quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Sobre exigência na disciplina

Olá, amigos em Cristo!
"Não é a força, mas a perseverança que realiza as coisas."
A frase acima é de Samuel Johnson, escritor e pensador inglês, que morreu em dezembro de 1784.

Seja na dependência química, seja em qualquer outra situação de nossa vida, também não é a força, a coerção ou o sentimento de obrigação que leva alguém a conquistar alguma coisa significativa. Infelizmente, o 11º princípio do Amor-Exigente, a Exigência na Disciplina, ainda quer dizer isso para algumas pessoas: nosso amigo ou familiar envolvido com drogas só se irá se recuperar deste mal na base do cumprimento cego de regras. Aqui está a novidade: disciplina não é isso. Exigir a disciplina é outra coisa.

O termo disciplina é derivado da palavra latina disco, que significa aprendo. Logo, podemos entender que exigir que um dependente químico permaneça na disciplina, é exigir que ele continue neste constante aprendizado em busca de um objetivo. Exigência na disciplina é perseverança no caminho certo. Como diria Samuel Johnson, há mais de 200 anos, nada se conquista quando se segue um caminho à força. O 11º princípio prega o convencimento. O dependente químico precisa estar convencido das razões que o levam a manter-se firme no caminho da recuperação.

Uma feliz coincidência deste princípio é a relação etimológica da palavra disciplina com a palavra discípulos. Os discípulos são os que seguem, são os que têm disciplina. E quem são os discípulos mais famosos da história cristã da humanidade? Sim, os 11 discípulos de Jesus Cristo. Eles nem de longe eram obrigados a segui-lo. Pelo contrário, o seguiam porque desejavam, porque estavam convencidos de que aquele era o caminho, a verdade e a vida.

Colocar-se no caminho da recuperação, colocando Jesus Cristo como guia e não desistir jamais. Isto é disciplina.

Um abraço,
Juliano Rigatti e Samanta Lançanova



quarta-feira, 3 de novembro de 2010

CAMINHO DA FELICIDADE


Como podemos ser felizes? O que devemos fazer para alcançar a felicidade?
Não temos que fazer nada. Nascemos com felicidade. Os chineses dizem: “Quando o olho não está obstruído, o resultado é a visão. Quando o ouvido não está obstruído, o resultado é a audição. Quando a boca não está obstruída, o resultado é o paladar.” Nós adicionamos: “Quando a mente não está obstruída, o resultado é a verdade. E quando o coração não está obstruído, o resultado é o amor”. Temos todos estes sentidos e sentimentos. Vamos eliminar a obstrução.
Muitas vezes nossas idéias sobre a vida são equivocadas. Perdemos nosso tempo procurando explicações e culpados. Algumas vezes um aparelho de som segue com o guia errado; não ouvimos bem a música. Também na vida recebemos conflitos, solidão e desconsertos, daí andamos vazios.
Temos a solução. Há muitas maneiras de apresentarmos a fórmula de uma vida feliz e correta. Uma das fórmulas mais simples é a de Buda, ele diz: “O mundo está cheio de sofrimento. A raiz do sofrimento é o desejo. A supressão do sofrimento é a eliminação dos desejos”. Evidente que Buda sabia que temos desejos. Existem desejos de cuja satisfação depende nossa felicidade; e outros dos quais, não dependem. Os desejos que não alcançamos e que nos causam infelicidade, Buda chama-os de apegos.
Quando estamos livres de todo apego o significado da vida é que estamos felizes e vivendo com alegria. Conheci João que tem AIDS. O médico disse que viveria apenas seis meses. João decidiu viver corretamente, rezar, meditar e ficar feliz.
Para termos felicidade é necessário que prestemos atenção às pequenas coisas. Entrando num roseiral vemos milhares de rosas. Ao pararmos para ver uma só rosa vermelha percebemos a beleza da criação. O japonês diz: “O menos é sempre mais”.
Numa cidade da Rússia todos esperavam um Padre. A sua visita foi um grande evento. Prepararam muitas perguntas a ele. Chegando ao encontro o Padre pôs-se a cantarolar. Logo todos estavam cantarolando. Com dignidade ele começou a dançar com muita serenidade e a congregação o imitou. Logo, todas as pessoas estavam absorvidas pelos movimentos e se esqueceram de qualquer problema mundial; e foram curados. Perceberam a verdade. Após meia hora pararam. O Padre perguntou: “Respondi a todas as suas perguntas?” Na seqüência o Padre levou-os ao teatro para um show que ele havia preparado. “Na sua vida vocês têm ouvido muitas orações e também rezado muito”, disse o Padre, e continuou: “Agora verão uma oração”.
A cortina se abriu e o balé começou.

