sexta-feira, 15 de novembro de 2019

O FIM DOS TEMPOS



Jesus sempre era muito observador, e sempre aproveitava cada situação para dar um ensinamento e as vezes até um bons puxões de orelha.

Nessa ocasião ele viu como seus discípulos deslumbrados com a arquitetura do templo, sua beleza e ornamentação com pedras preciosas, e lhes adverte: “Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído.” 

Ao dizer isso Jesus não estava sendo pessimista, nem estraga prazeres. Jesus só estava nos dizendo que nesta vida tudo é passageiro, tudo tem o seu final, inclusive a nossa própria vida. 

Nosso Senhor está nos alertando que não podemos nos apegar a coisas que um dia terão seu fim, mas devemos viver com olhos voltados para o céu, pois esse não tem fim.

Até porque se nos fixarmos nas coisas que vemos corremos o risco de desanimar, pois vivemos entre tribulações e provações, a nossa vida precisa basear-se no que não vemos, basear-se na fé que será sempre nosso porto mais seguro. Lembrando que o que vemos é passageiro mas o que não vemos é eterno. Tudo passa inclusive as tribulações e dificuldades desta vida. 

É o que todos esperamos que um dia chegue ao fim das tribulações, tanto que os discípulos perguntaram para Jesus: quando isso caba?

Jesus não disse quando acaba, mas nos ensina como viver em tempo de dificuldades. 

1º - não se deixem enganar por promessas tentadoras, mas falsas. Quanta gente, na hora do desespero, correm atrás de qualquer promessa, simpatias, trabalhos, feitiçarias... Ou pagam o que não podem por um milagre que não irão receber. 

Vemos nosso tempo sendo invadido por falsas igrejas que não oferecem a vida eterna, mas apenas a prosperidade inventada por eles. Pregam que Deus quer que você seja rico. Pregadores não conhecem a palavra de Deus.

E quanto a essa ideia de que prosperidade é sinal da benção de Deus e a pobreza como castigo de Deus, Jesus foi bem claro: No Sermão da montanha, e na parábola do homem rico e o pobre Lázaro, e na resposta ao Jovem rico que pergunta o que lhe falta para ganhar a vida eterna.

Jesus foi bem claro: Não sigais essa gente! 

Eles não seguem o Evangelho. A sua pregação está voltada para uma prosperidade financeira, uma preocupação exagerada sobre o demônio, falando mais sobre o demônio do que sobre Deus. Para colocar medo e não o amor. 

Fica esperto! Jesus ensina que a vida será cheia de dificuldades e não devemos nos se iludir, ou buscar soluções fora do Evangelho.

2º Nas tribulações e dificuldade, podemos contar com a ajuda do próprio Jesus, precisamos a pedir a Sua ajuda, e esperar nele.

Devemos confiar em Jesus e mante-se firmes na fé, não desanimar e nem desistir Jesus, pois quem perseverar até o fim será salvo.

Com Deus estamos seguros. Nem a doença, nem as provações, nem mesmo a morte poderão nos prejudicar, pois em tudo isso somos muito mais que vencedores, em Nosso Senhor Jesus Cristo.

Mas o que é permanecer firmes no Senhor?

Permanecer no Senhor, não é procura-lo apenas quando temos problemas, mas é estar sempre na Igreja, falar com Deus todos os dias em nossas orações, se envolver com alguma pastoral ou serviço de caridade. 

Confia no Senhor, mesmo diante do conflito, da injustiça e da morte, pois é permanecendo firmes que ganharemos a vida eterna.

sábado, 9 de novembro de 2019

NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM

A origem do título “Nossa Senhora da Boa Viagem”, dado à nossa Senhora tem seu fundamento nas Sagradas Escrituras, que sita várias ocasiões em que a Mãe dos Caminhantes empreendeu longas e perigosas viagens, como por exemplo: 
- A visita que ela fez a Santa Isabel, como lemos em Lc 1, 39-80. 
- Durante o recenseamento ordenado por César. Maria, grávida de quase nove meses, viajou de Nazaré até Belém, onde Jesus nasceu. Lc 2. 
- A fuga para o Egito, fugindo da fúria de Herodes Mt 2, 13-15. 
- A volta pra Jerusalém em busca do filho perdido no templo, e muitas outras. Por causa dessas viagens difíceis e cheias de perigo, que Nossa mãe enfrentou com fé, amor, paciência e coragem, ela recebeu o título de Nossa Senhora da Boa Viagem. A ela os viajantes recorrem pedindo proteção nas viagens. Assim, seu culto se espalhou por todo o mundo. 

No Brasil, antes mesmo de Aparecida, e qualquer outra devoção Mariana a devoção a Nossa Senhora da Boa Viagem foi a primeira a ter um número significativo de devotos em nosso País. Até porque essa sem dúvida nem uma foi a primeira imagem de nossa Mãe a desembarcar em terras brasileiras. 

