sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

5º DOMINGO DO TEMPO COMUM


O grande drama da vida humana é a questão do sofrimento. Tenho certeza de que, vocês como pessoas de Igreja, muitas vezes já devem ter sido questionados sobre “o por que a vida tem tanto sofrimento?”. Ou ouviram perguntas do tipo: Se Deus é amor, e nos ama tanto, por que existe tanto sofrimento?

Esse é o grande erro, a questão do sofrimento não é “porque”, mas “pra que”. Ou seja, não é uma questão de procurar culpados, pois saber “porque” não resolve, não alivia e não afasta o sofrimento. Precisamos encontrar o sentido no sofrimento. Pois quando sabemos “pra que” o sofrimento se enche de significado, a dor diminui e o fardo fica mais leve.

Então diante do sofrimento não se pergunte: “por que está acontecendo isso comigo?” ou “é uma pessoa tão boa poque aconteceu isso com ela?” Mas pergunte o que isso pode me ensinar? qual lição eu tiro para a minha vida? Pois quando damos significado nosso sofrimento ele nos torna mais forte, mais generosos, desapegados e mais santos.

Jó, na primeira leitura de hoje, lamenta os seus intermináveis sofrimentos, e mais que isso, lamente por parecer que Deis está indiferente ao seu desespero. Mas notem, é a Deus que Jó se lamente, não ao outros, e é dos sofrimentos que ele se queixa não é de Deus. Jó nos dá aqui uma grande lição, não importa o tamanho da tua dor, Deus é a nossa esperança. Simplesmente porque, Deus é a nossa melhor opção. Deus é a nossa melhor solução, o melhor plano de saúde, o melhor remédio, o melhor seguro de vida.

Jó é um homem piedoso, bom, generoso e cheio de "temor de Deus". Possuía muitos bens e uma família numerosa. Mas, repentinamente, prede todos os seus bens, sua família e contrai uma terrível doença.

A história de Jó mostra como está engando que crê na doutrina da retribuição – muito comum na época de Jó e ainda em nosso dias - o Senhor recompensava os bons com saúde e riqueza e castiga os maus com pobreza e doença.

Jó desmente esse absurdo. Fato é que, existe quem enriquece na injustiça e pessoas santas que sofrem sem razão, como Jó, homem justo que não merecia sofrer. Me faço entender.

Jó, nos ensina que os planos de Deus estão muito além de nossa compreensão. De fato, como um Deus tão grande que criou todas as coisas visíveis e invisíveis vai caber numa cabeça pequena como a minha. Diante da grandeza de Deus, só nos resta: entregar-nos em suas mãos, e confiar plenamente no seu amor de Pai.

No refrão do salmo nos disse: Louvai o Senhor, que salva os corações atribulados. Deus é Onipotente e suave. Ele vem confortar os nossos corações despedaçados e curar as nossas feridas. Aconteça o que acontecer. Louvemos sempre ao Senhor nosso Deus, porque Ele é bom, misericordioso e justo.

No Evangelho vemos nas ações de Jesus a preocupação de Deus com a nossa felicidade. Nosso Senhor anuncia que o plano Deus, não é a morte, mas vida. Jesus deixa claro que no Reino de Deus, não haverá dor nem sofrimento, todas as lagrimas serão enxugadas.

No Evangelho dois pontos nos chamam a atenção:
Primeiro na "casa de Pedro", Jesus cura a sua sogra: "aproximou-Se" dela, a nossa primeira atitude dever ser aproximar-se de quem está sofrendo. Depois, Jesus tomou a doente pela mão e "levantou-a". Não podemos curar como Jesus, mas podemos fazer muito para colocar alguém para cima, uma sopinha, uma palavra de animo, uma piada, ou apenas ouvir. A seguir "a cidade inteira" reunida diante da porta da casa de Pedro. Jesus curou muitas pessoas. Jesus tem poder para nos libertar das misérias mais profundas e para lhe oferecer uma vida nova, uma vida livre e feliz.

O Segundo ponto é Jesus retirado num lugar solitário, em oração. A oração é parte indispensável da vida cristã. A oração é o combustível da vida. Sem oração, a vida não para... Ela anda para trás. É na oração que encontramos a força para nos libertar do mau e fazer o bem. É na oração também, que o Espírito Santo nos ajuda a encontrar o sentido para o sofrimento.

