sábado, 30 de setembro de 2017

SIM COMO O SIM DE MARIA

Deus não desiste do ser humano, Ele nos chama à conversão. Deus passa pela nossa vida em várias etapas dela, convidando a rever a nossa vida e voltarmos para Ele, que é o Caminho, a Verdade e a Vida!

Nessa parábola dos dois irmãos mostra um dos motivos porque muitos não O aceitaram – a falsa ideia que tinham da religião.

Há uma grande diferença entre falar e fazer, entre a teoria e a prática. As palavras e as promessas não resolvem nada, não valem nada. 

Os ensinamentos de Jesus são misericórdia, fé, justiça, compaixão, como uma condição, vai entrar apenas quem fizer a vontade do meu Pai que está nos céus. (Mt 7, 21) Não basta ler a bíblia, ou ouvir a pregação e dizer que é bom e certo, o importante é viver a vida nova que Cristo trouxe para todos.

Ser cristão, pertencer a uma comunidade, participar de reuniões não basta, é preciso realizar obras dignas de um cristão. 

É muito fácil acumular bons propósitos. O mundo está cheio deles, promessas e mais promessas. Mas é necessário cumpri-las, é isso que interessa.

Irmãos não é o nosso falar, mas sim o nosso agir que demonstra se amamos a Deus, e se estamos ou não fazendo a vontade do Pai. Nem sempre aquelas e aqueles que dizem sim, são verdadeiros. 

Infelizmente, nem sempre aqueles que falam muito bem, que falam bonito, com discursos que impressionam, são aqueles que vivem a verdade, a palavra em toda sua plenitude. O que é muito lamentável, pois o nosso falar deveria ser seguido de nosso agir.

Jesus é muito claro não são as nossas palavras, mas as nossas ações que têm valor diante de Deus. Mesmo os que disseram não a princípio podem arrepender-se e fazer a vontade de Deus. Mudar de opinião, mudar de mentalidade e se converterem. 

A misericórdia de Deus se manifesta quando o pecador, arrependido porque crê e confia no perdão de Deus, volta atrás e começa a viver uma nova vida.

Valerá, então, o tempo do arrependimento. Por isso, muitos que nós julgamos perdidos, podem receber o perdão e a salvação de Deus. Alegremo-nos! Deus está apenas esperando o nosso arrependimento.

O nosso "sim" a Deus, deve ser sincero, deve ser um "sim" que brote do coração, um "sim" sincero, que nos coloque a serviço do Reino, como foi o "sim" de Maria.

sábado, 16 de setembro de 2017

PERDÃO

Quando Caim matou a Abel, O Senhor lhe condenou a vagar na terra, e decretou que qualquer que matasse Caim seria castigado sete vezes mais. 

Mais na frente, um de seus filhos, Lameque toma para si uma conclusão de que, se qualquer que matasse a Caim seria castigado sete vezes, logo que ele tinha matado dois homens, seu castigo seria setenta vezes sete. 

Lendo a passagem de Gênesis 4, me parece que Lameque esta se consumindo de arrependimento; ele matou dois, e sente no seu coração: o que fiz “É demais para que seja perdoado!”

Certa vez Pedro, quando estava ouvindo os ensinamentos de Jesus Cristo a respeito de que, “se seu irmão estiver errado conta tí” é para você repreendê-lo, e se não lhe dando ouvido, você traz uma ou duas testemunhas para falar com seu irmão; ainda assim não dando ouvido, fala a Igreja... 

Enquanto Jesus falava na tentativa de localizar o erro para aja reparação, Pedro foi direto ao ponto, e fala do perdão: Senhor até quantas vezes devemos perdoar a nosso irmão? Até sete vezes? Trazendo de volta aquele castigo de quem fosse matar a Caim, que sete vezes seria castigado. 

Jesus, porém foi além: Não te digo sete vezes Pedro, mas setenta vezes sete; fazendo alusão ao que foi feito por Lameque lá em Gênesis 4.

É Jesus Cristo respondendo a pergunta de Pedro e de Lameque que ficou sem resposta no Antigo Testamento.

Será tão grave o meu pecado que não tem perdão? Jesus responde que tem perdão, sim, para quem quiser ser perdoado; basta se arrepender, e sinceramente decidir mudar de vida, Jesus Cristo estará sempre pronto para perdoar.

Jesus oferece o perdão para o mundo inteiro desde Caim até o ultimo homem que se arrepender dos seus atos.

Já conheci muitas pessoas que julgam seus pecados serem imperdoáveis, pensam que não têem mais chances com Deus por causa das suas grandes transgressões.

Jesus Cristo, no dizer justamente o contrário: “eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”. Ele compara o pecador a alguém que está doente e, por isso, precisa de médico para ser curado. Jesus Cristo é o médico enviado pelo Pai para nos devolver a saúde, partindo do princípio de que todos nós precisamos do remédio da misericórdia, pois somos doentes pelo pecado. 

