, podemos testemunhar nossa confiança na intercessão de Maria. Pois ela é mãe e mãe não nos deixa os filhos esperando muito tempo. 

Porém é preciso atender a sua ordem dada aos serventes e também a nós hoje: fazer o que Jesus nos pede! E o que Jesus nos pede? Que nos amemos uns aos outros! 

Se nos amarmos, o mundo terá mais paz, Cachoeirinha terá mais paz, o mundo será muito mais bonito, do jeito como Deus o criou e desejou para nós! Amanhã, também comemoramos o dia das crianças. Elas merecem de todos nós um país mais justo, humano, solidário e que saiba cuidar do seu povo com carinho e proteção. 

Nossa Senhora Aparecida. Rogai Por Nós!

NOSSA SENHORA E O DÍZIMO

Os títulos de Nossa Senhora da Providência, Nossa Senhora do Amparo, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Boa Viagem, de Aparecida ou qualquer outro sempre manifesta a solicitude de Maria em relação aos seus filhos, como Mãe amorosa. 

Conscientes do papel e da importância do dízimo na vida das comunidades cristãs, o povo de Deus, a partir de Moçambique, quis chamar carinhosamente Maria de “Nossa Senhora do Dízimo”. 

No Evangelho o primeiro milagre de Jesus, realizado nas bodas de Caná, descobrimos a razão deste título de Nossa Senhora. 

Quando a felicidade dos noivos é ameaçada pela falta de vinho, Maria como mãe atenta, se dirige a Jesus, intercedendo por eles a seu filho. 

Então, obedecendo a Jesus, enchem os potes de água colocando-os aos pés do Senhor. O milagre acontece e a festa continua para a alegria de todos. 

O primeiro milagre de Jesus passa a ser o que acontece na Igreja, família de Deus. 

O dízimo do povo de Deus são esses potes cheios de água colocados aos pés de Jesus e transformados por ele não em vinho, mas em vida na comunidade e no cumprimento de sua missão evangelizadora. 

Como em Caná da Galileia tudo começou a partir da iniciativa da Mãe de Jesus, hoje também Maria, Mãe da Igreja, continua intercedendo por nós seus filhos. Por isso nada mais justo acrescentar aos seus milhares de títulos também este, bem merecido, de “Nossa Senhora do Dízimo”.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

O QUE DEUS UNIU O HOMEM NÃO SEPARE

A Palavra de Deus não deixa dúvida: o matrimônio é indissolúvel. 

Muitos preferem nem tocar nesse assunto. Virou uma espécie de tabu, assunto proibido. Por isso mesmo, precisa ser tratado com clareza, pois afinal, os cristãos são chamados a serem sal e luz, para a humanidade. 

Vejamos o plano de Deus, como está descrito no livro Gênesis. 

Deus, à medida que vai criando, vê que tudo é bom... Ao criar o ser humano, vê que “era muito bom”. Mas, há algo na criação que o Senhor Deus viu que não era bom: “Não é bom que o homem esteja só”. Se o ser humano é imagem e semelhança de Deus e Deus é Trindade, ele não foi criado para a solidão. Deus então decide criar a Mulher. Notemos os belos detalhes da criação da mulher: 

“O Senhor Deus fez cair um sono profundo sobre Adão”. O homem não participou da criação da mulher; Eva é tão obra de Deus quanto é Adão. 

Faz a mulher da costela de Adão. Nem da cabeça para ser superior, nem do pé para se inferior. Mas lado a lado com o homem, como companheira e igual! 

“E Adão exclamou: ‘Desta vez sim, é osso de meus ossos e carne da minha carne!” É a primeira vez que o homem falou, na Bíblia! E sua palavra foi uma declaração de amor... não a Deus, mas à mulher que o Senhor Deus lhe dera de presente: osso de meus ossos, carne de minha carne... parte de mim, cara metade, outro lado do meu coração! 