No entanto, nem sempre entenderemos os caminhos de Deus. Mas atenção, os milagres de Jesus nos mostram a sua preocupação com a nossa vida e felicidade. Repito a vontade de Deus é a nossa felicidade não o nosso sofrimento. Resta-nos confiar em Deus e entregarmo-nos em suas poderosas mãos.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

NAVEGANTES


Nossa da Boa Viagem é a Mãe dos Navegantes, é a Estrela que nos conduz. Assim como nos navegadores encontravam o caminho a seguir nas noites escura guiados pela Estrela Dalva, a maior e mais brilhante estrela do céu, nós sempre podemos contar com Nossa Senhor para não nos perdermos de Jesus caminho, verdade e vida nas jornadas desta vida.


A devoção a Nossa Senhora dos Navegantes é da época das Cruzadas, Eles precisavam atravessar o Mar Mediterrâneo, enfrentando muitos peregrinos para visitar a Terra Santa, assim, antes de partir, eles participavam da Santa Missa, pedindo a proteção de Nossa Senhora dos Navegantes para enfrentar, os perigos do mar, as tempestades e os ataques dos piratas.

Mais tarde com o início das grandes navegações, a devoção a Nossa Senhora dos Navegantes cresceu ainda mais, e passo a ser conhecida também como Nossa Senhora da Boa Viagem.

Dessa forma a devoção chegou a Brasil, com os navegantes portugueses, desde a época do descobrimento do Brasil em 22 de abril de 1500.

A Virgem Maria é essa estrela luminosa, que nos guia, que nos mostra a direção certa, para chegarmos ao porto seguro, que é Jesus Cristo. Dessa forma, compreendemos que a Senhora dos Navegantes não é somente a protetora e a intercessora dos navegantes, mas de todos nós, que navegamos nos mares da vida, tantas vezes agitados e perigosos deste mundo.

Da mesma forma que os magos do oriente foram guiados pela estrela para Belém, para lá encontrar o Menino Deus e o adorar6, também nós somos guiados por Maria, até nos encontrar definitivamente com seu divino Filho, no porto seguro, que é o Reino dos Céus.

Por isso, Nossa Senhora é modelo de Igreja, intercessora e auxílio nas tribulações, e Mãe de todos nós, seus filhos. Diante dessa bela e luminosa Estrela do Mar, que é Maria Santíssima, não temos o que temer.

No Brasil, a devoção a Nossa Senhora da Boa Viagem foi a primeira a desembarcar em terras brasileiras. Todas as naus portuguesas, como as de Cabral, sempre gravavam o nome dela nas popas de seus barcos e preparavam o nicho no castelo da proa para ela, pois com sua proteção, não morreriam na solidão do mar, e depois dessa vida alcançariam a paz eterna no céu.

Aqui em nossa cidade, junto a ponte da Cachoeira, em 1932, foi construída a uma Igreja dedicada a Padroeira dos Viajantes, sendo essa a única saída da capital para que iria para serra ou para o mar, todos os viajantes antes de seguir suas longas e penosas viagens, paravam na Igrejinha para pedir a proteção da Santa.

Desde quando foi construída em 1932, a primeira igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, a imagem que era venerada na antiga capela é a mesma que, hoje.

Fico imaginando nesses 88 anos, quantas pessoas que nas horas difíceis da vida vieram se colocar aqui, diante dessa imagem pedido proteção e abrigo.

A mãe sempre tem um jeito especial para consolar seu filho. É comum vermos aquela cena do neném chorando no colo de alguém, só o colo da mãe é capaz de fazer a criança parar de chorar e até dormir com aquela sensação gostosa de paz e segurança.

Maria consola também cada um de nós em nossas aflições. Quando estamos diante das cruzes da vida, devemos procurar o colo da Mãe. Ali conseguiremos o sono tranquilo de criança que sabe estar segura.

Procure o colo da Mãe. Ela está aqui a te oferecer o que ela tem de melhor o seu filho, Jesus. Pois com Jesus vencerá toda a aflição.

Quando estiver aflito, venha a igreja, se coloque diante da venerável imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem fique um momento em silêncio; consagre seu coração a Virgem Maria. Ela o pegará no colo e o colocará junto de seu Filho, Jesus. Ali não temos mais razão para ter medo.

Sabemos que não temos aqui na terra uma morada definitiva. Temos uma viagem a fazer. O destino desta viagem é Deus. Nessa Viagem da vida, Jesus é o Caminho e Maria o GPS.

