terça-feira, 15 de junho de 2021

12 Domingo

 

As Leituras Bíblicas que ouvimos hoje, nos garantem que, nunca estaremos sozinhos, abandonados à própria sorte; poque o Bom Deus caminha ao nosso lado, cuidando de cada um com amor de pai.

A primeira leitura do livro de Jó, o Senhor respondendo a Jó “do meio da tempestade", uma manifestação poderosa a altura do Deus todo-poderoso, o soberano de toda a terra. Jó questiona a Deus porque tantos sofrimentos e provações em sua vida. O Senhor não responde as suas perguntas, mas o faz perceber sua própria insensatez, pois o Deus de hora, gloria, poder e majestade, sabe o que está fazendo, e tem a solução para todos os nossos problemas. A nós, seus filhos, cabe apenas confiar em Deus, confiar não questionar, e esperar dele a nossa salvação.

Convivemos diariamente com violência e insegurança; novas doenças, e catástrofes naturais, coisas que nos deixa revoltados, ansiosos e preocupados. O livro de Jó nos ensina que não podemos entender por que Deus permite isso ou aquilo, pois o Senhor não age segundo a nossa lógica.

Deus criou tudo o que existe, sabe o porquê de todas as coisas, Ele cuida de cada um com amor de pai, a nós cabe apenas confiar nele.

Na segunda leitura São Paulo ensina Deus não é indiferente, nos deixando abandonados à própria sorte. Foi exatamente para isso que Jesus veio ao mundo para nos libertar do egoísmo, da vaidade, da ganância e tudo que nos escraviza, e para nos oferecer a liberdade dos filhos de Deus. Nosso Deus não é distante ou indiferente, mas é amor, e está sempre próximo de nós, sempre se emprenhando em nos salvar do mal.

Paulo fez a experiência profunda do amor de Deus em sua vida, e escolheu como único objetivo de sua vida comunicar esse o amor a todos os irmãos e irmãs.

O Evangelho, nos mostra que não precisamos enfrentar as tempestades da vida sozinhos, mas que podemos fazer como os discípulos, recorrer a nosso Senhor e sermos socorridos por ele. Nada temos a temer, Cristo está sempre conosco, nos ajudando a vencer as provações e dificuldades da vida, basta que corramos a ele, pedindo socorro.

Reparemos, o "barco" dirige-se "para a outra margem", durante a travessia, Jesus "dorme", refere-se à sua aparente ausência. Os discípulos, têm a sensação de que estão sós, abandonados à sua sorte e que Jesus não está com eles a enfrentar as adversidades da vida. A "tempestade" significa as dificuldades que o mundo nos opõe.

Jesus, despertado pelos discípulos, acalma a fúria do mar e do vento. Depois repreende aos discípulos pela falta de fé. Os discípulos, depois da caminhada feita com Jesus, já deviam saber que Ele nunca está ausente.

Muitas vezes, ao longo da caminhada, podemos sentir solidão, fragilidade e impotência, ter a impressão de que Jesus nos abandonou; O Evangelho deste domingo nos garante que Jesus nunca “abandona o barco” dos discípulos. Em todas as circunstâncias, Jesus vai conosco, por isso, nada temos a temer. Nos momentos de crise, de desânimo, de medo, precisamos descobrir a presença - às vezes silenciosa, mas sempre próxima e amiga - de Jesus ao nosso lado.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

5º DOMINGO DA PÁSCO - A VIDEIRA



A conversão de Paulo aconteceu por volta do ano 36. Depois da sua conversão, Paulo ficou três anos em Damasco, colaborando com a comunidade cristã dessa cidade. Após esse tempo, Paulo dirigiu-se para Jerusalém, por causa da perseguição dos judeus, Paulo a abandona a cidade descendo pelas muralhas abaixo, dentro de um cesto. O texto que ouvimos na 1ª leitura refere-se à estadia de Paulo em Jerusalém, sua fuga para Cesárea e partida para Tarso.

3 pontos me chamam a atenção:
- Apesar da desconfiança dos cristãos de Jerusalém Paulo faz esforço em participar da Comunidade. Porque o cristianismo não é apenas um encontro pessoal com Cristo Vivo, como ele mesmo teve no caminho de Damasco; mas é também participar da Igreja de Cristo, partilhando a fé e o amor com os irmãos. Ao contrário de muitos que dizem “eu tenho fé em Deus, mas rezo em casa”, Paulo nos ensina que só somos cristãos autênticos quando estamos unidos com a Igreja.

- O papel de Barnabé é muito importante: primeiro ele mesmo acolhe Paulo lá em Damasco, mas depois leva ele para ser acolhido na Igreja. Como nós também, que acolhemos o irmão que precisa de Deus e o levamos para as pastorais, e levamos para que conheça os grupos de oração ou os movimentos da Igreja.

- Muitas vezes quando procuramos ser cristãos autênticos, enfrentaremos conflitos, como viveu o Apostolo Paulo. Seguir Jesus, meus irmãos é sempre um caminho marcado pela cruz, não é fácil, mas é o caminho que leva à vida.

Na segunda leitura, a questão essencial é o amor ao próximo. Engana-se quem pensa que basta ter os olhos voltados para o céu, ignorando o amor ao próximo.

O amor ao próximo é uma exigência central do cristianismo. A essência de Deus é amor; e ninguém pode dizer que está em comunhão com Ele se não se deixou contagiar pelo amor. Jesus demonstrou isso dando a vida por nós,

na cruz; e exigiu que os seus discípulos O seguissem no caminho do amor. “Eu vos dou um novo mandamento, amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” É o amor aos irmãos que abre para nós a porta do Céu.

