terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

7º domingo TC ano C


"Falou Jesus aos seus discípulos: amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, abençoai os que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam."

Parece que Jesus está nos pedindo uma coisa impossível. Se toda hora que ligo a televisão eu vejo sempre alguém matando alguém. O mundo chegou a esse ponto, pois muita gente resolver seus conflitos de acordo com a lei de Talião: "olho por olho, dente por dente". Mas a vingança, não repara, não corrige e não previne, apenas pune e gera mais violência.

Precisamos aprender a recorrer a ajuda de Jesus. O grande problema é que muitos, preferem resolver seus problemas sem pedir a ajuda de Deus. Muita tragédia seria evitada se antes de qualquer atitude recorrêssemos a ajuda e a proteção de Deus.

Se todos seguissem a orientação de Mestre, o mundo seria bem diferente desse mundo em vivemos. O Senhor nos aconselha a jogar um balde de água na fogueira, em vez de jogar gasolina." Simples assim.

Infelizmente muitos acham difícil demais. Acham que estão se rebaixando, se humilhando se fizer como Jesus nos ensina: fazer o bem a quem lhes faz o mal.

Jesus nos aconselha, nos orienta a amar os nossos inimigos, para o nosso próprio bem. Pois responder a um enfrentamento com vingança nada pode vir de bom, só mais dor e sofrimentos.

Diz a conhecida «Lei de talião» – do latim talio, talis tal, lei do corte ou contusão, assim formulada no Livro do Êxodo: «vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, contusão por contusão» (Êxodo 21,24-25).

Segundo essa lei, deve-se pagar com a mesma moeda, e tudo isso se resume numa vingança pessoal. Já estaríamos todos manetas, pernetas e caolhos.

Porém, a solução apresentada por Jesus, é: "Não enfrenteis quem é malvado! ". Mas: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.

Amar como Jesus nos amou é imitá-lo. É fazer tudo o que Ele fez. É nos perguntar a todo momento diante de cada situação de nossa vida: Como Jesus faria para resolver isso? Como Ele reagiria diante dessa situação?

Amar como Jesus nos amou é perdoar como Ele perdoou, é ser caridoso como Ele o foi.

Amar o irmão como Jesus nos amou, é ser capaz de dar a nossa vida para salvar alguém. Certo soldado que estava passeando um dia no zoológico em São Paulo, viu um a criança sendo devorada por uma ariranha. Ele pulou a cerca e salvou a vida daquela criança, mas em seguida foi morto pelos dentes daquele feroz animal. Isso é amar como Jesus nos amou. Aquele soldado deu sua vida para salvar uma vida.

Amar como Jesus, é ajudar aqueles que precisam da nossa ajuda, da nossa força. É defender os fracos das injustiças dos poderosos. É ensinar quem está com dificuldade de aprender, é dar de comer aos famintos, é ajudar os idosos, etc.

Pense neste instante naquela pessoa que o fez de bobo, que lhe ofendeu, lhe passou para traz, ou algo desse tipo. Reze por essa pessoa. Simplesmente a entregue a Deus. Peça a Deus para fazer com que aquela pessoa que lhe causou aquele prejuízo, físico ou moral se arrependa, e se converta, e não faça isso a mais ninguém. Peça a Deus pela conversão dessa pessoa. Principalmente para que ela pare de agir desse jeito. Do jeito que agiu com você.

"AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI!" (João 13,34). Aqui, a medida não somos nós, mas sim, o próprio Jesus, o Filho de Deus altíssimo. Agora vai, e faça o mesmo.

6º domingo TC ano C


Todos queremos ser felizes? Mas
onde está a felicidade?

Conta à história da África do Sul que um inglês estava visitando algumas tribos das savanas, quando viu as crianças brincando com pedrinhas brilhantes. Observando melhor, ele notou que eram diamantes. O inglês ofereceu trocar um punhado de pedrinhas por um saco de tabaco, aceitaram na mesma hora.

O Inglês vendeu aqueles diamantes e, comprou toda aquela região, tornando-se o maior comerciante de diamantes do mundo. Os primeiros donos perderam toda a sua riqueza porque não souberam valorizar o que tinham debaixo de seus pés.

Estamos vivendo sobre uma mina de diamantes e nem sabemos.

