segunda-feira, 5 de agosto de 2013

TRANSFIGURAÇÃO

Logo antes da transfiguração, Jesus havia dito aos discípulos: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz, cada dia, e siga-me” (Lc 9,23).
Eles estavam caminhando para Jerusalém, onde o próprio Jesus havia adiantado que seria preso e condenado à morte. Tudo isso causou uma enorme decepção e desânimo nos discípulos. A transfiguração veio dar-lhes ânimo e esperança.
“Este é o meu Filho, o escolhido. Escutai o que ele diz.” Deus Pai quis dizer aos discípulos, e a nós, que tudo o que Jesus falou e fez, ele assina em baixo. O apoio que Jesus recebeu foi pesado. Veio de Deus Pai e dos dois principais líderes do Antigo Testamento: Moisés e Elias. Eles representam o Antigo Testamento: A Lei (Moisés) e os profetas (Elias). A Boa Nova de Jesus veio em continuidade ao Antigo Testamento.
“Jesus levou consigo Pedro, Tiago e João, e subiu à montanha para orar. Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência...” Quando rezamos, Deus vem nos socorrer, e a sua ajuda é sempre apropriada e eficaz.
Quando rezamos, Deus sempre vem e resolve os nossos problemas, sejam eles quais forem, mesmo que seja o desânimo na fé. Se rezarmos na hora de uma crise, recuperaremos a nossa identidade. O encontro pessoal e suplicante com Deus nos reabilita, nos reintegra na Comunidade.
 “Sua roupa ficou muito branca e brilhante”. Isso mostra-nos que a natureza também deve ser transfigurada. Portanto, a nossa missão de transfiguradores do mundo é muito ampla.
Somos chamados a ir, aos poucos, vencendo o pecado, que nos desfigura, e ir nos transfigurando através da prática das virtudes e das boas obras, e também transfigurando o mundo.
“Pedro disse a Jesus: Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas...” Precisamos intercalar oração e ação. Não podemos fazer tendas, como queria Pedro, e instalar-nos na montanha, permanecer sempre lá. Na planície, lá em baixo, há pessoas precisando de nós. A transfiguração foi uma pequena antecipação do céu. Mas os discípulos ainda tinham uma longa caminhada na terra, a fim de implantar o Reino de Deus, que é de verdade, de justiça, de graça, de amor e de paz para todos. Em outras palavras, os discípulos de Jesus, de ontem e de hoje, são os transfiguradores do mundo.

Maria Santíssima nunca foi desfigurada pelo pecado. E ela é, depois de Jesus, a maior agente de transfiguração do mundo. Santa Maria, rogai por nós!

domingo, 4 de agosto de 2013

ENTENDIMENTO

Ação de entender-se, ajuste, acordo: chegar a um entendimento. O Bom entendimento entre dois amigos depende de uma Boa compreensão da verdade, uma busca conjunta da verdade.

Corrija os defeitos de alguém deve ser em primeiro lugar uma autocorreção. Não recrimine nem ironize os defeitos da pessoa amada. Aceitar os limite e os defeitos é a atitude fundamental para que aconteça o entendimento, e a descoberta a verdade. Mas isso só acontecerá se não nos consideramos perfeitos, porque de fato não somos imunes a defeitos.

Todos nós, sem exceção, temos as nossas deficiências e imperfeições, sejam grandes ou pequenas. Portanto, considere que os defeitos que você vê-nos outros, pelos outros são vistos em você!

É certo que após a união conjugal os defeitos nos parceiros afluem, e alguns deles se sobressaem com maior evidência e não são bem aceitos pelo outro. Porém, se você pretende uma vida conjugal harmônica, minimize esses defeitos e maximize as virtudes. Exponha cada defeito pacientemente, com franqueza e sutiliza nas palavras. Oriente e ajude a corrigir os defeitos da pessoa amada. Essa atitude a melhorará e a engrandecerá como pessoa e ela, em retribuição, fará o mesmo com relação a você. E, afinal, os dois na são partes do mesmo corpo?

Todas as brigas são úteis, a própria briga é uma idiotice, ninguém pode atingir a verdade pela discussão. Todas as discussões são uma grande perda de tempo, porque provocam um clima no qual qualquer entendimento entre duas ou mais pessoas se torna insuportável, onde qualquer coisa dita é sempre mal interpretada. Uma mente que está disposta a vencer, a conquistar, não consegue compreender nada. Isso é impossível porque a compreensão necessita de uma mente tranquila e não violenta. E quando você está lutando pela vitória, você tem, obrigatoriamente, que ser violento.

