sábado, 6 de outubro de 2012

O MATRIMÔNIO É INDISSOLUVEL


A Palavra de Deus não deixa dúvida: o matrimônio é indissolubilidade. Parece ser esse um assunto proibido em nossos dias, por isso mesmo, precisa ser tratado com clareza, pois afinal, os cristãos são chamados a serem sal e luz, para a humanidade. 

Vejamos o plano de Deus, como está descrito no livro Gênesis. 

Deus, à medida que vai criando, vê que tudo é bom... Ao criar o ser humano, vê que “era muito bom”. Mas, há algo na criação que o Senhor Deus viu que não era bom: “Não é bom que o homem esteja só”. Se o ser humano é imagem e semelhança de Deus e Deus é Trindade, ele não foi criado para a solidão. Deus então decide criar a Mulher. Notemos os belos detalhes da criação da mulher: 

“O Senhor Deus fez cair um sono profundo sobre Adão”. O homem não participou da criação da mulher; Eva é tão obra de Deus quanto é Adão. 

Faz a mulher da costela de Adão. Nem da cabeça para ser superior, nem do pé para se inferior. Mas lado a lado com o homem, como companheira e igual! 

“E Adão exclamou: ‘Desta vez sim, é osso de meus ossos e carne da minha carne!” É a primeira vez que o homem falou, na Bíblia! E sua palavra foi uma declaração de amor... não a Deus, mas à mulher que o Senhor Deus lhe dera de presente: osso de meus ossos, carne de minha carne... parte de mim, cara metade, outro lado do meu coração! 

Então Deus declara: “O homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne”. O Senhor nos deixa claro e coisas: 

- o laço de amor entre o homem e a mulher é superior a qualquer outro laço, inclusive aquele que liga pais e filhos. 

- Esta união, é completa inteiro: uma só carne, um só coração, um só sonho, uma só conta bancária, uma só casa, um só futuro, um só destino! 

- É uma relação entre um homem e uma mulher. O respeito às pessoas homossexuais é dever de todos nós; cada pessoa tem o direito de dar o rumo que achar justo à sua vida. Mas, não podemos chamar de matrimonio uma relação afetiva que não seja entre um homem e uma mulher. 

Irmãos é preciso escutar o que Deus tem a dizer sobre a família! 

No tempo de Jesus havia o divórcio, e o Senhor embora todo misericórdia, condena a sua prática. Nos diz: “Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés permitiu o divórcio”! No entanto, no princípio não era assim, pois já não são dois, mas uma só carne. E afirma, “o que Deus uniu, o homem não separe!” 

Palavras duras, os próprios discípulos tiveram dificuldades em compreender. 

Irmãos, Jesus veio para emendar o mundo quebrado pelo pecado. Reconduzindo ao plano original de Pai, onde o amor seja uma entrega total e plena, fiel e fecundo. Este é o ideal apontado por Jesus. Nessa perspectiva o divórcio é contrário ao plano de Deus! A Igreja não tem autoridade para ensinar ou fazer diferente! Seria trair o Senhor! 

Surgem questões muito sérias: 

- Como prometer amor por toda a vida, se nosso coração é inconstante? 

- Como fazer uma aliança para sempre, se esta depende não só de mim, mas também da outra pessoa? 

- Como ficam nossos irmãos que estão numa nova união? 

Primeiro: o matrimônio cristão somente pode ser abraçado na fé, pro pessoas de fé, que vivem e alimentam a sua fé no Senhor. 

Segundo: é responsabilidade dos esposos cultivarem o amor, com o diálogo, os gestos de carinho e de perdão, de compreensão e de atenção. Pois, o amor ao contrário do que se diz, não nasce de repente, não é cego, nem morre de repente. O amor pode e deve ser cultivado e cuidado. 

Terceiro: a indissolubilidade é possível sim, pois Deus não brinca conosco, no seu amor não iria nos impor algo que não fosse não só possível, mas também excelente. As dificuldades conjugais, para o cristão, têm o nome de cruz, cruz que, assumida com amor e por amor, é transformada em alegria e ressurreição. A presença de Cristo na união conjugal não exclui as crises, as dificuldades, a incompatibilidade de temperamentos e até mesmo os erros das pessoas, mas tudo isso, por quanto doloroso possa ser, a luz da fé, pode se tornar caminho de crescimento e felicidade! O problema é que as pessoas casam como os cristãos, mas não creem nem vivem como os cristãos! 

Enfim não nos cabe julgar ninguém, devemos sim respeitar e acolher. Ajudando esses casais a viver esta nova união do melhor modo possível. Sem de modo algum, procurar por culpas e culpados. Mesmo porque, quem estiver sem pecado, que atire a primeira pedra. 

Que o Senhor socorra nossas famílias fortaleça o amor dos esposos, fazendo-os capazes de acolher a proposta do Cristo. Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos, amém.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

COMO VEJO FRANCISCO DE ASSIS

Vejo Francisco como um escândalo positivo e necessário que abalou seu tempo e continua impactando até hoje. Um modelo vivo do melhor que a humanidade produziu nestes últimos oito séculos, um santo natural, caseiro e vizinho de todos, com sua atraente simplicidade, com seu cristianismo de sedução, com sua conquistadora humildade e uma vida que arrasta. É o simpático admirado universalmente. Reuniu um número considerável de seguidores e seguidoras em sua época que santificaram estradas e paisagens. Amou apaixonadamente Jesus Cristo e seu Evangelho a ponto de ficar igualzinho ao Deus Encarnado, deixando que este amor marcasse seu corpo com as chagas do Amado. 