Temos a beleza das flores o nascer do sol, o sorriso das crianças, o azul dos céus, a imensidão dos mares. Temos apenas que abrir nossos olhos para vermos a beleza da criação. O valor de nossa família dos amigos, da vida em comunidade, a felicidade em participar da Igreja.

Para o mundo, felicidade, é ter isso ou aquilo, é poder fazer o que se quer; pura mentira, felicidade não é ter ou poder, felicidade é ser. Ser pai, ser mãe, ser amigo, ser irmão. Que adiante ter um celular moderno se ninguém me ligar; um caro de luxo se não me levar ao encontro de ninguém, uma mansão se ninguém me visitar. Não existe felicidade fora do calor das relações humanas.

Infeliz daquele que tem a si mesmo com centro da sua vida. Quem vive somente para si tem muito pouco motivo para viver, viverá insatisfeito, angustiado, deprimido.

Feliz daquele que vive para os irmãos e para Deus. Nunca lhe faltaram amigos ao seu lado, contará com uma família e uma comunidade. Viver para Deus e para os irmãos não é um caminho fácil, mas sem dúvida é o caminho da felicidade.

Ser feliz é tudo o que mais desejamos, e também o maior desejo de Deus para nós. Pena que muitos busquem a felicidade fora dos planos de Deus onde nunca vamos encontrá-la.

Precisamos nos conscientizar, de que a felicidade, não é algo que podemos comprar, nem significa ausência de problemas. Pois mesmo em meio a dores e sofrimentos podemos amar, ser amador, e ser feliz.

O sofrimento faz parte da vida, assim como nascemos, e um dia morreremos, assim temos dias maravilhosos e dias difíceis. É preciso para de lamber as feridas e olhar ao redor quem está precisando de você, do seu sorriso do seu carinho da sua mão amiga.

Quando o casal de recém-casados entrou em casa, e o marido falou: “Querida, vou trabalhar muito até que um dia sejamos ricos”. A esposa respondeu: “Mas nós já somos ricos, pois temos um ao outro; o que é possível é que, um dia, se tenha algum dinheiro”.

Chamamos de santos aqueles que nos fazem ver onde está a verdadeira felicidade. Festejamos neste dia todos aqueles que tomam de tal modo a sério as bem-aventuranças que são hoje plenamente felizes.

Num mundo que vive estressado, que corre sem saber para onde, num mundo que já não crê nos verdadeiros valores, porque já não crê em Deus, contemplar os santos é recordar para onde vamos e qual é o sentido da nossa vida! Não tenhamos medo de ser de Deus, não tenhamos medo de testemunhar o Evangelho. Venceremos todo o medo se alimentarmos nossa vida com a Palavra de Deus e a Eucaristia.

Infelizmente, muitos hoje têm como heróis os atletas, os atores, os cantores e tantos outros que não têm muito e até nada para ensinar. Quanto a nós, que nossos heróis e modelos sejam os santos, verdadeiros heróis venceram as tribulações desta vida seguindo o Cristo! Que eles roguem por nós, pois o que eles foram, nós somos e o que eles são, todos nós somos chamados a ser.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

IMACULADA CONCEIÇÃO


Na Solenidade da Imaculada Conceição somos convidados a refletir sobre a resposta que damos aos desafios de Deus as provações que Deus permite em nossa vida, porque é fácil dizer que tem fé quando a família está reunida, a mesa está farta e todo estamos com saúde, mas é na hora da provação que precisamos ter fé, na hora da provação é que testamos a nossa fé, nos momentos difíceis da vida, só fica de pé quem tem uma relação forte com Deus.

Esta data nos convida a voltar o nosso olhar para Maria de Nazaré, e como ela acolher com o coração aberto e disponível, os planos de Deus para nós e para o mundo.

A segunda leitura garante-nos que Deus tem um projeto de vida plena, verdadeira e total para cada homem e para cada mulher – um projeto que desde sempre esteve nos planos de Deus. Esse projeto, apresentado aos homens através de Jesus Cristo, exige de cada um de nós uma resposta.

A primeira leitura mostra (recorrendo à história mítica de Adão e Eva) o que acontece quando rejeitamos as propostas de Deus e preferimos caminhos de egoísmo, de orgulho e de autossuficiência, trilhamos um caminho de sofrimento, de destruição, de infelicidade e de morte.