Deus não espera que resolvamos os problemas dos outros, mas deseja que façamos alguma coisa. Ainda, o amor aos irmãos não é algo que se manifesta em declarações de boas intenções, mas em gestos concretos de partilha e de serviço.

O Evangelho situa-nos na ceia de despedida. A cruz está próxima. Jesus usa a metáfora da videira, o agricultor, os ramos e os frutos...

No Antigo Testamento a "vinha" eram símbolos do Povo de Deus. Israel era apresentado como uma "videira" que Senhor arrancou do Egito, e plantou na Terra Prometida e da qual cuidou sempre com amor.

No entanto Israel nunca produziu os frutos que Deus esperava. Agora, Jesus apresenta-Se como a "videira" verdadeira plantada por Deus. É Jesus que irá produzir os frutos que Deus espera.

Nós somos os "ramos" que precisamos estar unidos à "videira" - Jesus e que dele receber a vida. São convidados a permanecer em Jesus. O verbo permanecer aparece sete vezes. É um convite a que o discípulo mantenha a sua adesão a Jesus, a sua comunhão com ele... Se o discípulo mantiver a sua união com Jesus, por sua vez, permanece no discípulo - isto é, continuará fielmente a oferecer ao discípulo a sua vida.

Nosso Senhor nos disse: Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele"...

Para os discípulos, interromper a relação com Jesus significa cortar a relação com a fonte de vida e condenar-se à morte, não é mais capaz de produzir frutos de que permaneçam para a vida eterna.

O ramo que produz fruto será podado para produzir ainda mais, a poda aqui significa, arrancar o egoísmo e a vaidade, o que não produz será cortado e lançado as chamas.

Estimados irmãos e irmãs hoje somos convidados a refletir sobre a nossa união a Cristo; só unidos a Cristo temos acesso à vida eterna.

sábado, 24 de abril de 2021

4º DOMINGO DA PÁSCOA - O BOM PASTOR


O Evangelho que acabamos de ouvir nos apresenta Cristo Bom Pastor, que ama e dá a própria vida pelas suas ovelhas. Para sermos do seu rebanho devemos ouvir a sua voz, e segui-lo, só Ele pode nos conduzir à vida verdadeira.

Na primeira leitura ouvimos que, por causa da cura do paralitico, Pedro e João são presos e conduzidos as autoridades, onde testemunham a Ressureição do Senhor diante das mesmas autoridades que o condenaram a morte. Será que conseguimos perceber a coragem desses homens, Testemunhando Jesus, num ambiente hostil?

É desta forma que somos chamados a testemunhar a nossa fé, as reações negativas dos que nos cercam não deve nos calar, nem alterar o nosso testemunho. Convém antes agradar a Deus que aos homens.

Mas notem, Pedro não está sozinho, está "cheio do Espírito Santo", isso é, os cristãos não estão sozinhos e abandonados quando anunciam a Palavra. É o Espírito que nos conduz e orienta o nosso testemunho.

Pedro compara a insensatez deles à cegueira de um construtor que rejeita como imprestável uma pedra que vem depois a ser aproveitada por outro construtor como pedra principal num outro edifício. Jesus é a pedra angular, a base o fundamento da vida nova e plena que Deus oferece a cada um de nós.

O cristão é convidado a ser testemunha da salvação. Falar aos sue irmãos com simplicidade de sua fé, de suas experiências com Deus, das muitas graças recebidas, para que através de nosso testemunho nossos irmãos, também acolham vida nova que Cristo veio oferecer.

A segunda leitura, Carta de João nos fala do amor de Deus por nós, sempre pronto a nos socorrer em nossas necessidades, como um pai amantíssimo cuida dos seus filhos. Na verdade, ele nos adota como filhos e nos oferecendo a sua herança, a vida eterna.

Mas atenção, não basta sermos filhos de Deus, precisamos viver como filhos, para ter direito a herança, fazendo as obras de Deus, vivendo de acordo com seus mandamentos.

O Evangelho fala de Jesus o "Bom Pastor", veio para nos conduzir às pastagens verdejantes e às fontes cristalinas de onde brota a vida em plenitude.

Ele deseja que as suas ovelhas sejam felizes. A sua prioridade é o bem das ovelhas. Por isso, ele arrisca tudo em benefício do rebanho, dando a própria vida por nós. Nele nós podemos confiar. Quem espera no Senhor não será decepcionado.

Ele conhece cada uma das suas ovelhas, ama cada uma, conhece os seus sofrimentos, e deseja ter com cada um de nós uma relação pessoal.

Não prometeu que não teríamos aflições, mas prometeu que nunca ira nos abandonar, quem segue o Bom Pastor, nunca ficará desamparado.

O que ele exige de nós é que acolhamos sua palavra, e coloquemos em prática, gastando a nossa vida por nossos irmãos, no amor cotidiano, nos pequenos sacrifícios que a mães faz pelos filhos, no pão que os pais colocam na mesa de suas famílias, nas lagrimas que enxugamos, nos irmãos que confortamos.

Mas notem, que ao dar a sua vida, Jesus não perde nada, mas Ressuscita. Quem gasta a vida no servindo a Deus, por amor, seja sua na família na comunidade, ou juntos aos necessitados, não perde a vida, mas garante para si a vida eterna e verdadeira.
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