Vejo Francisco como um asceta que abraçou a fraternidade de um modo pleno e cordial; um cantor da criação, menestrel dos louvores mais puros ao Criador, uma comunhão de afetividade e espiritualidade, um cultor da paz e do bem. Ele é a estética do simples e o onipresente em tantas representações iconográficas. É o santo dos pobres e dos pássaros, da cruz e do presépio, da eucaristia e da poesia. É o santo dos caminhos e das grutas, das montanhas e das planícies, dos nichos e catedrais. Um cavaleiro fiel da Senhora Dama Pobreza cheio de fidelidade e gentileza. Um Sol de Assis, como diz Dante, e uma Clara Lua, como diz seu lado mãe e irmã na Clara Flor de Assis, confidente e portadora de seus contemplativos segredos. Um Mestre espiritual do Ocidente reverenciado no Oriente, um profeta que atravessa a linha de guerra das Cruzadas e vai dialogar com o sultão numa conversa de homens de têmpera e fé. 

Vejo Francisco como um mendigo despojado que possui a única riqueza essencial. Preso em Perugia libertou seus sonhos. Abraçou leprosos, curando as podres cicatrizes da exclusão. Tocou violino em galhos secos e dançou a alegria ridente e luminosa dos que possuem a liberdade de espírito. Reconstruiu a casa da existência calejando as mãos e cuidando dos pilares da alma. Brigou com o pai avarento e reconciliou-se com a prodigalidade. Deu um salto de qualidade para ensinar que conversão é mudar de lugar e não apenas câmbio de mentalidade. 

Vejo Francisco o jeito mais gostoso de ser irmão, a sensibilidade de uma mãe, a parceria de um compadre, a sempre presente energia de um amigo… 

Enfim, meu Pai Seráfico, Mestre Espiritual a ensinar que ser do jeito de Jesus não é estar na prisão de obscuras doutrinas, mas tornar fácil o caminho dos que vêm seguindo as marcas da Boa Nova. Assim vejo, sinto e vivo Francisco.

Por: Frei Vitório Mazzuco, OFM

terça-feira, 2 de outubro de 2012

VOCÊ TEM UMA PROVA DE SUA FÉ?

Para Deus, não precisamos provar nada, pois Ele conhece até a última fibra do nosso coração. Para os outros também não, pois para nossos amigos não precisa, e se tiver alguém que não goste de nós é inútil querer provar alguma coisa. Então só resta uma pessoa para quem precisamos provar que temos Realmente Fé em Deus: nós mesmos. Precisamos sim, provar a nós mesmos a nossa fé, em matéria tão séria não podemos ter dúvidas. 

Para provar a nossa fé palavras e sentimentos são inúteis, essa prova precisa ser realizadas por atos concretos. Existem milhões de meios que você pode usar para provar a sua fé em Deus. Alguns são bem simples: um olhar, um sorriso, um abraço, um gesto de atenção, um aperto de mão. Tem gente que apresenta sinais de fé em Deus que nos fazem chorar de emoção. 

Uma das provas de fé mais antigas que existem, é o costume de entregar a Deus, nossa vida, obras de caridade, nossas alegrias e dificuldades, como forma de para agradecer por tudo o que Dele recebemos, e desta forma estreitar nossa relação com nosso Pai amantíssimo. 

Desde muito tempo esse costume ganhou o nome de dízimo. Começou antes de Jesus Cristo, como nos conta o Antigo Testamento. Os primeiros a fazer a entrega, decidiram ofertar a décima parte do que haviam colhido, surgiu então à palavra Dízimo. Em nossa Comunidade da Paróquia São Sebastião, temos muitas pessoas que entregam o Dízimo com a maior alegria por testemunhar a sua fé, em primeiro lugar para si mesmo, fazendo esse gesto no altar e em comunidade. 

Como sabemos Igreja se mantém com o que os fiéis oferecem. Onde não tem Dízimo de todos os católicos, a Igreja tem que fazer festas para buscar o seu sustento, contrariando a vontade de Deus. Temos que fazer muitas festas sim, porque Jesus Cristo está vivo no meio de nós, mas festas para confraternização e união dos filhos de Deus. Mas Deus quer que a Igreja seja mantida com o Dízimo. Isto dá sentido novo à vida da comunidade, pois desperte em nós o sentimento de pertencer à família de Deus. 

Devemos lembrar sempre que Deus é o criador e está no comando de tudo. É bom saber que, somos filhos de Deus e que vivemos sob sua proteção. Quando mais O conhecemos, mais aumenta nossa felicidade. 

Se você não tem o costume e entregar o seu dízimo para agradecer a Deus por sua vida, preencha uma ficha de paroquiano na secretaria Paroquial. Deus derramará mais bênçãos ainda sobre você e sobre as pessoas que você quer bem.
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