quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O SINAL – DA - CRUZ

Um sacramental para todos os momentos do dia. Simples de fazer, ele nos defende do mal, protege contra as investidas do demônio e nos obtém valiosas graças de Deus.

Segundo a tradição, o sinal-da-cruz remonta ao tempo dos Apóstolos. Alguns afirmam que o próprio Cristo, durante a sua gloriosa Ascensão, abençoou os discípulos com este símbolo de sua Paixão Redentora. Os Apóstolos e demais discípulos teriam, por conseguinte, propagado esta devoção em suas missões.

Já no século II, Tertuliano, o primeiro escritor cristão de língua latina, exortava: "Para todas as nossas ações, quando entramos ou saímos, quando nos vestimos ou tomamos banho, estando à mesa ou acendendo as velas, quando vamos dormir ou nos sentar, no início de nossas obras, façamos o sinal-da-cruz".

Este bendito sinal é ocasião de graças tanto nos momentos mais importantes quanto nos mais corriqueiros da vida cristã. Ele se nos apresenta, por exemplo, em diversos sacramentos: no Batismo, assinalando com a cruz de Cristo aquele que vai Lhe pertencer; na Confirmação, quando recebemos na fronte os santos óleos; ou ainda, nas horas derradeiras, quando somos agraciados com a Unção dos Enfermos. Persignamo-nos no início e no fim das orações, ao passar diante de uma igreja, ao receber a bênção sacerdotal, ao iniciar uma viagem, etc.

O sinal-da-cruz tem inúmeros significados, dentre os quais se destacam os seguintes: um ato de entrega a Jesus Cristo, uma renovação do Batismo e uma proclamação das principais verdades de nossa Fé: a Santíssima Trindade e a Redenção.

Inocêncio III (1198-1216), um dos maiores papas do período medieval, deu a seguinte explicação simbólica dessa maneira de se persignar: "O sinal- da-cruz deve ser feito de cima para baixo e da esquerda para a direita, porque Cristo desceu do Céu para a terra, e da esquerda para a direita, porque da miséria (esquerda) podemos chegar à glória (direita), assim como sucedeu com Cristo ao subir aos Céus. Esta forma acabou por se tornar costume em toda a Igreja no Ocidente, e assim permanece até os nossos dias.

O sinal-da-cruz é o mais antigo e o principal sacramental, isto é, um "sinal sagrado". Ele nos defende do mal, protege contra as investidas do demônio e nos obtém graças de Deus. São Gaudêncio (séc. IV) afirma que, em todas as circunstâncias, ele é "uma invencível armadura dos cristãos".

Aos fiéis que se mostravam perturbados ou tentados, a Igreja aconselha o sinal-da-cruz como solução de eficácia garantida.

Jamais tenhamos respeito humano ou negligência em utilizar este eficaz sacramental, pois ele será sempre nosso refúgio e proteção.

O sinal do cristão é o sinal da cruz. É pelo Batismo que nos tornamos cristãos. Somos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Somos batizados em nome da Santíssima Trindade. Por isso o sinal da cruz é uma profissão de fé. Fé na Santíssima Trindade, fé no mistério da Encarnação e da Redenção.

O sinal da cruz deve ser bem feito. Com consciência, com fé e amor. Pois é um ato bonito e faz bem a quem o faz e aos outros também.

O nosso primeiro ato, ao despertar, deve ser o sinal da cruz, pois é um gesto de confiança e amor, e a noite, adormeçamos sentindo a força de sua proteção. Façamo-lo antes de sair de casa, antes de qualquer trabalho, nas horas difíceis e nas horas de alegria também.

O sinal da cruz é feito da seguinte forma: com a mão direita, levando-a da testa ao peito e do ombro esquerdo ao direito, pronunciando-se, ao mesmo tempo: "Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém." Isto significa benzer-se.

Persignar-se é, com o polegar direito, fazer um pequeno sinal da cruz na TESTA, outro na BOCA e outro no PEITO, enquanto se pronuncia: "Pelo sinal da santa cruz, livrai-nos Deus, nosso Senhor, dos nossos inimigos". Nossos inimigos, quase sempre, estão dentro de nossa cabeça, como também em nossa própria boca e coração.
A cruz na TESTA nos deve levar a bons pensamentos, puros e nobres.

A cruz na BOCA é para nos livrar da gula, do excesso de apego a coisas inferiores, como, também, preservar nossa língua de toda a maldade e toda a mentira. A língua é uma arma de dois gumes, pois com ela você pode ferir, humilhar, difamar, envergonhar, esmagar, caluniar e matar. Mas com a língua você pode também, ensinar, orientar, animar, consolar, pacificar, abençoar e salvar. Nós somos livres para usa-la.

A Cruz no CORAÇÃO, nos deve levar a ter um coração regido pela lei do Senhor, lei que Santo Agostinho tenta resumir nesta frase: "Ama e faze o que quiseres". Mas cuidado, muitos falam de amor, inclusive os que confundem amor com luxúria, liberdade com libertinagem, paz com acomodação, equilíbrio com mediocridade.

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