Conta-se que todas as naus portuguesas, como as capitaneadas por Cabral, sempre gravavam o nome dela nas popas de seus barcos e preparavam o nicho no castelo da proa para ela, esperando que, com sua proteção, nenhum vento fosse forte o suficiente para conseguir apagar a lâmpada pendurada diante dela. Eles acreditavam com toda a certeza de fé que se essa lamparina permanecesse acesa durante toda a viajem ela não os livrasse da morte na solidão do mar, pelo menos ela lhes concederia a paz eterna no céu. 

Os marinheiros e pescadores a chamavam de “Estrela do Mar”, de quem esperavam orientações sobre os caminhos por onde navegariam com seus barcos. 

O santuário mais antigo dedicado à sua veneração foi construído na província portuguesa de Arrabia, próxima de Lisboa. Enquanto isso, a primeira capela brasileira dedicada a ela foi construída na Praia de Boa Viagem, em Salvador, Bahia, e resiste até os dias atuais. 

Aqui em nossa cidade, junto a ponte da Cachoeira, em 1932, foi construída a uma Igreja dedicada a Padroeira dos Viajantes, sendo essa a única saída da capital para que iria para serra ou para o mar, todos os viajantes antes de seguir suas longas e penosas viagens, paravam na Igrejinha para pedir a proteção da Santa. 

Desde quando foi construída em 1932, a primeira igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, a imagem que era venerada na antiga capela é a mesma que, hoje. 

Fico imaginando nesses 87 anos, quantas pessoas que nas horas difíceis da vida vieram se colocar aqui, diante dessa imagem pedido proteção e abrigo. 

A mãe sempre tem um jeito especial para consolar seu filho. É comum vermos aquela cena do neném chorando no colo de alguém, só o colo da mãe é capaz de fazer a criança parar de chorar e até dormir com aquela sensação gostosa de paz e segurança. 

Maria consola também cada um de nós em nossas aflições. Quando estamos diante das cruzes da vida, devemos procurar o colo da Mãe. Ali conseguiremos o sono tranquilo de criança que sabe estar segura. 

Lembro as palavras de São Bernardo: “Olha para a Estrela do mar. Essa estrela brilhante por seus méritos, radiante por seus exemplos é a Santíssima Virgem Maria. Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria”. 

Procure o colo da Mãe. Ela está aqui a te oferecer o que ela tem de melhor o seu filho, Jesus. Pois com Jesus vencerá toda a aflição. 

Quando estiver aflito, venha a igreja, se coloque diante da venerável imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem fique um momento em silêncio; consagre seu coração a Virgem Maria. Ela o pegará no colo e o colocará junto de seu Filho, Jesus. Ali não temos mais razão para ter medo. 

Sabemos que não temos aqui na terra uma morada definitiva. Temos uma viagem a fazer. O destino desta viagem é Deus. 

Nessa Viagem da vida, Jesus é o Caminho e Maria o GPS. 

Voltemos nosso Olhar para a imagem de Nossa Senhora e peçamos à Mãe da Boa Viagem, que nos acompanhe nos caminhos da vida, rumo ao céu.

sábado, 2 de novembro de 2019

FINADOS

Não é uma data comemorativa, o dia dois de novembro, mas ela é tão importante quanto às outras que comemoramos durante o ano. Poderíamos dizer que é um dia de reflexão, pois aqueles que se foram nos deixaram recordações, muita saudade e uma lacuna que jamais será preenchida. O certo é que nesse dia de saudade tiramos nossa máscara de egoísmo e compreendemos que ali está o desfecho de nossos sonhos. 

Aquela frase que existe na maioria dos cemitérios: ”Eu já fui o que tu és e tu serás o que eu sou”, nos convida a uma analise profunda da vida que estamos levando. O nosso entusiasmo, às vezes exagerado se queda ante uma frase Divina que machuca, mas é real “Tu és pó e ao pó retornarás. Há muita indagação a esse respeito, seria ali o ponto final? a herança seria um sepulcro, mas por si só concluímos que seria pobre demais pensar assim, a prodigiosa capacidade do ser humano se limitaria apenas a uma existência que poucas vezes chega aos cem anos? 

A maioria não crê que seja assim, pois acredita que há um seguimento, não se sabe de que modo nem onde, mas que um ser pensante, inteligente, descobridor não pode ter um período tão curto de existência, tem que haver um outro período de desenvolvimento, na mesma ou em outra forma de vida, mas tem que haver uma resposta. Nesse ponto fala mais alto a fé que mantém a esperança de que uma superioridade suprema não vai nos deixar órfãos. Medite...
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