Discutir é um ato de violência. Através dele você pode até matar, mas nunca ressuscitar. Através dele você pode até aleijar, mas nunca curar. Através dele a verdade, pode ser assassinada, mas nunca recuperada. O debate é sempre violento. Nele, sua própria atitude é sempre violenta. Na verdade você não está em busca da verdade, está em busca da vitória, seja por uma argumentação mais lógica, por uma erudição maior, ou ainda pela força física ou status. Quando a vitória é a meta, a verdade é sacrificada. Quando a verdade é a meta, você pode sacrificar a vitória.

Apenas a verdade pode ser a meta; a vitória não. Quando a vitória é a meta você fica agressivo, está sempre tentando vencer o outro, esta sempre tentando dominar e tiranizar de todos os modos possíveis. A verdade não pode nunca se transformar em dominação, não pode nunca destruir.

A verdade não pode ser uma vitória, quando essa abstrata vitória significa derrotar alguém. A verdade trás humildade, modéstia. Não uma viagem em prol de sua vaidade, de seu orgulho, do seu ego, como o são todas as brigas. A briga nunca conduz ao real; sempre caminha para o ilusório, para o não verdadeiro, porque a própria sensação de vitória é estúpida! Verdade significa nem “eu” nem “você”, na discussão, ou eu venço ou você vence; a verdade mesmo nunca é vencedora.

Aqueles que estão realmente na busca permitem que a verdade vença a ambos, enquanto que os competidores esperam que a vitória pertença apenas a si mesmos, não aos outros. Entretanto, os outros não existem. Na “verdade” nós nos encontramos e nos tornamos “um”. Assim quem pode ser o vencedor? Quem pode ser o vencido? Na realidade ninguém é vencido ou vencedor.

Como você pode entender o seu oponente se você está contra ele? O entendimento é impossível. O entendimento necessita de simpatia, de participação, de calma, de serenidade. Entender significa ouvir o outro totalmente. Ao discutir, debater, argumentar, racionalizar, você não ouve o outro, apenas finge ouvir e, interiormente, fica se preparando. Por dentro, você está se armando para a próxima jogada pronto para rebater, quando o outro parar.

Na briga a verdade não é significativa. Por isso a comunhão nunca acontece; você pode argumentar, e quanto mais argumentar, mais se separará do outro. Quanto mais discutir, maior será a separação, até tornar-se um enorme abismo.

Verdade significa simpatia; verdade significa não argumentar. Você veio para ouvir, para buscar a verdade, não para discutir, você veio para entender, não para vencer. Você não veio para ganhar, pelo contrário está pronto para perder.

Pela lógica, pela argumentação, pelo conhecimento, as pessoas tornam-se alheias uma as outras, tornam-se estranhos. Como você pode achar a verdade se não consegue entender o oponente, se não é capaz de nem mesmo ouvi-lo, se a sua mente por dentro, continua brigando, discutindo? Você é violento e essa agressão não o ajudará. Todas as brigas são fúteis, nunca levam a nada.

Quando você vence com a verdade, seu oponente não é derrotado, a verdade foi quem venceu, e o outro fica feliz. Ele se sente vitorioso com sua vitória, ele participa. Está não é uma vitória sua, a verdade venceu e, ambos podem celebrar. Mas quando você derrota uma pessoa, ela nunca é vencida. Permanece inimiga. No íntimo, fica esperando pelo momento certo de reivindicar seus direitos, de correr atrás do prejuízo.

Quando você procura briga, você a encontra. Mesmo que ninguém o insulte, mesmo que ninguém queira brigar, você a encontra. Então não as procure, caso contrário as encontrará em todo lugar que vá. Por exemplo: De repente alguém ri, não de você, quem afinal é você? Por que você pensa que tudo é com você? Você apenas está apenas passando e, então alguém ri; logo você pensa que estão rindo de você. Porque de você? Quem você pensa que é? Você é o ilustre quem? Se alguém ri, está rindo de você? Alguém xinga, está xingando você? Alguém está com raiva, está com raiva de você? Ora! Tenha paciência, se toca você não é tão importante assim.

Quando alguém ri você pensa que é de você. Você é o problema não aquele que ri. Você é que está carregando a raiva, ele é a penas o pretexto, se não for ele será outro, qualquer outro. Ninguém lhe faz nada, você é que se faz. É a sua história interna, o conteúdo do seu copo, que sai para fora. É o transbordar do que você está cheio.

Uma semente cai no solo, germina, e uma árvore começa a crescer. O solo, o ar, a água o sol estão dando a oportunidade. Mas a árvore já estava escondida na semente. Você carrega a árvore inteira dentro de você e, os outros apenas lhe dão a oportunidade de germinar. Agora se sua árvore é um cactus todo retorcido, feio, cabeludo, cheio de espinhos venenosos, ou uma linda flor que a todos encanta e conquista, depende do que tem dentro de você.

Quando algo acontecer, não olhe para fora, não ache que a culpa é dos outros, olhe para dentro, porque seja lá o que esteja acontecendo, tem a ver com você, somente com você, ninguém tem nada com isso. Não se esqueça que a rudeza, a dureza, a grossura e a ignorância sempre perdem, tanto que os dentes caem e a língua fica.