Então Deus declara: “O homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne”. O Senhor nos deixa claro que o matrimônio é um ideal de vida, projeto de Deus para a pessoa humana. Esse projeto de Deus, é um ideal que deve ser buscado, onde: 

1º - o laço de amor entre o homem e a mulher é superior a qualquer outro laço, inclusive aquele que liga pais e filhos. 

2º - o desejo de Deus é que esta união, deve ser completa: uma só carne, um só coração, um só sonho, uma só conta bancária, uma só casa, um só futuro, um só destino! 

3º - o projeto de Deus é que o matrimônio seja relação entre um homem e uma mulher. O respeito às pessoas homossexuais é dever de todos nós; cada pessoa tem o direito de dar o rumo que achar justo à sua vida. Mas, não podemos chamar de matrimonio uma relação afetiva que não seja entre um homem e uma mulher. 

Irmãos é preciso escutar o que Deus tem a dizer sobre a família! 

No tempo de Jesus havia o divórcio, e o Senhor embora todo misericordioso, condena a sua prática. Nos diz: “Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés permitiu o divórcio”! No entanto, no princípio não era assim, pois já não são dois, mas uma só carne. E afirma, “o que Deus uniu, o homem não separe!” 

Palavras duras, os próprios discípulos tiveram dificuldades em compreender. 

Mas vejam, Jesus veio para emendar o mundo quebrado pelo pecado. Reconduzindo ao plano original de Pai, onde o amor seja uma entrega total e plena, fiel e fecundo. Este é o ideal apontado por Jesus. Nessa perspectiva o divórcio é contrário ao plano de Deus! A Igreja não tem autoridade para ensinar ou fazer diferente! Seria trair o Senhor! 

Surgem questões muito sérias: 

- Como prometer amor por toda a vida, se nosso coração é inconstante? 

- Como fazer uma aliança para sempre, se esta não depende só de mim, mas também da outra pessoa? 

- Como ficam nossos irmãos que estão numa nova união? 

Primeiro: o matrimônio cristão somente pode ser abraçado na fé, pro pessoas de fé, que vivem e alimentam a sua fé no Senhor. Sem essa vivencia concreta muitas serão a possibilidade de fracasso. 

Segundo: é responsabilidade dos esposos cultivarem o amor, com o diálogo, os gestos de carinho e de perdão, de compreensão e de atenção. Pois, o amor ao contrário do que se diz, não nasce de repente, não é cego, nem morre de repente. O amor pode e deve ser cultivado e cuidado. 

O que fazer quando o amor acaba? O mesmo que fazemos quando acaba a gasolina do carro. Não colocamos fora o caro, abastecemos. Uma relação vale mais que um automóvel, sempre é possível reabastecer o amor, com carinho, atenção e cuidado. 

Terceiro: a indissolubilidade é possível sim, pois Deus não brinca conosco, no seu amor não iria nos impor algo que não fosse não só possível, mas também excelente. As dificuldades conjugais, para o cristão, têm o nome de cruz, cruz que, assumida com amor e por amor, é transformada em alegria e ressurreição. A presença de Cristo na união conjugal não exclui as crises, as dificuldades, a incompatibilidade de temperamentos e até mesmo os erros das pessoas, mas tudo isso, por quanto doloroso possa ser, a luz da fé, pode se tornar caminho de crescimento e felicidade! O problema é que as pessoas casam como os cristãos, mas não creem nem vivem como os cristãos! Casam na Igreja e não frequentam a Igreja. 

Enfim não nos cabe julgar ninguém, devemos sim respeitar e acolher. Ajudando esses casais a viver esta nova união do melhor modo possível. Sem de modo algum, procurar por culpas e culpados. Mesmo porque, quem estiver sem pecado, que atire a primeira pedra. 

Que o Senhor socorra nossas famílias fortaleça o amor dos esposos, fazendo-os capazes de acolher a proposta do Cristo. Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos, amém.
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