sábado, 30 de outubro de 2010

Co-dependência e cooperação

Olá, amigos em Cristo.

No programa do dia 25/10, tratamos de refletir mais um pouco sobre co-dependência e cooperação no programa Escola Pois a Vida, da rádio Aliança (FM 106.3), em Porto Alegre. E chegamos mais uma vez à conclusão que quase tudo nessa vida está interligado. O programa vai ao ar toda segunda-feira, das 21h30 às 23h, e pode ser ouvido pela internet também: http://www.alianca.fm.br/

Alguém co-dependente de um dependente químico é uma pessoa que não vive mais sua própria vida. É aquele que é desonesto com seus próprios sentimentos e vontades em função dos sentimentos e vontades do outro. É alguém que está viciado no "sim". Não sabe mais pronunciar o "não" por medo da reação e da perda do amor e do carinho do outro. É alguém que acha que sua existência é fundamental para a sobrevivência do outro. O co-dependente é um elo de um círculo vicioso sem fim, que gira em torno da morte.

Mas como surge a co-dependência?

Da falta de cooperação.

Na infância, período em que a cooperação precisa começar a ser ensinada e aprendida, cooperar é fazer a sua parte nas tarefas domésticas mais simples. É lavar a louça, é varrer o pátio, é limpar as aberturas. Cooperar é mais do que simplesmente dividir tarefas. Cooperar é somar. Uma criança que coopera, aprende desde cedo que tem parte no sucesso e no fracasso das coisas. Secar a louça ensina a ser cidadão, você sabia? Ensina que você deve muito à sociedade e que não deve apenas usufruir de seus recursos.

Em uma família em que há cooperação, seja lá que idade as pessoas tenham, a co-dependência não encontra morada. Onde as pessoas sabem que cada um é responsável pelos seus atos, a co-dependência não tem razão de existir. Ali, eu não sou fundamental para a felicidade do outro. É ele mesmo que precisa buscar a sua felicidade, construir por suas próprias mãos o seu caminho.

Portanto, para prevenir as drogas, ensine e pratique a cooperação. Faça e reze para que cada um encontre a sua importância perante a vida e viva conforme tal convicção. Para vencer as drogas, reaprenda a cooperar e evite que se crie dentro de casa uma cultura de dependência mútua. Cada um precisa reconhecer e reaprender seus limites. O dependente químico e o familiar precisam compreender seus papéis e perseverar no cumprimento deles. Para não recair, exija que haja cooperação dentro de casa. E cooperar não significa um encobrir o erro do outro. É preciso que cada um compreenda sua parcela de participação da paz dentro do lar.

A falta de cooperação leva à co-dependência. Foi a conclusão a que chegamos juntos naquela noite de segunda-feira, no estúdio da rádio.

Tendo ou não um dependente químico dentro de casa, como eu sei se já sou um co-dependente?
Leia no site da CODA - Co-dependentes anônimos: http://www.codabrasil.org/diag1.htm

E como eu deixo de ser um co-dependente?

Um abraço,
Juliano Rigatti e Samanta Lançanova
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