Primeira pergunta feita por Deus ao homem: “onde estás? ” A resposta do homem é já uma confissão da sua culpabilidade: “ouvi o rumor dos vossos passos no jardim e, como estava nu, tive medo e escondi-me”. A vergonha e o medo são sinal de uma perturbação interior, de uma ruptura com a anterior situação de inocência, de harmonia, de serenidade e de paz. Como é que o homem chegou a esta situação? Evidentemente, desobedecendo a Deus e percorrendo caminhos contrários àqueles que Deus lhe havia proposto. A resposta do homem trai, portanto, o seu segredo e a sua culpa.

Depois desta constatação, a segunda pergunta feita por Deus ao homem é meramente retórica: “terias tu comido dessa árvore, da qual te proibira de comer? ” a “árvore do conhecimento do bem e do mal” – significa o orgulho, a autossuficiência, pois significa não querer mais precisar de Deus, significa querer decidir por si só o que é bem e o que é mal, o pôr-se a si próprio em lugar de Deus.

Ao defender-se, o homem acusa a mulher e, ao mesmo tempo, acusa veladamente o próprio Deus pela situação em que está (“a mulher que me deste por companheira deu-me do fruto da árvore e eu comi”). Adão representa essa humanidade que, mergulhada no egoísmo e na autossuficiência, esqueceu os dons de Deus e vê em Deus um adversário; por outro lado, a resposta de Adão mostra, igualmente, uma humanidade que quebrou a sua unidade e se instalou na covardia, na falta de solidariedade, no ódio. Escolher caminhos contrários aos de Deus não pode senão conduzir a uma vida de ruptura com Deus e com os outros irmãos.

O autor sagrado não está a falar de um pecado cometido nos primórdios da humanidade pelo primeiro homem e pela primeira mulher; mas está a falar do pecado cometido por todos os homens e mulheres de todos os tempos… Ele está apenas a ensinar que a raiz de todos os males está no facto de o homem prescindir de Deus e construir o mundo a partir de critérios de egoísmo e de autossuficiência.

Um dos mistérios que mais questiona os nossos contemporâneos é o mistério do mal… Se Deus é tão bom, porque existe tanto sofrimento?

O mal resulta das nossas escolhas erradas, do nosso orgulho, do nosso egoísmo e autossuficiência. Quando o homem escolhe viver orgulhosamente só, ignorando as propostas de Deus e prescindindo do amor, constrói cidades de egoísmo, de injustiça, de prepotência, de sofrimento, de pecado…

O Evangelho apresenta a resposta de Maria ao plano de Deus. Ao contrário de Adão e Eva, Maria rejeitou o orgulho, o egoísmo e a autossuficiência e preferiu conformar a sua vida, de forma total e radical, com os planos de Deus. Do seu “sim” total, resultou salvação e vida plena para ela e para o mundo.

Como é que Maria responde ao projeto de Deus? “Eis a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra”. Afirmar-se como “serva” significa, mais do que humildade, reconhecer que se é um eleito de Deus e aceitar essa eleição, com tudo o que ela implica. Desta forma, Maria reconhece que Deus a escolheu, aceita com disponibilidade essa escolha e manifesta a sua disposição de cumprir, com fidelidade, o projeto de Deus.

Diante dos apelos de Deus ao compromisso, qual deve ser a resposta do homem? É aí que somos colocados diante do exemplo de Maria… Confrontada com os planos de Deus, Maria responde com um “sim” total e incondicional. Naturalmente, ela tinha o seu programa de vida e os seus projetos pessoais; mas, diante do apelo de Deus, esses projetos pessoais passaram naturalmente e sem dramas a um plano secundário. Na atitude de Maria não há qualquer sinal de egoísmo, de comodismo, de orgulho, mas há uma entrega total nas mãos de Deus e um acolhimento radical dos caminhos de Deus. O testemunho de Maria é um testemunho que nos questiona e nos fortemente…

Maria de Nazaré foi, certamente, uma pessoa de oração e de fé, que fez a experiência do encontro com Deus e aprendeu a confiar totalmente n’Ele. No meio da agitação de todos os dias, encontro tempo e disponibilidade para ouvir Deus, para viver em comunhão com Ele, para tentar perceber os seus sinais.
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