sábado, 2 de outubro de 2021

MATRIMÔNIO



Muitos preferem nem tocar nesse assunto. Virou uma espécie de assunto proibido. Por isso mesmo, precisamos tratado com clareza – qual é o plano de Deus para matrimônio?

A primeira leitura do livro Gênesis, ouvimos que Deus, à medida que vai criando, vê que tudo é bom... Ao criar o ser humano, vê que “era muito bom”. Mas, há algo na criação que o Senhor Deus viu que não era bom: “Não é bom que o homem esteja só”. Deus então decide criar a Mulher.

1º. “O Senhor Deus fez cair um sono profundo sobre Adão”. O homem não participou da criação da mulher; Eva é tão obra de Deus quanto é Adão.

2º. faz a mulher da costela de Adão. Nem da cabeça para ser superior, nem do pé para se inferior. Mas lado a lado com o homem, como companheira e igual!

3º. “E Adão exclamou: ‘Desta vez sim, é osso de meus ossos e carne da minha carne! ” É a primeira vez que o homem falou, na Bíblia! E sua palavra foi uma declaração de amor... não a Deus, mas à mulher que o Senhor Deus lhe dera de presente: osso de meus ossos, carne de minha carne... parte de mim, cara metade, outro lado do meu coração!

Então Deus declara: “O homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne”. Nos ensinando que:

1º - o laço de amor entre o homem e a mulher é superior a qualquer outro laço, inclusive aquele que liga pais e filhos.

2º - uma união completa: uma só carne, um só coração, um só sonho, uma só conta bancária, uma só casa, um só futuro, um só destino!

3º - é a relação entre um homem e uma mulher. Com todo o respeito às pessoas homossexuais, mas, não podemos chamar de matrimonio uma relação que não seja entre um homem e uma mulher.

No tempo de Jesus havia o divórcio, e o Senhor embora todo misericordioso, condena a sua prática. Nos diz: “Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés permitiu o divórcio”! No entanto, no princípio não era assim, pois já não são dois, mas uma só carne. E afirma, “o que Deus uniu, o homem não separe! ” Jesus deixa claro que o divórcio é contrário ao plano de Deus! A Igreja não tem autoridade para fazer diferente! Seria trair o Senhor!

Surgem questões muito sérias:

- Como prometer amor por toda a vida, se nosso coração é inconstante?

- Como fazer uma aliança para sempre, se esta não depende só de mim, mas também da outra pessoa?

- Como ficam nossos irmãos que estão numa nova união?

1º. o matrimônio cristão somente pode ser abraçado na fé, por pessoas de fé, que vivem e alimentam a sua fé no Senhor. Sem a vivência da fé teremos muitas possibilidades de fracasso. O problema é que as pessoas casam como os cristãos, mas não vivem como os cristãos! Querem casar na Igreja e não querem frequentar a Igreja.

2º. é responsabilidade dos esposos cultivarem o amor, o diálogo, os gestos de carinho e de perdão. Pois, o amor ao contrário do que se diz, não nasce de repente, não é cego, nem morre de repente. O amor pode e deve ser cultivado e cuidado.

O que fazer quando o amor acaba? O mesmo que fazemos quando acaba a gasolina do carro. Não colocamos fora o caro, abastecemos. É possível reabastecer o amor, com carinho, atenção e cuidado.

Enfim não nos cabe julgar ninguém, devemos sim respeitar e acolher aos casais a vivem a segunda união. Sem de modo algum, procurar por culpas e culpados. Mesmo porque, quem estiver sem pecado, que atire a primeira pedra.

O plano de Deus é o matrimônio para a vida toda. Deus no seu amor não iria nos pedir algo impossível. Não só possível é excelente. A presença de Cristo na união conjugal não exclui as crises e dificuldades. As dificuldades conjugais, têm o nome de cruz. Que, assumida com amor e por amor, é fonte de alegria e ressurreição.

sábado, 21 de agosto de 2021

DECIDA


Toda uma corrente de acontecimentos brota da decisão, fazendo surgir a nosso favor toda incontáveis encontros, incluindo inesperadas assistências materiais que ninguém sonharia que viesse em sua direção.