Lembre-se do ditado: “Quando o arqueiro erra o alvo, não procura o defeito na flecha, no arco, no vento ou no alvo, procura o defeito em si próprio”.



Realmente vitorioso não é quem vence em batalhas milhares de homens, mas sim, quem a si mesmo vence.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

ABORTO DEIXA CICATRIZES QUE NUNCA SE APAGAM

A vida é um bem supremo e não pode ser menosprezada. Não é por que não estamos enxergando o pequeno ser na nossa frente que ele se tornará menos humano. A diferença é que estamos em outra etapa de nossas vidas, já passamos pela fase intrauterina, ou seja, fomos gerados e paridos por nossas mães, tivemos o prazer de conhecer e fazer parte deste mundo, justamente porque fomos cuidados e protegidos. Então, hoje estamos aqui, felizes ou não, mas exercendo um direito que não nos foi negado: o direito à vida.


Há muitos argumentos falsos a favor do aborto, um dos mais polêmicos é aquele que expressa o direito de a mulher gerenciar o seu próprio corpo, podendo optar por querer ou não gerar uma vida dentro dela. Para certos países, para muitas pessoas, para alguns partidos políticos e para algumas ONGs, os direitos da mulher devem sobrepor-se ao direito à vida do(a) filho(a) que está sendo gerado(a). Sendo assim, determinados grupos sociais são inflexíveis em seus posicionamentos, colocando-se radicalmente a favor do aborto, por serem prioritariamente a favor da liberdade de escolha da mãe. 

Examinando melhor o argumento exposto no parágrafo anterior, consigo perceber que as atitudes relatadas demonstram puro individualismo e egoísmo exacerbado. Nada de novo se relacionarmos esse fato ao sistema que nos submete tanto econômica quanto politicamente. Um sistema excludente, como é este que nos comanda, só poderá fazer isto com as pessoas: excluí-las, até mesmo do ventre materno, seja por pura conveniência, impossibilidades financeiras ou por outros motivos que desconhecemos. As desculpas são muitas, mas muitas também são as mulheres que morrem por causa do aborto feito em clínicas clandestinas, quando não em suas mesmas casas, com o auxílio de medicamentos proibidos e sem a menor responsabilidade e assepsia.

A liberalidade pregada e vivida em nossa época é cruel, vemos gravidez na adolescência acontecer rotineiramente. As mulheres maduras também ficam grávidas sem desejarem (casadas ou não), e uma grande parte dos homens não responde pela parcela que lhes cabe no processo de paternidade. Essas mulheres que querem o direito de optar ou não por uma gravidez indesejada, igualmente deveriam ter consciência das possíveis consequências do ato de se relacionarem intimamente com alguém. 

A castidade, evita a gravidez e as doenças sexualmente transmissíveis. Usufruir momentos fugazes de prazer, sem assumir as responsabilidades devidas, denota por ambas as partes, falta de amor-próprio, falta de amor ao outro e principalmente à humanidade. Esse tipo de pessoa banaliza a vida, banaliza a si mesmo, é um instrumento a favor da ‘coisificação’ do homem. Se a pessoa não quer ter filhos, seja casta ou use os métodos naturais, que valorizam o amor e o respeito pela pessoa humana. Caso contrário, fazendo o aborto para 'livrar-se' de um hipotético futuro ‘problemão’ - a criança - ela estará assassinando outro ser humano em favor de seus próprios interesses, além de correr risco de morte também.

Alguém há de perguntar-me, como eu posso defender a vida de um feto, sabendo que aquela pessoa que está sendo gerada, por exemplo, poderá passar fome e ter de enfrentar vários tipos de necessidades, de carências e sofrimentos promovidos pela desigualdade social? Entretanto, mesmo tendo conhecimento de todos os graves problemas socioeconômicos e de nossa submissão a um poder dominante excludente, penso que não temos o direito de praticar esse ato cruel contra um ser que não tem condições de se defender e que não pediu para ser gerado. 

Ao discorrer contra o aborto, deixo claro que todos nós temos o direito à vida, que é o nosso bem maior e está acima de qualquer realidade. Quem tiver dúvidas em relação ao aborto, fazê-lo ou não fazê-lo às escondidas, eu sugiro que dê uma olhada nas imagens disponíveis no site de buscas do Google. Embora, eu saiba que essa decisão não depende da minha vontade, nem do impacto das fotos observadas, que pelo menos as pessoas tomem consciência do crime que estão cometendo, em primeiro lugar, contra si mesmas, pois as sequelas físicas e psicológicas poderão ser irreversíveis e, em segundo, por extensão, para alguém cujo coração deixará de bater para sempre a partir de sua atitude irresponsável.
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