Voltemos nosso Olhar para a imagem de Nossa Senhora e peçamos à Mãe da Boa Viagem, que nos acompanhe nos caminhos da vida, rumo ao céu.

Nossa Senhora dos Navegantes, rogai por nós!

4º DOMINGO TEMPO COMUM


Na 1ª. Leitura - do Livro do Deuteronômio - nos dizia que: o povo que caminhava no deserto pediu a Moises profetas. Pessoas que lhes instruíssem, lhes falacem de Deus e falacem de a Deus por eles.

É assim meus irmãos, quem está perdido, desorientando, andando pelo deserto da arrides, da solidão, da desolação, quem perdeu o caminho não consegue reencontrá-lo sozinho, precisa de alguém que o conduza em seus primeiros passos.

O temor e a vergonha pelos erros do passado também são obstáculos duros de ultrapassar. Já encontrei com muitas pessoas que não acreditavam que Deus poderia os perdoar os aceitar de volta.

Moisés disse, o Senhor continua sempre enviado seus profetas, para nos animar, consolar, para orientar, e corrigir quando erramos, nós que tantas vezes não estamos atentos, ou pior não queremos escutar a voz do Senhor.

Deus, nunca nos abandona, Ele continua a enviar profetas para nos animar a permanecer firmes, no caminho do amor. Basta que estejamos atentos e de coração aberto.

E mais que isso, cada batizado é chamado a ser profeta. No entanto, só deve falar em nome de Deus, quem estiver unido a Ele, por uma vida de oração, pela prática dos sacramentos e a vivência da caridade. Quem usa o nome de Deus de maneira interesseira ou leviana vai sofrer consequências, como nos alerta o próprio Moises.

Logo em meus primeiros dias no seminário ensinaram-me que: para falar de Deus não precisamos de cursos e cursos, mas de um coração humilde e generoso, e claro uma vida de oração.

Salmo - Sl 94 nos diz que o Senhor nos envia pessoas para apontam o Caminho de Deus e da felicidade, se termos a humildade de ouvir seremos tocados pela Sua graça e teremos a nossa vida transformada.

Quando escutamos alguém falando em Nome do Senhor nós sentimos a Sua presença e o nosso espírito se alegra. Infelizmente há quem desprezar as palavras dos enviados de Deus e perdemos a chance de prosperar humana e espiritualmente. Por meio dos Seus pastores o Senhor cuida de nós, Seu rebanho. Somos ovelhas que Ele conduz com a Sua mão.

Na segunda leitura, São Paulo diz aos Coríntios que às pessoas que desejam se dedicar ao serviço do Senhor, se mantenham livres das obrigações do matrimônio. De fato, são duas formas de santas de servir a Deus, a vida consagrada e o matrimônio. Duas vocações completas em si mesmas.

São Paulo foi celibatário, pois ele entende que o celibato e a missão apostólica se encaixam de incontáveis maneiras.

Quando nos consagramos ao Senhor, o zelo pelas coisas de Deus deve vir sempre em primeiro, assim como os casados, devem colocar a família em primeiro lugar, servindo ao Senhor na sua família.

Na consagração ou no matrimônio o importante é colocar sempre Deus em primeiro lugar, servido a Deus segundo nossa forma de vida, ou uma vocação completa a outra formando a única Igreja de Cristo.

No Evangelho ouvimos que o jeito de Jesus viver e pregar, chamava a atenção de todos. Jesus diferente dos fariseus e mestres da lei, do seu tempo, que desprezavam as pessoas pobres e sofredoras, pois para eles a pobreza e o sofrimento era castigo de Deus, fruto do pecado.

Jesus, ou contrário colocava as pessoas em primeiro lugar, e procurava socorrer e aliviar os seus sofrimentos, sem julgar ou condenar.

Essa palavra de autoridade de Jesus, para socorrer os necessitados, e libertar dos sofrimentos, é hoje dada a todos os batizados, Palavra de animo, Palavra de consolação, Palavra que cura, acalma, e encaminha para vida com Deus. Me faço entender?

Jesus abriu para nós Um Novo Caminho para que possamos cada dia mais nos aproximar da casa do Pai. Sabemos que foi pelo Seu Sangue derramada na Cruz que tivemos acesso a este Caminho.

Nossa Senhora é o nosso modelo! Com Maria nós aprendemos a permanecer firmes aos pés da Cruz, com os olhos voltados para o céu confiantes em que os planos do Pai se realizam a cada passo da nossa caminhada.
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