O que é a vida senão o conjunto de escolhas que fazemos dia a dia? Feitos extraordinários têm origem em boas decisões. O contrário também ocorre, com uma má decisão facilmente terminando em retrocesso. Bom ou ruim, o fato é que ninguém sabe, no momento da tomada de uma decisão, se ela é das grandes ou não. De qualquer forma, não importa. Toda e qualquer resolução pode mudar absolutamente tudo.

Decisões são fruto de nossas emoções, e estas, por sua vez, têm origem em nossos pensamentos. Uma dada escolha surge, portanto, de um estado mental específico e impulsiona numa ou noutra direção. Em outras palavras, não existe neutralidade na tomada de decisões. Decidimos o tempo todo, até mesmo de forma inconsciente, e sempre com base em nossos valores e princípios. Estamos decidindo até quando decidimos não decidir nada. Nesse caso, o resultado pode ser tristeza, amargura, rancor... Aquele que hesita em decidir ou opta deliberadamente por não o fazer se arrisca a seguir arrependido pelo resto de seus dias. Decidir é salutar, decidir é necessário, decidir é da natureza humana.

Algumas das escolhas trazendo resultados incríveis. Muitas outras, porém, não surtirão o mesmo efeito, e outras tantas um dia se mostrarão equivocadas. Poucas vezes fazemos um acerto grandioso que muda tudo e, em geral, quando conseguimos, é porque erramos antes e aprendeu com a experiência.

Toda decisão envolve medo. Medo de errar, de se arrepender. Faz sentido, já que decisões implicam mudanças, mais ou menos drásticas. A decisão de escolher uma profissão, ou de constituir uma família inaugura uma série de responsabilidades e compromissos que são para a vida toda... tira da zona de conforto...

Interessante notar que o sucesso em cada uma dessas decisões é resultado de outras.

Jamais desista dos seus sonhos em troca de satisfações momentâneas, pois nossas escolhas têm consequências duradouras. Chegará a hora de pagar o preço por suas decisões. É então que você perceberá como foi acertada a opção por ter disciplina nos estudos e como isso mudou a sua vida. Na época, é claro que não percebemos que essa decisão era das grandes, mas abriu portas para muitas outras decisões que viram a seguir.

O resultado vem – o plantio pode ter sido feito com muitas lágrimas, é verdade, mas vem.

E então, qual é SUA decisão que mudará tudo para VOCÊ? Qual é a escolha que, se não for feita logo, lhe causará arrependimento para o resto da vida? O que é que, se você deixar de realizar, o levará a remoer o que poderia ter sido e não foi? Qual é o seu sonho? Então vá à luta! Nada de criar uma fonte de amargura por não haver tentado. Então, por favor, não se condene a chegar aos 80 anos de idade doente de tristeza por não ter tomado a decisão certa na hora certa.

Não perca tempo, não demore a decidir. São as pequenas escolhas que definem o tom e o rumo. Decida estudar um pouco mais hoje. Decida fazer um planejamento melhor hoje. Decida matricular-se em um curso hoje. Decida que você quer mudar de vida e não vai aceitar nada além disso. Decida que você merece ser feliz em todas as áreas. Decida que você é capaz.

Decida.

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

ASSUNÇÃO

 

Dentro do mês das vocações, o terceiro domingo é dedicado aos religiosos e religiosas, pessoas que dedicam sua vida ao serviço aos mais necessitados seja por meio da vida contemplativa e orações, seja no trabalho em instituições de caridade. São as freiras e os freis, que consagram suas vidas a Deus e fazem votos de pobreza, obediência e castidade.

Ao mesmo tempo, a Igreja também dedica este domingo à festa da Assunção de Nossa Senhora ao Céu. Maria é o modelo dos religiosos, pois foi aquela que dedicou toda sua vida ao serviço ao Senhor. “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a vossa palavra” (Lc 1, 38) disse ela ao anjo Gabriel, quando recebeu o anúncio da sua gravidez milagrosa.

O desprendimento e total entrega de Nossa Senhora a Deus não ficou apenas em palavras. O Evangelho da missa de hoje mostra que, tão logo recebeu o anúncio de sua gravidez, Maria pôs-se a caminho para ajudar sua prima Isabel, que também estava grávida. 

