sexta-feira, 23 de setembro de 2011

APOSTE NA RECUPERAÇÃO

Compreenda que o dependente químico precisará provavelmente de internamentos de meses, e que a dependência química é uma doença crônica, que precisa de muito tempo de trabalho, e que geralmente a personalidade aditiva estará sempre latente. Uma internação em uma clínica é apenas o primeiríssimo passo de um longo caminho.

NÃO interrompa um tratamento por qualquer motivo. Muitas vezes vemos exemplos de motivos que são apenas pretextos para a interrupção do tratamento, minando as chances do seu familiar se recuperar de verdade.

Por isto é tão importante que a família se “recupere” da co-dependência e que inicie também um tratamento, pois é o primeiro passo para entender os seus problemas e angústias, trocando a ansiedade por uma vida equilibrada e podendo, desta forma, ajudar seu familiar querido na luta contra as drogas.

Uma vez tratado o dependente químico, não se iluda ao pensar que um tratamento foi o bastante para curá-lo, por melhor que ele pareça estar.

A dependência química é uma doença crônica que requer tratamento para o resto da vida, é como uma doença sem cura, como diabetes, hipertensão – deverá tratar e estar vigilante para sempre. Tenha isto em mente, pois ele deverá ter disciplina após a saída de uma internação.

Pessoas que convivem com usuários drogas ou álcool são, em geral, as mais suscetíveis a sofrer crises de estresse e distúrbios nervosos na luta diária para livrar amigos e parentes da dependência química. É um sofrimento muito grande e você não precisa estar sozinho nesta luta, a co-dependência pode ser algo realmente devastador. Peça ajuda.

Comece já. Olhe no seu espelho o seu olhar, provavelmente cansado e escolha primeiramente cuidar de si mesmo – desta forma você estará ajudando o seu familiar.

NÃO SE SUJEITE ÀS REGRAS DE PESSOAS ADICTAS

O dependente químico, simplesmente não tem o direito de dar fim à vida de toda a família e amigos. Poupe-se a si e sobretudo a crianças presentes. Crianças que crescem ao lado de pessoas adictas (que não estejam em recuperação) terão probabilidades muito maiores de virem a desenvolver personalidades aditivas também.

Dizer NÃO ao dependente químico não se trata de abandonar o seu familiar ou de ser cruel. Trata-se de compreender que você não pode ajudá-lo e existem pessoas que simplesmente podem. Trata-se de compreender que se você mantiver a situação como está e continuar aceitando todas as manipulações e situações geradas pelo dependente químico, as probabilidades de que ele peça ajuda a quem o pode ajudá-lo diminuirão, e assim segue-se o ciclo negativo, pois ele “enterra” todos os dias a si mesmo e a todos que o rodeia.
Avance e não olhe para trás. O dependente químico precisa sentir perdas, precisa “bater no fundo” e compreender que não é seguro manter o caminho que segue. Não espere que ele lhe agradeça por tudo o que você faz pela sua sobrevivência, ele não tem a capacidade de avaliar as situações corretamente.

E ele age desta forma porque está doente e porque estes são sintomas de dependência e também porque esta, assim como outras doenças, mina e transforma a personalidade do indivíduo. Por isso compreenda que martirizar-se por um dependente químico é colocar mais chamas na fogueira em que ele já arde. O que você tem a fazer é simplesmente agir da forma correta.

UM NÃO PODE CURAR

Muitos pais ficam desorientados quando devem dizer NÃO ao dependente químico e acabam prejudicando aos seus filhos, mesmo com a intenção de acertar ou de ajudar.

No decorrer de décadas os psicoterapeutas de dependentes químicos, tem observado que uma das variáveis mais comprometedoras para a recuperação é a atitude de negação do problema pela família ou a atitude incorreta perante o dependente.

Quando o problema se torna tão gritante a ponto de não ser possível mais ignorar o fato, aí vem mais uma crença falsa da família: a convicção de que seu familiar dependente é diferente de qualquer outro usuário de droga no planeta e que superará a dependência praticando um esporte, viajando para algum lugar alternativo ou distante, fazendo algum tratamento paliativo (que não seja realmente o mais indicado), ou mil outras alternativas completamente irrelevantes diante da magnitude e gravidade do problema. Desta forma, a família acaba muitas vezes facilitando o uso de drogas para o usuário, mesmo que sem consciência disto, e fica protelando uma tomada de decisão firme para induzir o dependente químico ao tratamento.

O dependente por sua vez está completamente apaixonado e insano pela droga, como convencê-lo, então, de que está doente se ele retira um enorme prazer das substâncias psicoativas ou mesmo do álcool?

Por isto é indicado que o tratamento deva sempre começar pela família, recebendo orientação de forma correta sobre co-dependência e rompendo, desta forma, um ciclo negativo de atitudes e reações.

Quando a família unida diz NÃO ao uso de álcool e outras drogas com convicção que não tolerará este tipo de comportamento em casa, é neste momento que o dependente químico começa a pensar em se tratar.

Mas como é possível, sendo você o familiar de um dependente químico, dizer NÃO ao uso de álcool e outras drogas se o problema já se tornou incontrolável?

1º: Não se sujeite às regras do dependente químico.

2º: Saiba amar sendo firme e sabendo reagir da forma correta na hora certa.

3º: Peça ajuda a quem sabe.

4º: Cuide de si mesmo

5º: Faça um exercício diário de integridade moral

6º: Aposte na recuperação
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