Não importa a situação em que nos encontremos, Jesus nos chama à segui-Lo abandonado o pecado para viver na graça como filhos de Deus.

Para Jesus, não importa o nosso passado, o que vale é a resposta que damos ao seu chamado, afinal aceitar o chamado Dele, significa estar disposto a mudar de vida, e claro perdoar a nossos irmãos, pois a condição para recebermos a misericórdia de Deus é nos reconhecermos pecadores e perdoarmos uns aos outros de coração.

Todos nós podemos nos tornar médicos para alguém, médicos de alma, basta amá-lo concretamente, pois o amor cura, motiva, devolve a vida, o amor salva!

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

NOSSA SENHORA DAS DORES

Estamos preparando o Jubileu dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida e 100 anos da Aparição de Nossa Senhora em Fátima. É um momento muito marcante para os devotos de Maria que se inspirando nesses grandes acontecimentos, cultivam e aprofundam o culto Àquela que no mistério salvífico de Jesus sempre foi presença confortadora na vida de seus filhos e filhas.

As dores de Maria:

• 1ª dor: Jesus é apresentado no Templo, onde está presente Simeão, que alerta sobre o que espera o pequeno Menino.
• Hoje: as mães que sofrem com a discriminação desmedida sobre seus filhos, sejam pela cor, deficiências. Quantas dores na vida do povo, com o desemprego, corrupção, falta de moradia, etc.

• 2ª dor: Quando José é avisado em sonho que Herodes quer matar o menino e devem fugir para o Egito.
• Hoje: o sentimento materno, medo por seu filho (a) sendo perseguido (a). Na Campanha da Fraternidade/2014, pudemos experimentar a dor de quantas mães que perderam seus filhos no Tráfico Humano e no tráfico de drogas.

• 3ª dor: Desaparecimento de Jesus e seu aparecimento no Templo em meio aos Doutores da lei.
• Hoje: quantas pessoas se perdem, perdem seus filhos, perdem o sentido da vida. Que desespero vivem até o “reencontro”.

• 4ª dor: Doloroso encontro com seu Filho no Caminho do calvário.
• Hoje: discutimos o significado do encontro; quantos conflitos vividos pelas pessoas nas intermináveis dificuldades de relações, pais e filhos, esposos, comunidades.

• 5ª dor: A crucifixão de Jesus e Maria ao pé da cruz.
• Hoje: quantas mães e pais se sentem impotentes, diante das situações que não dependem apenas deles; um exemplo seria quando chegam aos leitos de hospitais e veem seus filhos ali tão frágeis e precisam se manter firmes diante dessa situação. Quanta dor vive nosso povo nas longas filas do INSS, vendo as pessoas morrerem à míngua, sem atendimento adequado.

• 6ª dor: Quando Jesus é descido da cruz, morto e transpassado pela lança
• Hoje: a frieza diante morte e total descaso com a vida. Quantas vidas inocentes, embaladas e envolvida pelo crime organizado, pelas drogas e pela impunidade.

• 7ª dor: Maria sepultando Jesus.
• Hoje: como é para uma mãe sepultar seu filho, é uma dor incomensurável; saudade que machuca, lembrança que jamais vai embora .

MARIA ACOLHE NA SUA DOR A DORES DA HUMANIDADE.

Há uma confiança extrema na Mãe de Jesus. Maria, Nossa Senhora, a Mãezinha do céu, nos momentos mais difíceis.

Assim vão surgindo, ao longo da história, os mais diferentes títulos de Maria, profundamente encarnados na vida e situação do povo. Só para lembrar alguns desses títulos: NOSSA SENHORA DA AJUDA, DO ALÍVIO, DO AMPARO, AUXILIADORA, DOS POBRES, DA BOA MORTE, DO BOM PARTO, DO BOM SOCORRO, DO BOM SUCESSO, DA ESPERANÇA, DA CONSOLAÇÃO, DOS DESAMPARADOS, DESATADORA DOS NÓS, DO DESTERRO, DAS DORES, DA PIEDADE, DA SOLEDADE, DAS ANGÚSTIAS, DAS LÁGRIMAS, DAS SETE DORES, DO CALVÁRIO, DO PRANTO, DOS MÁRTIRES, DA MISERICÓRDIA, DO PERPÉTUO SOCORRO, DOS REMÉDIOS, DA SAÚDE. 

As dores de inúmeras pessoas, espalhadas pelo mundo, suscitam a lembrança de Maria de Nazaré, Mãe de Jesus, morto por tentar abolir todo tipo de violência como a única expressão apropriada da FÉ NO DEUS DA VIDA, presente no cotidiano da humanidade.

O Brasil e o mundo serão muito melhores, quando todos os devotos de Maria nos educarmos para nos tornarmos, cada vez mais, pessoas sensíveis ao sofrimento humano e juntos lutarmos por uma sociedade regida pela partilha, amor e justiça.
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