O que Maria foi fazer na casa de Isabel? Apenas uma visitinha, como a que costumamos fazer aos nossos amigos e parentes, para dar os parabéns pela gravidez? Certamente que não.

Maria sabia que Isabel já era idosa e, portanto, deveria estar passando uma gravidez sacrificada. As dificuldades de locomoção, as necessidades básicas como tomar banho, realizar os trabalhos domésticos… O coração de Maria entendeu tudo isso e foi à casa de sua prima não apenas para visitá-la, mas para lavar louça, lavar roupa, varrer o chão, fazer comida… A “serva do Senhor” enxergou-O na pessoa do outro e pôs-se a servi-Lo.

Isabel, por sua vez, ficou tão alegre quando viu Maria ali, disposta a ajudá-la, que até a criança pulou no seu ventre. Claro, pulou também pela presença do Menino Deus, que de ventre para ventre, já abençoou a vida de João Batista para a missão que lhe foi confiada: a de ser o precursor, aquele que prepararia o caminho para a chegada de Jesus, conforme a profecia de Isaías (Is 40, 3-5; Lc 3, 4-6). Mas humanamente falando, Isabel deve ter tido uma sensação de felicidade extrema ao saber que não estava sozinha, que podia contar com alguém para ajudá-la na dificuldade daquele momento.

Tão feliz ficou que entendeu que a visita de Maria só podia ser algo divino. “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como mereço que a Mãe do meu Senhor venha me visitar?” (Lc 2, 42-43). Maria não lhe disse que estava grávida, nem contou a história do anjo. Bastou um olhar para que Isabel entendesse que Maria só podia ser um pessoa privilegiada pelas graças de Deus. E que lindo deve ter sido esse olhar, a ponto de fazer estremecer até a criança no seu seio! Tão cheia do Espírito Santo, Maria proclamou o Magnificat, um canto que reúne trechos de vários salmos e passagens do Antigo Testamento, formando uma das mais belas orações de louvor a Deus presentes na Sagrada Escritura.

O restante da vida de Maria foi exemplo de doação. Nas Bodas de Caná, ela se colocou a serviço a ponto de perceber o que ninguém tinha notado, tão entretidos estavam nos festejos: o vinho estava acabando. Recorreu a Jesus e ele realizou seu primeiro milagre (Jo 2, 1-12). Na caminhada para Calvário, Maria caminhava com Jesus, sofrendo com ele por vê-Lo naquela situação. Aos pés da cruz, Ela estava lá, dirigindo-lhe o olhar sofrido de Mãe, querendo dizer “Força, meu Filho. Eu estou aqui!”. Após a ascensão de Jesus, Maria também dava forças para os Apóstolos para que não desistissem (At 1, 14).

Por tudo isso, Maria recebeu antecipadamente a coroa da glória que está destinado a todos os filhos de Deus. Foi pelos méritos de Jesus que Maria foi elevada ao Céu em corpo e alma, conforme proclamado pelo papa Pio XII em 1950. Mas também não podemos tirar Dela os seus próprios méritos. Ela era humana e, portanto, também sujeita ao livre arbítrio e ao direito de escolha. No entanto, Ela escolheu, por livre e espontânea vontade, se entregar totalmente a Deus e permanecer pura e imaculada. Foi pelos méritos de Jesus que Maria nasceu imaculada e preservada do pecado, mas foi por sua vontade pessoal que ela permaneceu assim toda sua vida.

Jesus não podia permitir que aquele corpo imaculado e santo, fosse corrompido pela morte. O mesmo corpo que O abrigou durante nove meses, em cujos seios ele mamou, em cujo colo Ele dormiu, cujas mãos O ajudaram a dar os primeiros passos, cujos lábios O cobriram de beijos, cujos braços acolheram Seu corpo morto. Embora não esteja na Bíblia nenhuma referência sobre a assunção de Maria, os católicos creem firmemente nessa verdade por todos os motivos aqui descritos – e não temos nenhum motivo para duvidar deles. Peçamos à nossa Mãe que nos ajude a levar uma vida santa a fim de que possamos também ser assuntos (elevados) ao Céu, como Ela o foi.

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